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Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

A BAIXA AUTOESTIMA PODE LHE PREJUDICAR NO EMPREGO

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Atenção, caso você seja uma pessoa com baixa autoestima, sua carreira profissional pode estar sendo prejudicada. O motivo é que a baixa autoestima faz com que a pessoa tenha comportamentos inconscientes que são verdadeiros obstáculos ao sucesso, logo, tornando-a menos propensa a obter promoções, aumentos salariais e até manter o próprio emprego.

As pessoas com baixa autoestima frequentemente procuram ficar “fora do radar” porque não querem ser notados, mas numa economia competitiva como a que vivemos, essa é a coisa mais errada a se fazer. Além disso, a baixa autoestima pode encobrir os traços positivos do profissional. Suas habilidades, conhecimentos e competências podem não ser percebidas porque ele se mantém “fora do radar” ou simplesmente porque não se valoriza o suficiente. O pior ainda é que os colegas de trabalho podem fazer suposições indevidas sobre as pessoas que sofrem com a baixa autoestima, rotulando-as como menos inteligentes ou preguiçosos, embora isso não seja verdade.

É importante que você saiba que há alguns traços comuns entre os indivíduos que apresentam baixa autoestima no ambiente profissional.  Geralmente, são pessoas com pouca confiança em si mesmo e que são avessas a correr riscos. Também são menos inclinados a falar em reuniões ou assumir tarefas desafiadoras, o que pode fazer os seus superiores acreditarem que são profissionais ineficazes. Você tem que compreender que nada disso é bom quando se está lutando para ser bem percebido num competitivo ambiente de trabalho.

A baixa autoestima também pode se manifestar através da linguagem corporal e da postura. Um ponto em especial parece ter uma forte influência na percepção negativa que se tem sobre essas pessoas. Esse ponto é uma certa maneira de falar em que as sentenças afirmativas são pronunciadas com entonação crescente no final, como se fossem perguntas. Isso faz as essas pessoas parecerem menos autoconfiantes. Falar muito baixinho também denota insegurança e medo, e não fazer gestos que enfatizem alguns assuntos ou transmitam vigor e energia, igualmente podem lhe afetar desfavoravelmente durante alguns trabalhos importantes, especialmente quando se trata de convencer os demais acerca da atividade que está sendo abordada.

Esses comportamentos inconscientes podem se fortalecer por conta do medo da rejeição, pois são condutas que realmente têm o efeito de desmotivar ou levar o interlocutor à desconfortos durante uma conversa de negócios. Devo ressaltar aqui que o medo de ser rejeitado, de fato, provoca comportamentos, conscientes ou inconscientes, que fazem esses medos se tornarem realidade.

De certa forma, estamos falando de uma das atitudes mais danosas que a pessoa com pouca autoestima tende a exibir, que é o pessimismo / negativismo. Imagine se você fosse tivesse essas características e fosse pedir um aumento de salário. Seria mais ou menos assim: “Eu sei que tivemos um ano muito ruim e que houveram demissões, mas como eu tenho assumido mais trabalhos que antes, acho que mereço um pequeno aumento".

Você acabou de dar munição ao seu chefe para ele para dizer não! Em vez de destacar o negativo, o melhor seria uma abordagem positiva apoiada por evidências comprováveis, algo como: "Nos últimos 12 meses, eu assumi 25% a mais de responsabilidades e tenho trabalhado mais horas diariamente, e creio que por isso eu mereço ser compensado”. Essa sim é uma abordagem com grandes chances de dar certo.

Bem, amigos, o fato é que profissionais com melhor autoestima têm melhores resultados em suas carreiras se comparadas com aqueles menos autoconfiantes. Vários estudos mostram que os profissionais que se autoavaliam positivamente ou que possuem bons autoconceitos apresentam níveis elevados de satisfação no trabalho, tem melhores desempenhos, recebem maiores salários, são mais motivados profissionalmente e quase não mostram estresse e burnout. A falta de autoconfiança pode, além do mais, levar as pessoas a tornarem-se “workaholics”.

Uma informação interessante para o universo feminino, sem qualquer viés machista, é que alguns dos maiores erros cometidos pelas mulheres incluem pedir permissão para fazer coisas e explicar-se demais, o que pode menosprezar suas colocações profissionais. Uma solução simples seria usar objetividade, precisão e clareza em suas conversas e e-mails para não enfraquecer suas posições.

Infelizmente, estamos lutando uma batalha cruel. O trabalho tem, cada vez mais, deixado de ser uma fonte de autoestima para se tornar um escoadouro dela. A demanda por produtividade cresceu tanto que a maioria de nós se sente como se não estivesse fazendo o suficiente, não importa o quanto realmente realizamos. Mas ainda há coisas que você pode fazer para aumentar sua autoestima. Por exemplo, agir do jeito que você quer que as coisas sejam (”agir como se”). Por exemplo, se você quiser ser promovido num emprego, aja como se já tivesse sido promovido. É como mostrar que está confiante de modo que essa confiança produza sucesso e se torne real. Isso não só poderá convencer seus superiores, mas também irá ajudá-lo a rever sua forma de pensar a respeito de sua carreira. Mudar mais os comportamentos e menos os ideais é outra boa ideia. A título de exemplo, evite a tendência de ficar em silêncio nas reuniões - as duas ou três primeiras pessoas a falar durante uma reunião são vistas como mais confiantes e isso, no mundo dos negócios, vale muito a pena.

Concluindo, gostaria de enfatizar que a autoestima pode ser aprendida. Uma postura otimista e positiva é sempre uma forma de empoderamento. Isso pode parecer simples demais mas é uma realidade. Então, quando os pensamentos negativos lhe disserem que você não é um bom profissional, imediatamente substitua-os por outros positivos. Assim, você estará trabalhando o seu inconsciente e fortalecendo-se com autossugestões positivas. Ou seja, está perfeitamente ao seu alcance reforçar o seu inconsciente positivamente de tal modo que você possa eliminar a baixa autoestima e se tornar um profissional motivado e de sucesso.

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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos, casais e gestantes. Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
Realiza Coaching Psicoterapêutico para desenvolvimento de carreiras.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marque uma consulta pelos fones 11.5081-6202 e 94111-3637 ou pelos links www.psicologopaulocesar.com.br ou www.blogdopsicologo.com.br

SUPERE A TIMIDEZ E A ANSIEDADE SOCIAL

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Hoje eu gostaria de ajudar, com esse artigo, as pessoas que sofrem com fobia ou ansiedade social e timidez. Muitos clientes, em suas narrativas no consultório, me fazer ver como sofrem pelo medo de serem avaliadas, julgadas e humilhadas em público. Por causa desta condição, são pessoas em que as interações sociais causam ansiedade irracional, temor, perda de autoconsciência e constrangimento. A pessoa fica com um medo enorme ao imaginar o que os outros irão pensar a respeito dela ou que ela não está à altura das demais pessoas do ambiente social onde está. Que sufoco, não? Trata-se de um quadro em que as situações sociais (principalmente as que não são comuns e frequentes) podem ser tão assustadoras que a pessoa fica ansiosa só de pensar sobre o assunto, e não mede esforços pra evitá-la.

