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Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

CIÚME PATOLÓGICO, EXCESSIVO, É UM PROBLEMA PARA A VIDA DO CASAL

O ciúme é um dos sentimentos mais perigosos e destrutivos que existe e que pode prejudicar significativamente a vida de um casal. É um distúrbio que afeta e envenena não apenas a vida da pessoa que o experimenta, como também a pessoa que é o alvo do ciúme. Quando a pessoa está com ciúme, está também com medo de perder o carinho de um ente querido, mas, paradoxalmente, o ciúme pode atingir o objetivo que se pretende evitar, isto é, o rompimento do casal.
Muitos pensam no ciúme como sendo uma convenção social, assim como a monogamia. Isso significa que entende-se que a sociedade espera que a pessoa seja ciumenta, aceitando de maneira suprema as normas socialmente definidas. Contudo, oponho-me a essa forma de entender o ciúme, senão teremos que aceitar como “normal” os pescoços das meninas sendo alongados por anéis de latão em partes da Tailândia e da Birmânia, clitóris cortados com lâminas enferrujadas e lábios costurados no norte da África. Aceito, por outro lado, a idéia de que o  ciúme também se alimenta dó medo criado socialmente - medo de dificuldades financeiras, de estigmas sociais e de não ter acesso fácil a sexo ou intimidade. Mas enfim, o ciúme existe e é preciso distinguir claramente o ciúme "comum" do ciúme patológico.
O ciúme “comum” é sentido com moderação e pode-se considerá-lo, portanto, normal. É aquele tipo de ciúme que todos podem sentir e sofrer em algum momento do relacionamento, se a pessoa for confrontada com uma experiência que cause o medo de perder o ente querido e de ficar sozinho. É uma emoção dolorosa pois implica em receio intenso de perder o afeto ou o favoritismo de alguém que você ama, por causa de outra pessoa. Contudo, em certas situações que podem provocar muitas dúvidas, o ciúme pode ser um tipo de sinal de alerta útil e eficaz.
O segundo tipo de ciúme - o ciúme patológico ou mórbido - é sinalizado por pensamentos irracionais e obsessivos centrados na possível infidelidade sexual de um amante ou ex-amante, junto com um comportamento inaceitável ou extremo. Em outras palavras, esse tipo de ciúme inclui várias formas de sentimentos confusos e injustificados que transformarão a vida da pessoa ciumenta em um verdadeiro inferno de dúvidas. O ciumento doentio necessita constantemente saber onde o outro está, o que ele faz, com quem está, etc.
Considero o ciúme patológico como um sintoma e não um diagnóstico. A pessoa que experimenta esse ciúme tem uma ideia totalmente distorcida da realidade. Ela acha que um pode possuir o outro, controlá-lo como se fosse um objeto pessoal. Diante do medo de perder a pessoa que ama, o ciumento tenta desesperadamente controlar a outra pessoa, mas, estando prisioneira desse círculo vicioso e infernal, ela não percebe que isso pode acabar provocando a ruptura / perda do relacionamento ou da qualidade do relacionamento, coisas que tenta evitar a todo custo.
É essencial reagir (tentar melhorar) antes de estragar tudo!!!! O ciúme pode ser uma consequência de uma profunda falta de autoconfiança, de autoestima e de uma visão equivocada da realidade. É um distúrbio que pode ser superado, já que o ciumento é capaz de aceitar que é impossível para ele controlar tudo, especialmente as pessoas ao seu redor.
Não existe um tratamento medicamentoso para o ciúme. Uma solução para o ciúme é procurar um aconselhamento psicológico ou psicoterapia, o qual deve focar principalmente na melhoria da autoestima e da autoimagem da pessoa que sente ciúme patológico. Além disso, não se pode esquecer que uma pessoa ciumenta sofre muito e que terá que empreender um trabalho psicológico significativo para tentar resolver suas falhas e suas deficiências, logo, a ajuda deve ser de um psicólogo ou de um psiquiatra que exercem a atividade de psicoterapia. Esses são profissionais especializados em saúde mental, com representatividade oficial, conselho de classe, código de ética e conhecedores de técnicas consagradas de psicoterapia. Evite os terapeutas que não possuem essa formação ou que se utilizam de “técnicas” sem comprovação de estudos científicos.

Espero que essas informações sejam úteis para você e que lhe ajudem a manter uma excelente qualidade de vida. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! CLIQUE AQUI para conhecer algumas DICAS PARA MELHORAR A SUA AUTOESTIMA. Você pode me “seguir” pelo Blog, Instagram (paulocesarpsi) ou pelo Facebook (@psicologopaulocesar) e ler gratuitamente artigos sobre a Psicologia Humana.