Talvez você não faça ideia da abrangência dessa dificuldade. Estima-se que cerca de 15 milhões de adultos no Brasil apresentam sintomas de ansiedade ou fobia social, sendo que o número de pessoas que lutam contra a timidez excede em muito esse total. Felizmente, existem algumas estratégias eficazes para superar a timidez e a ansiedade social e ganhar autoconfiança. Espero que elas lhe ajudem, se você for uma dessas pessoas.

Você já percebeu que a autoconfiança cresce através da ação, do aprendizado, da prática e do domínio? Lembra-se de quando você aprendeu a andar de bicicleta? No começo foi difícil, talvez assustador, mas depois de você ter tentado várias vezes, conseguiu andar e ficou confiante com isso. A confiança social funciona da mesma maneira, então, aja com confiança. Sentir-se ansioso não é o problema porém evitar as relações sociais é um grande problema. Deixe de evitar os contatos e você verá a sua ansiedade gradativamente diminuir.

Empenhe-se, meu amigo! Isso significa participar das pequenas conversas nas filas de banco, etc., e falar com estranhos em bares, lojas, eventos esportivos e na academia. Além disso, aborde a pessoas que lhe atrai de forma romântica. Fale com ela, faça perguntas simples, dê opiniões sobre o que estiver vendo, se estiverem numa festa, convide-a para dançar e, se houver oportunidade, anote o telefone e ligue para marcar um encontro.

Você é louco? Eu morro de medo de “pagar um mico”! Pois é, meu amigo, a vida é curta, quem vai se importar se você levar um fora? Há mais de sete bilhões de pessoas neste planeta e, certamente, você não deve gostar de todos ou esperar que todos gostem de você, não é verdade? Então, aproveite as oportunidades mesmo correndo o risco de ouvir um não, e conheça novas pessoas. Você verá que não é tão difícil nem assustador como imagina.
Uma estratégia muito interessante é participar de um grupo, associação, clube, um time ou uma aula de improvisação. É importante você tentar coisas novas, mesmo que fique um pouco ansioso. Escolha um novo projeto de vida, ofereça-se para assumir uma tarefa difícil no trabalho ou para aprender uma nova habilidade. Faça algo para sair da sua zona de conforto. Parte da superação da timidez depende do desenvolvimento da confiança em si mesmo, em várias áreas de sua vida. Depende, também, de não deixar a ansiedade, o medo do fracasso, o medo da rejeição ou o medo da humilhação se agigantarem e impedirem o seu caminho. Ao praticar novas atividades, você estará enfrentando seu medo do desconhecido e aprenderá a lidar com a ansiedade de forma mais eficaz.

Uma outra coisa a praticar é falar! Comece contando piadas ou apresentando os seus amigos a outras pessoas comentando as coisas positivas deles. Se tiver chance, faça apresentações na escola ou no trabalho e sempre que puder, conte histórias ou fatos que você observou em sua vida. Quer dizer, seja mais falante e expressivo em todas as áreas da sua vida: se você está no trabalho, com colegas, amigos ou mesmo com estranhos, pratique falando mais abertamente. Deixe sua voz e suas ideias serem ouvidas. As pessoas confiantes não estão preocupadas que todos gostem do que elas têm a dizer. Falam o que pensam porque querem compartilhar, comprometer-se e se conectar com outros. Você também pode fazer isso. Ansiedade e timidez não são razões para ficar quieto.

Não estranhe esse conselho, mas experimente sentir-se como uma pessoa vulnerável. O medo de ser julgado contribui para aumentar a ansiedade social e timidez e a única maneira de superar esse medo é aceitar que é vulnerável. Faça isso com as pessoas que são “melhores amigos” e em quem pode confiar. Você vai perceber que quanto mais você assume sua vulnerabilidade, mais íntimo, próximo, você se sentirá dos outros e mais prazer e significado você abstrair desses relacionamentos. É claro que esse processo o levará a sentir uma maior autoconfiança e em seus relacionamentos interpessoais. Ser vulnerável exige uma disposição para permitir que os outros lhe vejam como verdadeiramente você é. Tenha orgulho de si próprio, do seu jeito de ser. Ser genuíno e vulnerável poderão ser qualidades bastante elogiadas pelos seus novos e velhos amigos.

Mais uma dica: quando você conversar com alguém, esforce-se para manter um bom contato visual. É fundamental que sua linguagem corporal inspire confiança no outro. Então, ande sempre com a cabeça erguida, fale de forma clara, precisa e objetiva, aperte as mãos do outro com intensidade adequada, dê abraços, não tenha vergonha em cumprimentar com beijos (é um hábito bem brasileiro), enfim, crie um clima de proximidade com as pessoas com quem convive.

Tem gente que, por causa da timidez e da fobia social, deixa de presar atenção no que ocorre em seu entorno – não faça isso! Fique sempre atento. Atualmente há vários psicólogos que definem a atenção plena simplesmente como "consciência", portanto acorde! Preste atenção em todos os seus pensamentos, sentimentos, sensações e memórias a todo e qualquer momento. Não há nada do que esteja realizando que você possa fugir ou evitar prestar atenção. Aprenda a gostar de si mesmo e do mundo ao seu redor, incluindo aqueles pensamentos e sentimentos de "pânico", apenas percebendo-os sem analisa-los ou julgá-los. Quando você estiver totalmente focado no presente, no aqui e agora, você perceberá que as interações sociais não são algo que você precisa evitar. E mais, você vai se sentir melhor porque está realmente prestando atenção à conversa e às coisas que acontecem em seu ambiente. Com prática, você irá incorporar e melhorar continuamente suas habilidades sociais aprendidas no mundo ao seu redor e, com toda a certeza, irá se sentir cada vez mais autoconfiante, menos tímido e menos ansioso.

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Psicólogo Paulo Cesar

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COMO ESQUECER O EX-NAMORADO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL?

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Quer saber como superar o fim de um relacionamento? E mais, como deixar de pensar nisso?
Primeiro, permita-me fazer uma analogia entre o fim de um relacionamento e o abandono do hábito de fumar. Quando uma pessoa decide deixar de fumar, normalmente sente dificuldade em se acostumar a não ter mais esse “prazer”. O período inicial é sempre o mais difícil, mas com o tempo, a pessoa se acostuma a não fumar e também se sente melhor com o novo estilo de vida. Há razões para que uma pessoa sinta dificuldade em deixar de fumar. Uma das razões é o fato de tudo à sua volta lembrar o mau hábito que tanto quer abandonar. Outros exemplos podem ser os intervalos durante o trabalho (quando a pessoa costumava acender um cigarro), a ida ao “local de sempre” onde costumava comprar cigarros, o cafezinho e até o fato de seus amigos (com quem se diverte) serem fumantes.
É preciso que você identifique o que a impede de parar de pensar em seu ex.
Comparei o fim do namoro com o abandono de um mau hábito porque isso gera o mesmo tipo de sentimento que tem a pessoa que sofre por causa do coração partido. O sofrimento ocorre porque ela continua a pensar naquele que a abandonou. Agora mesmo deve haver muitas coisas que fazem com que você pense em seu ex, porém essa lembrança constante é uma das razões pelas quais fica difícil você seguir em frente na vida... e se “desapaixonar” por ele.

As pessoas costumam fazer associações entre dois eventos se esses acontecem ao mesmo tempo. Quando existe essa associação, a lembrança de algo faz a outra coisa ser imediatamente lembrada. É como acontece com a pessoa que deixa de fumar. No início, deve ter sido difícil trabalhar durante aqueles intervalos que usava para fumar porque ela associou a interrupção do trabalho com o gesto de acender um cigarro. Esta associação despertava o desejo de fumar mais do que normalmente faria. É a mesma situação num relacionamento e com a tentativa de seguir em frente após o seu término. Quando você vai a um lugar que você e seu ex costumavam ir juntos (cinema, parque, praia, barzinho, etc.), acontece a mesma coisa, ou seja, você se lembra dele e tudo aquilo que vocês fizeram juntos nesse lugar surge em sua mente, pois seu inconsciente associou o lugar com a presença de seu ex ao seu lado. Isso faz com que você pense nele e a consequência é sentir dor emocional, pois está se lembrando de alguém que não é mais o seu namorado, mesmo que você não aceite essa situação.
Identifique as associações que mantém a sua mente fixa em seu ex.
É preciso entender a dinâmica das associações mentais para reconhecê-las com mais clareza e, assim, superá-las. Vamos usar sua música ou filme favorito da época em que você era criança. Aquele filme ou aquela música faz você pensar com carinho sobre sua infância e isso lhe deixa feliz. Portanto, existe uma associação positiva entre a música ou o filme e a sua memória. No entanto, se você continuar assistindo o filme ou ouvindo a mesma música repetidamente, uma vez atrás da outra, mais de cem vezes, você certamente se cansaria e todos os bons sentimentos que você tinha com o filme ou com a música deixariam de existir. Então, em outras palavras, você agora ouviria a música, mas não pensaria mais nas boas lembranças de sua infância, entendeu? É como se tivesse “enjoado” do filme ou da música. Assim, se você tiver uma lembrança que tenha sido associada a outro fato, sem fazer a associação de correspondência, então isso perderá força ao ponto de só se lembrar de cada evento em seu mérito próprio. Ou seja, é tranquilamente possível que as associações mentais formadas por seu inconsciente... sejam quebradas. Significa que se você treinar para deixar de sonhar acordada com o seu ex quando uma associação ocorrer, essa gradativamente deixará de existir. Costumo aconselhar que quando uma associação surgir na mente (como o parque, por exemplo, onde vocês dois caminhavam juntos), você simplesmente deve pensar nas qualidades negativas que seu ex tinha. Da mesma forma deve proceder quando você pensar em outro lugar ou lembrar uma música que você e seu ex amavam, pois isso fará você gostar dele cada vez menos.

Dê um tempo, e aceite que é lenta a recuperação de um coração que sofre de (des)amor.
Não é incomum encontrar alguém que tem sérias dificuldades para apagar suas memórias amorosas porque, em vez de enfraquecer as associações que a faz lembrar-se do ex, apenas as reforçam constantemente; e o que é pior, adiciona sofrimento extra à sua situação ouvindo repetidamente as músicas que lhe fazem lembrar-se do ex, ou indo aos mesmos lugares que costumava ir com o seu ex, ou basicamente pensando em tudo ou qualquer coisa relacionada a ele. Estas são as razões pelas quais, mesmo com o tempo, uma pessoa não consegue curar sua ferida emocional. Você deve parar de fazer essas coisas para ajudar a si mesma a se recuperar facilmente. Sempre que uma lembrança de seu ex surgir em sua mente quando você estiver num desses lugares, ou ouvir uma das “suas” músicas, ao invés de sonhar com ele durante a próxima hora... jogue imediatamente essa lembrança para fora de sua mente. Fazendo isso sempre, ao longo do tempo, a associação deixará de existir.

Não adicione sal às suas próprias feridas.
É fundamental que você pare de aumentar o seu sofrimento. Isso não significa suprimir seus sentimentos em relação a ele, pois restringir suas emoções e sentimentos também não ajuda a se esquecer mais rapidamente. Aliás, às vezes, é bom sentir as emoções próprias de uma rejeição ou abandono mas ninguém deve se entregar a esse tipo de sentimentos repetidas vezes. Este é um dos grandes erros mais comuns que as pessoas tendem a fazer quando seu namorado rompe com elas. Quando você se entrega a esses sentimentos, você basicamente os fortalece em seu inconsciente. Você está incorporando-os mais profundamente em seu coração, e quanto mais profundo forem incorporados, mais difícil será eliminá-los mais tarde.

Perceba suas emoções e deixe-as ir embora
Você sabia que se você parar agora de ceder aos seus sentimentos e emoções, eles não terão lugar para ir e desaparecerão? Isso acontece porque quando as emoções não são alimentadas, elas morrem. Então, o que necessário interromper todos os devaneios que você tem sobre o seu ex. Será algo muito difícil, mas se esforce pois, ao conseguir isso, você estará praticamente livre dessa etapa de sua vida. Prá parar de ceder às suas emoções, é importante, como já disse, que você também pare de pensar, lembrar e revisar os momentos felizes que teve com seu ex-namorado. Naturalmente, se você continuar com essas emoções, elas continuarão a crescer. Como uma planta que precisa de água, você precisa cortar o abastecimento de água para evitar que elas cresçam.E o melhor lugar e momento para começar a fazer isso... é aqui e agora.

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ESTÁ FRUSTRADO? SAIBA COMO SUPERAR

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Está frustrado?... isso ainda pode tirar muito de você pois não suga apenas a sua energia, mas também lhe distrai e pode roubar um bocado de seu tempo. Então, o que fazer?

Bem, você deve saber que, às vezes, uma frustração pode realmente ser algo positivo e lhe dar uma nova ideia, uma nova interpretação sobre as coisas ou mesmo paciência e força para continuar um pouco mais até alcançar seu objetivo. O problema é quando você começa a andar em círculos, pois daí a frustração lhe deixa confuso, com a mente nebulosa e o tempo passa sem mudanças significativas.