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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marcação de consultas pelo tel. 11.94111-3637 ou pelo whatsapp 11.98199-5612

ADOLESCENTES COM DEPRESSÃO – DETALHES A RESPEITO DESSE TRANSTORNO!

Como escrevi num recente artigo, os adolescentes também podem ter depressão e a sentem de uma maneira muito semelhante aos adultos. Entretanto, eles podem sentir suas emoções bem mais intensamente e com maior volatilidade. Eu mencionei naquele artigo que a depressão no adolescente é um problema grave, mas que pode ser prevenida quando se conhece os sintomas; e prometi escrever um novo artigo detalhando esse quadro para que muitos (inclusive os próprios adolescentes) possam ter melhor conhecimento e agir preventivamente com seus próprios adolescentes. Detalhar o transtorno de depressão, contudo, exige que esse artigo seja um “textão”, mas isso é melhor do que deixar faltando informações que podem dificultar o conhecimento e a identificação de jovens deprimidos.
Gostaria de iniciar dizendo que a depressão é uma espécie de mal funcionamento do cérebro no que diz respeito ao controle das emoções (ou do “estado de espírito”). É um transtorno do humor caracterizado por emoções ruins intensas e persistentes, sendo que essas emoções afetam negativamente a vida das pessoas causando dificuldades sociais, educacionais, pessoais e familiares. Depressão não é a mesma coisa de tristeza, e a pessoa deprimida não consegue simplesmente "sair dessa". Ela afeta a maneira como a pessoa pensa, sente e age, tornando-se uma espécie de lente negativa através da qual o deprimido vê e experimenta o mundo. Quando a depressão acontece, geralmente dura muitos meses, se bem que pode haver curtos períodos, o que chamamos de episódios de depressão. A maioria das pessoas que sofrem de depressão experimentará muitos episódios durante sua vida. Um evento negativo (como a perda de uma pesdoa amada ou um estresse grave e prolongado) pode desencadear um episódio de depressão, mas em sua maioria, os episódios ocorrerão espontaneamente. Quero dizer também que a depressão não é causada pelos estresses habituais da vida, ainda que esses funcionar como “gatilhos”. É um transtorno que, amiúde, vem acompanhada de sentimentos de ansiedade e que provocam problemas significativos para a família, com amigos, no trabalho ou na escola.