Saiba que há maneiras de transformar esse estado de espírito em algo melhor, mais útil e que fará você se sentir bem novamente.

Esteja aqui agora: Quando uma pessoa está frustrada geralmente foge para “algum lugar” dentro da própria mente, seja para um futuro que gostaria ou para o passado, revivendo um tropeço ou uma falha e se culpando por isso. O certo, nesse caso, é sair desses “espaços mentais” e acalmar-se focando a mente para prestar atenção no que é “aqui e agora”, a vida no presente, nesse momento. Vou lhe dar umas dicas sobre como fazer isso.

  • Sente-se, feche os olhos e apenas se concentre no ar que sai e entre em seus pulmões por uns  minutos. Concentre-se em sua respiração, mantendo-a calma e ligeiramente mais profunda do que o habitual; preferencialmente respire “pela barriga” e não com o peito. Concentre-se no que está à sua volta neste momento: o sol brilha pela janela, as crianças brincam na rua e os carros e as pessoas passam prá lá e prá cá, há o cheiro e a sensação das roupas, o calor do sol em sua pele e tantas outras coisas acontecendo. Faça isso por 2 minutos para voltar sua atenção para o momento presente.
  • Depois de ter trazido sua atenção de volta para onde pode ser mais útil, focalize-a no que é positivo em sua vida e aprecie o que você tem. Particularmente uso algumas coisas que considero importantes e que, na maioria das vezes, posso dar como garantido, tais como ter onde morar e proteger-me, a água disponível, o fato de não ter que passar fome, ter acesso à internet, os meus amigos e familiares. Encontre suas coisas importantes e passe alguns minutos agradecendo a vida por isso.
  • Por fim, com a sua atenção no momento presente e seu humor mais agradecido e positivo, é hora de se tornar construtivo sobre o que o frustra, modificando a situação. Então concentre-se no que você pode fazer agora, perguntando-se: “Qual é um pequeno passo que eu posso dar agora para melhorar esta situação?”.
Você vai perceber que aprenderá a distinguir o que lhe frustra e tentar outro caminho em direção ao seu objetivo. Tente mais de uma vez porque nem todas as coisas na vida virão para você na primeira, segunda ou terceira vez que você tentar. Ou você simplesmente vai perceber que pode ter tomado decisões tardiamente ou mesmo que as coisas foram difíceis e que você precisa tirar a noite ou alguns dias para relaxar, cuidar de si mesmo e simplificar a forma de viver. Assim irá se recarregar e poderá mudar o que deseja em sua vida de forma mais focada.

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SEUS HÁBITOS LHE TORNAM UMA PESSOA INFELIZ?

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Acontecimentos e condições podem, realmente, tornar a vida um problema, mas muitas vezes uma grande parte da infelicidade decorre dos pensamentos, comportamentos e hábitos das pessoas. Alguns desses hábitos são tão destrutivos que a pessoa se torna infeliz sem qualquer esperança de reverter a situação. Você é desse jeito?

Há pessoas que vivem afundadas num grande lago de vozes negativas. Quero dizer com isso que ninguém é uma ilha e que tudo o que lemos, assistimos e ouvimos das pessoas com quem convivemos tem um grande efeito em como nos sentimos e pensamos. É muito difícil ser feliz se você se deixar inundar de vozes negativas e que lhe dizem que a vida será sempre de infelicidade, perigosa e cheia de medo e limites. São vozes de pessoas que vêem a vida a partir de perspectivas negativas. Se você se identifica com essa situação, substitua essas vozes negativas por influências mais positivas. Isso é muito poderoso e poderá abrir um novo mundo prá você. Então, passe mais tempo com pessoas positivas, ouça músicas inspiradoras, leia livros e assista filmes, novelas e programas de TV que façam você rir e pensar sobre a vida de uma nova maneira. Comece aos poucos, por exemplo, seguindo um blog, lendo um livro ou ouvindo um audiolivro enquanto toma seu café da manhã em vez de ler o jornal ou assistir o noticiário matinal pela TV.

Você vive no “aqui e agora” ou está preso no passado ou no futuro? Saiba que gastar muito de seu tempo no passado revivendo velhas memórias dolorosas, conflitos, oportunidades perdidas e assim por diante podem lhe prejudicar muito. Gastar muito do seu tempo no futuro imaginando como as coisas podem dar errado no trabalho, nos seus relacionamentos e com a sua saúde podem criar cenários horríveis atuando repetidamente em sua cabeça. Não estar no “aqui e agora” sempre leva a pessoa a perder muitas experiências maravilhosas, e isso, com certeza, não é bom se você quer ser feliz.

É praticamente impossível não pensar no passado ou no futuro. E é claro que é importante planejar o próprio futuro e tentar aprender com as coisas que aconteceram no passado, mas pensar demais sobre essas coisas raramente ajudam. Então, esforce-se por focar a maior parte do seu tempo na vida “aqui e agora”. Você só está aqui neste momento e está totalmente focado nessa leitura. Mais tarde, você poderá se concentrar nas outras atividades como o seu almoço ou o seu trabalho, e então, esteja totalmente concentrado em fazer essas coisas. Em tudo que você estiver fazendo, tente estar completo e não derivar para o futuro ou para o passado. Se perder o foco, concentre-se apenas em sua respiração por alguns minutos ou se  sente quieto e capte o que está ao seu redor por um curto período de tempo. Ao fazer qualquer uma dessas coisas, você poderá se reencontrar com o “aqui e agora” novamente.

Um hábito ruim e que “joga” contra a busca da felicidade é o perfeccionismo. Será que a vida precisa ser perfeita antes de você ser feliz? Você tem que se comportar de forma perfeita e obter resultados perfeitos para ser feliz? Assim a felicidade não será fácil de ser encontrada. Definir um nível elevadíssimo e desumano para o seu desempenho o levará a um quadro de baixa autoestima e a sentir que você não é bom o suficiente mesmo que tenha obtido muitos resultados bons ou excelentes. Você e o que você faz nunca são suficientes o suficiente, exceto talvez de vez em quando, quando parece que algo é perfeito. Relaxe, meu amigo, e deixe o perfeccionismo de lado. Faça sempre o suficiente. O objetivo da perfeição faz com que nada seja concluído, então, faça o suficiente e siga em frente. Estabeleça prazos para suas tarefas, senão sempre vai querer adicionar algo novo no trabalho. Ter um prazo é um ótima maneira de deixar de ter a necessidade de polir as coisas um pouco mais.

Gostaria de complementar essa questão do perfeccionismo ressaltando o alto custo dos mitos da perfeição. Ao assistir filmes, ouvir muitas músicas sugestivas e apenas aceitando o que o mundo mostrando de bom pela televisão, por exemplo, a gente acaba sendo seduzido pelos sonhos de um mundo perfeito, afinal, tudo parece tão bom e maravilhoso e qualquer pessoa gostaria de ter oportunidade de viver esse sonho. Mas na vida real, há um choque que tende a causar muito sofrimento e estresse às pessoas e às que estão ao redor. Pode até prejudicar ou mesmo acabar com relacionamentos, empregos, projetos, etc., por conta de expectativas “fora” do mundo real.

Um outro hábito diário muito comum e altamente destrutivo é comparar constantemente a sua vida e você mesmo com outras pessoas e as maneiras como vivem. Esse hábito faz a pessoa comparar carros, casas, empregos, sapatos, dinheiro, relacionamentos, popularidade social e assim por diante. No final do dia, percebe que agrediu a própria autoestima, a qual fica cai no chão, e cria um montão de sentimentos negativos sobre si mesmo. Isso tem que ser interrompido urgentemente!!!

Como modificar esse hábito? Bem, minha sugestão é que o substitua por outros dois hábitos. Compare-se com você mesmo e seja mais gentil. Vou explicar: em primeiro lugar, ao invés de comparar-se com outras pessoas, crie o hábito de comparar-se com você mesmo. Veja o quanto você cresceu, o que você já alcançou, o que realizou e o progresso que você fez em direção a seus objetivos. Este hábito tem o benefício de criar gratidão, apreciação e gentileza para com você enquanto observa o quão longe você chegou, os obstáculos que você superou e as coisas boas que você fez. Você se sentirá bem sem ter que se comparar com quem quer que seja. Em segundo lugar, seja gentil. Você verá que a maneira como você se comporta e pensa em relação aos outros parece ter um grande efeito sobre como você se comporta com você mesmo e pensa sobre si mesmo. Julgar e criticar as pessoas pode lhe levar a julgar-se e criticar-se mais (muitas vezes quase automaticamente). Seja mais gentil com outras pessoas e ajude-as, e você tenderá a ser mais gentil e útil consigo mesmo. 

Além disso, concentre-se nas suas coisas positivas e nas pessoas ao seu redor. Aprecie o que é positivo em si mesmo e nos outros. Desta forma, você se sentirá melhor consigo próprio e com as pessoas em geral, em vez de classificá-las, rotulá-las e criar diferenças em sua mente. Você não vai ganhar nada se continuar se comparando com outros. Não importa o que você faça, sempre haverá alguém que tem mais do que você ou é melhor do que você em algum assunto.

Concentrar-se em detalhes negativos na vida é um outro hábito ruim porque ver aspectos negativos em qualquer situação em que se encontre e se ocupar desses detalhes é, seguramente, uma maneira de se tornar infeliz. O pior é que tem muita gente que além de ver as coisas negativas, ainda arrasta o mau humor para todos os que estão à sua volta. Reconheço que superar esse hábito pode ser complicado, mas uma coisa que funciona é trabalhar para abandonar o perfeccionismo (assunto já comentado acima). Você deve aceitar que as coisas e as diversas situações terão seus altos e baixos em vez de pensar que todos os detalhes têm que ser positivos e excelentes. Aceite as coisas como elas são, desta forma, você pode libera emocional e mentalmente o que é negativo, em vez de se abrigar sobre ele e acumular negatividades. Outra coisa que funciona é simplesmente se concentrar em ser construtivo. Em vez de se concentrar e choramingar sobre os detalhes negativos, você pode usar as seguintes perguntas: “Como posso transformar essa coisa negativa em algo útil ou positivo?”, “Como posso resolver este problema?”. Se você confrontar o que pensa que seja um problema, poderá usar uma terceira solução, e poderá se pergunta se alguém se importa com o tal problema. Certamente observará que, na maioria das vezes, não se trata de um problema importante ou de longo prazo.

Meu amigo, não limite a sua vida acreditando que o mundo gira exclusivamente ao seu redor. Se você pensa dessa forma e, em consequência, você se detém porque teme o que os outros podem pensar ou dizer sobre o que fez de diferente ou novo, então você está colocando enormes limites em sua vida. Veja só: você pode se tornar menos aberto para tentar coisas novas e crescer; você pode pensar que a crítica e a negatividade que você vê são sobre você ou que é sua culpa o tempo todo (na realidade, pode ser sobre outra pessoa que teve uma semana ruim). Muitos creem que a própria inibição se deve à imaginação de que demais pessoas se preocupam muito com o que está prestes a dizer ou a fazer. Mas ao contrário!!!!!! Veja que, de modo geral, as pessoas não se importam muito com o que outro faz, afinal, eles também estão preocupados com suas próprias vidas e com o que outros podem pensar sobre ele. Sim, isso pode fazer você se sentir menos importante, mas também o liberta um pouco mais para fazer o que quiser. Em vez de pensar em si mesmo e como as pessoas podem percebê-lo o tempo todo, concentre-se nas pessoas ao seu redor. Ouça-as e ajude-as. Isso irá ajudá-lo a aumentar a sua autoestima e a se sentir bem melhor.

A vida pode ser bastante complicada e isso pode criar estresse e infelicidade. Mas muito disso criado por nós. Concordo que o mundo pode estar se tornando mais complexo, mas isso não significa que não possamos criar novos hábitos que tornem nossas vidas um pouco mais simples. Veja se é possível seguir essas sugestões:
  • Não mantenha sua atenção em tudo em seu dia-a-dia. Faça uma coisa de cada vez durante o meu dia, tendo uma pequena lista de tarefas com 2-3 itens muito importantes e anotando seu objetivo principal num local que possa ver todos os dias.
  • Não precisa manter todas as coisas, desapegue-se!. Pergunte a si mesmo frequentemente: “eu usei isso no ano passado?” Se não, eu darei essa coisa ou jogarei fora.
  • Não crie problemas de relacionamento em sua mente. Ao invés disso, faça perguntas e se comunique. Isso o ajudará a minimizar conflitos desnecessários, mal-entendidos, negatividade e desperdício, ou tempo e energia.
  • Não se perca no whatzap ou nos e-mails. Verifique-os poucas vezes por dia e escreva mensagens mais curtas.
  • Não se entregue ao estresse e excessos de compromissos. Quando se sentir perdido com um problema ou fixar sua mente no passado ou no futuro, pare, respire com sua barriga por dois minutos e se concentre apenas no ar entrando e saindo. Isso irá acalmar seu corpo e manter a sua mente focada no “aqui e agora” novamente. Daí, você poderá se concentrar em fazer o que é mais importante para você novamente.

Para ver todo o conteúdo do blog, use um computador ou, se estiver usando um celular, mude a configuração para o "modo computador". Um abraço, Psicólogo Paulo Cesar

Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos, casais e gestantes. Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista. Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marque uma consulta pelos fones 11.5081-6202 e 94111-3637 ou pelos links www.psicologopaulocesar.com.br ou www.blogdopsicologo.com.br

PEQUENO COMENTÁRIO SOBRE A PSICOLOGIA BUDISTA

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Mudar é o modo natural das coisas, logo, é um sofrimento resistir à transformação, além do que, se não houver impermanência, não pode haver progresso para melhor. À vista disso, é fundamental a conscientização de que as coisas se transformam e são impermanentes. Por exemplo, para todo e qualquer casal haverá um fim do relacionamento, mesmo que seja por motivo de morte de um dos cônjuges. Algumas pessoas acham que podem administrar os seus relacionamentos lendo livros ou descobrindo que homens são de Marte e mulheres de Vênus na tentativa de manterem seus relacionamentos para sempre, mas, na verdade, aprendem apenas umas pouquíssimas e evidentes causas das desarmonias, ainda que isso possa ajudar na obtenção de alguma paz temporária com seu parceiro(a). Não obstante, ficam sem que sejam assimilados diversos fatores psicológicos ocultos em seus relacionamentos.

Um dos tópicos que um psicólogo adepto da Psicologia Budista empenha-se com frequência, é a compreensão e aceitação da profundidade que guarda a frase de Gautama, de que “a despedida é uma dor tão doce...” Realmente, os momentos de despedida são, muitas vezes, os mais profundos num relacionamento por causa das condições que acabam por proporcionar muita intensidade na conexão entre ambos. 

Vejam o caso de um casal em que um dos parceiros sofre uma doença terminal. Num caso assim, não há a ilusão do “prá sempre!”, e isso é surpreendentemente libertador. Neste casal, o cuidado e o carinho que passam a dar, um ao outro, é absolutamente incondicional e a alegria é fortemente experimentada no “aqui e agora”. Diante disso, o amor e o apoio ocorrem sem qualquer esforço e com plena satisfação, pois os dias do(a) parceiro(a) estão contados.

Acontece que, na verdade, os nossos dias estão sempre contados. As pessoas, infelizmente, não tem amplo entendimento e aceitação de que tudo o que nasce, morre, e que as coisas e pessoas deixam de existir mais cedo ou mais tarde. Instala-se, assim, uma condição neurótica uma vez que, no nível emocional e em razão da resistência à idéia da impermanência, as pessoas fundamentam-se na crença da permanência e se esquecem por completo da interdependência na vida. A consequência é o surgimento de vários tipos de estados negativos tais como a paranoia, a solidão, culpas diversas, raivas, etc., podendo até mesmo se sentirem usados, ameaçados, maltratados, ignorados - como se esse mundo fosse injusto apenas com eles.


Situações como essa justificam que um dos principais objetivos da Psicologia Budista seja, exatamente, a eliminação dos estados ilusórios a partir da ampliação do estado de consciência de cada paciente, o qual poderá viver a própria realidade, dela apropriando-se e assumindo plenamente a responsabilidade por suas decisões. E para encerrar esse pequeno artigo, proponho uma reflexão sobre uma famosa frase de Buda, o Desperto: “Tudo o que somos é o resultado do que pensamos. Se uma pessoa fala ou age com mau pensamento, o sofrimento a segue, como as rodas seguem os pés do boi que puxa o carro. Se uma pessoa fala ou age com pensamento puro, a felicidade a segue, como a sombra que nunca a abandona.”

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PERDA DE DESEJO SEXUAL NOS HOMENS

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A perda de desejo sexual é menos comum nos homens do que nas mulheres. Ocorre em cerca de 18 a 22% dos homens em comparação com aproximadamente 30 a 35% das mulheres. Mas para os homens que ficaram com a libido diminuída, isso incomoda mais do que nas mulheres, pois os sentimentos dos homens sobre si mesmos e sua masculinidade estão intimamente ligados à sua sexualidade. Por isso, a diminuição do desejo sexual masculino acaba sendo profundamente perturbador. Só prá ter uma idéia disso, num estudo realizado nos EUA, 46% das mulheres com baixa libido relataram estar satisfeitas com suas vidas, de modo geral; apenas metade dos homens - 23% - estavam felizes com suas vidas de modo geral, quando seu interesse em sexo diminuiu.

O que é uma libido diminuída ou baixo desejo sexual?

Como com muitos traços humanos, o desejo sexual também varia muito. E, mesmo nos relacionamentos bem sucedidos, há momentos em que há alguma incompatibilidade entre os cônjuges. A avaliação do baixo desejo sexual não se baseia apenas na frequência de intimidade sexual, mas em como a pessoa se sente sobre isso tanto antes como depois. Se, durante um período de semanas ou meses, um homem não demonstra interesse sexual e fantasie sobre uma “transa” com sua companheira, ou ainda, se o ato em si não promove sentimentos de proximidade e intimidade e - o mais importante - se ele ou sua parceira estão infelizes com essa falta de interesse, é hora de reconhecer e resolver o problema antes de causar sérios danos ao relacionamento.

O que pode ser feito sobre perda de desejo sexual?

Bem, não há um único remédio para a libido diminuída, mas os homens não precisam viver com isso. O primeiro passo para uma solução é identificar a origem do problema (cada homem tem suas causas “pessoais”), e essas causas se dividem em três categorias: biológica, emocional e o próprio relacionamento.

Consulte um médico: uma diversa gama de condições médicas e medicamentos podem afetar negativamente a libido. Qualquer doença grave é susceptível de reduzir o interesse em sexo e, além disso, doenças como diabetes, doenças cardíacas e hipertensão podem reduzir o fluxo sanguíneo em todo o corpo – inclusive no pênis - impedindo a excitação. Distúrbios das glândulas tireóide e pituitária, que controlam a produção hormonal, também podem diminuir a libido. Alguns medicamentos prescritos para a depressão afetam o desejo sexual, bem como alguns calmantes. O uso excessivo de álcool e drogas ilícitas também prejudicam o interesse sexual.

A testosterona é o hormônio que está mais intimamente ligado à libido, portanto, baixos níveis de testosterona geralmente se correlacionam com a diminuição do desejo sexual. Os níveis de testosterona caem com a idade mas alguns homens jovens têm baixa testosterona também. A reposição de testosterona é algo controverso à medida em que alguns estudos mostraram um risco aumentado de doença cardíaca e de câncer de próstata. Logo, é importante que se discuta essa terapia de reposição com seus médicos.

Reduza o estresse: Um cotidiano com contínuas preocupações com emprego, finanças, filhos e relacionamentos podem causar ansiedade e diminuição da autoestima, levando à diminuição da libido na pessoa. Um esforço honesto e concreto do casal para enfrentar o problema e fazer ajustes no estilo de vida pode ser tudo o que é necessário para resolver a situação. Para distúrbios psicológicos mais sérios, como distúrbios depressivos, história de abuso sexual ou ambiente familiar disfuncional, é necessário a ajuda profissional de um psicoterapeuta.

Entusiasmar-se novamente com o relacionamento: os problemas no quarto podem ou não ser indicativos de problemas maiores no relacionamento. Se uma avaliação sincera conclui que ambos os parceiros são felizes em geral, não há falta de conselhos sobre como recuperar os sentimentos de proximidade emocional que levam a uma maior intimidade e satisfação sexual. Mais uma vez, o psicoterapeuta poderá ajudar para realizar uma “limpeza” dos obstáculos que interferem na boa conexão entre os cônjuges.

É importante reconhecer que a perda de libido e disfunção erétil não são a mesma coisa, mas estão frequentemente vinculados. Homens com disfunção erétil geralmente têm interesse sexual normal, porém apresentam dificuldade de realizar ou manter uma ereção satisfatória. Por outro lado, os homens com diminuição de libido não têm dificuldade erétil, contudo não apresentam o necessário desejo sexual. No entanto, ter experiências frustradas de ereção recorrentes pode causar ansiedade, a qual pode fazer a pessoa “apagar” sua libido para evitar o problema no futuro. Muitos casos de disfunção erétil podem ser tratados com medicamentos que podem restaurar a confiança do homem na questão sexual, entretanto, muitas vezes as causas psicológicas da disfunção precisarão ser também abordadas e resolvidas através de psicoterapia.

O mito da sexualidade masculina – de que estão prontos para fazer sexo a qualquer momento e em qualquer circunstância - simplesmente não é verdade para a maioria dos homens. O motivo é, quase sempre, a perda de desejo sexual. A melhor solução é buscar ajuda profissional. Se na etiologia, os fatores orgânicos foram eliminados pelo médico, o aconselhamento psicológico ou psicoterapia tanto para o paciente como para o casal, podem restaurar a conexão emocional necessária para uma relação física bem sucedida.

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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar


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A QUESTÃO DO ABUSO INFANTIL NA VIDA DO ADULTO

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O abuso sexual contra crianças e adolescentes é uma realidade absoluta em todo o mundo. É um erro grave, porém comum, acreditar que o abuso sexual infantil seja um evento raro perpetrado contra meninas por estranhos masculinos apenas em áreas pobres da cidade. Pelo contrário, é um tipo de violência muito comum em comunidades grandes e pequenas e numa variedade de culturas e contextos socioeconômicos. O abuso contra crianças é realizado por vários tipos de infratores, incluindo homens e mulheres, estranhos, amigos ou familiares confiáveis ​​e pessoas de todas as orientações sexuais, classes socioeconômicas e origens culturais.

O abuso sexual infantil tem um efeito devastador sobre as vítimas, as quais tentam inúmeros esforços para fugir psicologicamente da experiência traumática através de evitações, tentativas de repressão da memória, distrações, comportamentos viciantes, etc. Crianças que são vítimas de abuso sexual não só sofrem o trauma, como também tornam-se susceptíveis de sofrer uma sintomatologia negativa como resultado dessa violência. Trata-se de uma violência que transmite a horrível informação às vítimas de que seus corpos não são realmente seus. Meninas ou meninos abusados pelo pai, tio, irmão, avô ou algum amigo ou amigo de confiança da família certamente terão uma visão negativa do mundo e dos relacionamentos interpessoais, sendo que, em função das mensagens que ouvem após a descoberta do abuso, frequentemente crescem com a autoestima muito diminuída pois passam a crer que são pessoas que não possuem valor. O abuso sexual infantil, portanto, dá à menina e/ou ao menino, informações equivocadas sobre como deve ser o relacionamento humano, já que a confiança e o amor que tinham por alguém foram traídos. É compreensível que tenham dificuldades para confiar em alguém quando crescerem, gerando, portanto, problemas importantes em seus relacionamentos sociais e sexuais na vida adulta. Alguns dos sintomas psicológicos que as pessoas que sofreram abuso sexual apresentam são:
  • Depressão: a perda de autonomia corporal é difícil de se lidar. Isso pode criar sentimentos de desesperança, desânimo e levar a uma diminuição da autoestima. Esses sentimentos levam a depressão que pode variar de leve e passageira a intensa e debilitante, inclusive com pensamentos suicidas.
  • Ansiedade: para muitas pessoas ansiosas, as emoções e os sentimentos não têm uma fonte clara, mas para as vítimas de abuso sexual, a perda de autonomia corporal, juntamente com o medo de que o ataque possa ocorrer de novo, pode causar uma intensa ansiedade. Alguns podem desenvolver agorafobia (medo de lugares abertos e de sentir-se me pânico) e ficam com muito medo quando saem de suas casas. Outros sofrem ataques de pânico, sintomas de alta ansiedade ou um medo crônico relacionado com o tipo físico da pessoa que os agrediu. Alguém que foi estuprado por um homem alto e de cabelos encaracolados com olhos castanhos e nariz proeminente pode defensivamente não gostar, desconfiar ou ter medo de todos os homens encontrados que combinem com essa descrição.
  • Estresse pós-traumático: o estresse pós-traumático neste caso traz a ansiedade, depressão e memórias intensas do abuso como marcas principais. Por causa do trauma, a pessoa pode até ter episódios de desconexão com realidade e perder o controle sobre si mesmo. Há um medo crônico do abandono e eventualmente dissociações de personalidade.
  • Transtornos de personalidade: algumas evidências sugerem que alguns transtornos de personalidade, às vezes, podem ser o resultado de abuso sexual. O comportamento associado a esses transtornos pode ser realmente uma adaptação ao abuso. Por exemplo, uma característica da personalidade borderline é o medo do abandono. Embora esse medo não tenha sentido na idade adulta, evitar o abandono pode ter sido o que protegeu alguém do abuso infantil.
  • Formação insuficiente de vínculos: pode ser um desafio, particularmente em crianças que foram abusadas, manter vínculos saudáveis ​​com outras pessoas. Os adultos que foram abusados quando crianças podem se sentir inseguras em seus relacionamentos, ir contra várias formas de intimidade ou ficar ansiosos ao surgirem pessoas com as quais podem ter novos vínculos.
  • Drogadicção: pesquisas sugerem que sobreviventes de abuso são 26 vezes mais propensos a usar drogas. Drogas e álcool podem ajudar a entorpecer a dor do abuso, mas, muitas vezes, o abuso de substâncias pode levar ao desenvolvimento de novos problemas psicossociais.
  • Gatilhos: são estímulos que trazem à memória, flashes da experiência traumática que sofreram. Uma vítima de estupro cujo atacante mascava chiclete de hortelã pode ter um repentino flashback pelo cheiro de hortelã, por exemplo. Embora os gatilhos variem amplamente, a violência, o abuso subsequente e as intensas discussões sobre o abuso estão entre os gatilhos mais comuns.

Essas vítimas, com elevada frequência, relatam sentimentos como vergonha e culpa, como fossem os agressores e não os agredidos. Além disso, muitos acabam desenvolvendo dificuldades para obterem conquistas profissionais, podem sofrer de impotência sexual, frigidez, transtornos alimentares, psicossomatizações e outros. O abuso sexual não deixa apenas cicatrizes psicológicas. Podem haver consequências duradouras para a saúde física da vítima. Uma pessoa que foi abusada pode mostrar contusões, cortes ou ferimentos mais graves, espasmos ou ossos quebrados, e também órgãos genitais machucados. Algumas vítimas desenvolvem infecções sexualmente transmissíveis, outras podem engravidar como resultado da agressão. Também podem sofrer dores crônicas, disfunção sexual, problemas de fertilidade e imunidade diminuída, bem como outras dores ou doenças inespecíficas.

Os efeitos psicológicos do abuso sexual infantil geralmente ocorrem independentemente da extensão específica do trauma que a criança experimentou durante o abuso. Muitos são os fatores que determinam a extensão do impacto negativo do trauma sexual na infância. As crianças são mais propensas a sofrer em maior medida se o agressor for um parente próximo, como um pai, irmão mais velho ou um tio próximo. O abuso sexual pode ocorrer num único episódio ou pode ter continuado ao longo de vários meses ou anos. Mesmo que uma criança possa não ser verdadeiramente consciente do que está ocorrendo sexualmente, ela ainda pode, infelizmente, experimentar as consequências psicológicas negativas citadas anteriormente.

Embora o abuso sexual seja uma experiência traumática e que altera a vida de uma pessoa, a recuperação é muito possível. Um psicoterapeuta compreensivo e compassivo, que saiba o que é um trauma sexual e seus efeitos, poderá ajudar aqueles que sofreram várias formas deste tipo de abuso. Pesquisas mostram consistentemente que a relação entre o psicólogo e a vítima dão o prognóstico mais significativo da recuperação. Assim é que a essas pessoas recomenda-se a psicoterapia, para que resgatem a autoestima positiva, eliminem a culpa e vergonha que foram forçadas a sentir, e também para que percebam que não são pessoas más ou sujas. A psicoterapia também vai ajudar a resolver o problema do medo (às vezes, pânico) de sofrer um novo abuso. Ela ajuda e muito na recuperação das vítimas de abuso sexual infantil. Constitui-se num intenso (e, às vezes, no primeiro) modelo de uma relação saudável para muitas vítimas. Este tratamento oferece um relacionamento curativo e nutritivo, onde o paciente pode redescobrir a experiência de autoconfiança e de confiança no mundo. A psicoterapia fornece ao cliente a oportunidade de retrabalhar o trauma em um sentido mais saudável de si mesmo. A maneira pela qual os indivíduos processam emocionalmente e cognitivamente uma experiência traumática contribui para o alívio e resolução do trauma, minimizando significativamente a sensação e percepção de uma ameaça contínua, mesmo quando o trauma ocorreu no passado distante.

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Psicólogo Paulo Cesar

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ESTÁ EM DEPRESSÃO PORQUE O NAMORO ACABOU?

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Muitas pessoas não se lembram de como superaram o fim de alguns dos seus relacionamentos amorosos. Pode ser que tenham ficado deprimidos, ou passaram um tempo enorme assistindo TV, filmes e séries, ou comeram tanto que engordaram. Para essas pessoas, esquecer os momentos ruins da vida é um mecanismo de defesa que a mente usa para evitar um sofrimento maior e assim seguirem em frente com seus projetos pessoais. Mas isso não significa necessariamente que tiveram um processo saudável.

É normal ficar triste após o fim de um relacionamento, sentir-se um pouco vazio e questionar-se sobre o que viveu. Mas, embora fique triste, a pessoa deve manter o seu senso de si mesmo intacto e acreditar que é capaz de amar e ser amada, para então manter a esperança e a crença de que haverá outra pessoa no futuro. No entanto, os sentimentos mais escuros da depressão podem sobrepor os sentimentos habituais após o fim de um relacionamento. Alguns traços característicos da depressão são os sentimentos de desamparo e inutilidade e a perda de esperança para o futuro, sendo que uma pessoa com tendência à depressão pensará que foi literalmente abandonada, embora a mensagem que acaba passando é de que “eu não lhe valorizei o suficiente para ter você em minha vida, eu não mereço ser amado”.  Juntamente com outros eventos importantes da vida emocional (por exemplo, perder o emprego ou a morte de um ente querido), as separações realmente podem desencadear episódios depressivos, principalmente em pessoas que já tiveram episódios de depressão no passado. Mas nem sempre é fácil dizer quando uma razoável elaboração da perda acaba e a depressão começa.

Se você sentir sua tristeza se transformar em uma desesperança mais abrangente, isso certamente é um sinal de que você pode estar entrando numa condição mais séria. Se você começar a se sentir incompleto ou anormal em consequência do término do relacionamento, isso é um sinal de que uma angústia significativa está próxima de ser vivenciada. Outros sinais que você pode notar incluem mudanças no apetite, nos hábitos de sono e higiene ou na capacidade de concentração. Todos esses são sinais clássicos de depressão. Os primeiros 30 dias ou mais após a separação é apenas parte do processo natural de luto, mas se, depois disso, você ainda estiver sentindo tristeza profunda ou pensa que fim do relacionamento significa o fim de sua vida ou das possibilidades de futuros namoros, você está entrando numa depressão. Assim ocorrendo, você deve buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra (psicólogos conversam sobre o problema em busca de solução, psiquiatras usam medicamentos para eliminar os sintomas). Se você já sofreu depressão no passado, é provável que você já tenha feito terapia e saiba quando e como voltar a fazer. No entanto, se for é a primeira vez que você está considerando consultar-se com um psicólogo, não tenha receio e inicie a sua psicoterapia. Garanto que lhe fará bem.

Além da psicoterapia, sugiro que você retome os seus relacionamentos com amigos. Saia ou receba-os em casa para um jantar informal ou matricule-se num curso de algo que sempre quis. Lembre-se que esse é o momento de superar o luto com a certeza de não se isolar de ninguém. Anotar as coisas positivas que acontece no dia-a-dia, incluindo os encontros com amigos ou um curioso artigo que leu; essa é outra maneira de evitar que você caia num padrão de pensamento negativo. Devo advertir que não é recomendável partir para um novo relacionamento imediatamente. Mesmo estando com desejo de ter um(a) companheiro(a), são nesses momentos vulneráveis ​​que perdemos a capacidade de escolher a melhor pessoa para nós. No entanto, com o tempo, quando você está se sentir mais confiante, você vai namorar com outras pessoas e formar novas e saudáveis conexões interpessoais. E isso, em si, pode ser bastante curativo.

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Psicólogo Paulo Cesar

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