DEPRESSÃO EM ADOLESCENTES
A depressão também é sentida por adolescentes e lembro, como já citei em várias ocasiões, trata-se de um sério problema de saúde mental devido ao típico sentimento persistente de tristeza e à perda de interesse pelas atividades costumeiras. Afeta o adolescente na forma de pensar, sentir e se comportar, e pode causar problemas emocionais, funcionais e físicos. A depressão pode ocorrer a qualquer momento da vida, mas os sintomas podem ser diferentes entre adolescentes e adultos.
Questões como a pressão dos colegas, expectativas acadêmicas e as mudanças que ocorrem no corpo podem trazer muitos altos e baixos para os adolescentes. Mas para alguns adolescentes, as fases de “baixa” são mais do que apenas sentimentos temporários - são sintomas de depressão.
A depressão do adolescente não é uma fraqueza ou algo que pode ser superado apenas com força de vontade - há consequências graves e requer tratamento a longo prazo. Para a maioria desses jovens, os sintomas de depressão diminuem com o tratamento, o qual é composto de psicoterapia ou, conforme o caso, psicoterapia e medicação simultaneamente.
Os sintomas de depressão num adolescente podem variar em gravidade. Esses sintomas e vários sinais de depressão incluem uma mudança em relação à atitude e aos comportamentos anteriores do adolescente, o que pode causar sofrimento e problemas significativos na escola ou em casa, em atividades sociais ou em outras áreas da vida. Algumas alterações nas emoções e no comportamento do adolescente podem incluir os exemplos abaixo.
Mudanças emocionais:
  • Vontade de chorar constantemente, crises de choro sem motivo aparente.
  • Frustração ou sentimentos de raiva, mesmo sobre assuntos de pouca importância.
  • Sentimentos de tristeza, ansiedade ou "vazios" persistentes.
  • Sentimentos de desesperança ou pessimismo.
  • Sentimentos de culpa, inutilidade ou desamparo.
  • Irritabilidade.
  • Perda de interesse ou prazer em atividades habituais ou hobbies, incluindo sexo.
  • Perda de interesse pelos familiares e amigos e/ou conflitos com os mesmos.
  • Fixação em fracassos passados ​​ou autocensura / autocrítica exagerada.
  • Extrema sensibilidade à rejeição ou falha.
  • Dificuldades para pensar, concentrar-se, tomar decisões e lembrar das coisas.
  • Sensação contínua de que a vida e o futuro são sombrios e sombrios.
  • Pensamentos frequentes de morte e tentativas de suicídio.
Mudanças Comportamentais:
  • Fadiga, cansaço e diminuição de energia.
  • Insônia, vigília matinal ou sono excessivo.
  • Alterações no apetite - diminuição do apetite e perda de peso ou aumento do desejo por comida e ganho de peso.
  • Uso de álcool ou drogas.
  • Agitação ou inquietação - por exemplo, estimulação, torção de mão ou incapacidade de ficar quieto.
  • Pensamentos, fala ou movimentos do corpo lentos.
  • Queixas frequentes de dores corporais, dores de cabeça, câimbras ou problemas digestivos que podem exigir visitas frequentes à enfermeira da escola ou hospitais e que não diminuem nem mesmo com o tratamento.
  • Isolamento social.
  • Mau desempenho escolar ou frequentes ausências da escola.
  • Menor atenção à higiene ou aparência pessoal.
  • Explosões de raiva, comportamento de risco ou comportamentos teatrais.
  • Automutilação - por exemplo, corte, queimadura ou piercings e/ou tatuagens excessivas.
Pode ser difícil explicar (aos jovens) a diferença entre as fases boas e ruins da vida, e que as fases de “baixa” podem ser parte de um período de depressão do adolescente. Converse com seu filho(a) adolescente e tente determinar se ele ou ela parece capaz de lidar com sentimentos desafiadores ou se a vida parece esmagadora. Se os sinais e sintomas de depressão persistirem e começarem a interferir na vida do jovem ou se você tiver preocupações sobre suicídio ou segurança dele, converse com um psicólogo ou um psiquiatra pois eles possuem formação em Saúde Mental - é um risco muito grande encaminhar um jovem com esse quadro para os chamados terapeutas holísticos ou “coachs”. Saiba que os sintomas de depressão provavelmente não melhorarão por conta própria e podem piorar ou levar a outros problemas se não forem tratados. Adolescentes deprimidos podem realmente estar em risco de suicídio, mesmo que os sinais e sintomas não pareçam graves.
Não se sabe exatamente o que causa a depressão, mas uma variedade de problemas pode estar envolvida, tais como:
  • Trauma da primeira infância: Eventos traumáticos durante a infância, como abuso físico ou emocional, ou perda de um dos pais, podem deixar a pessoa mais suscetível à depressão.
  • Aprendizagem de padrões de pensamento negativo: A depressão em adolescentes pode estar ligada a experiências em que a pessoa se sentiu desamparada - em vez de aprender a se sentir capaz de encontrar soluções para os desafios da vida.
  • Hormônios: Alterações no equilíbrio do corpo de hormônios podem servir de “gatilhos” para desencadear a depressão.
  • Neurotransmissores: Os neurotransmissores são “substâncias cerebrais” que transmitem sinais para outras partes do cérebro e do corpo. Quando esses estão prejudicados, a função dos receptores nervosos e dos sistemas nervosos muda, levando à depressão.
  • Traços de hereditariedade: A depressão é mais comum em pessoas cujos parentes de sangue - como pais ou avós - também têm essa condição.
Muitos fatores aumentam o risco de desenvolver ou desencadear a depressão no adolescente, incluindo:
  • Ter problemas que afetam negativamente a autoestima, como obesidade, problemas de colegas, bullying de longo prazo ou problemas acadêmicos.
  • Ter sido vítima ou testemunha de violência, como abuso físico ou sexual.
  • Ter outras condições de saúde mental, como transtorno bipolar, transtorno de ansiedade, transtorno de personalidade, anorexia ou bulimia.
  • Ter uma dificuldade de aprendizado ou distúrbio de déficit de atenção / hiperatividade (TDAH).
  • Ter dor contínua ou uma doença física crónica, como câncer, diabetes ou asma.
  • Ter certos traços de personalidade, como baixa autoestima ou ser excessivamente dependente, autocrítico ou pessimista.
  • Fazer uso abusivo de álcool, nicotina ou outras drogas.
  • Ser gay, lésbica, bissexual ou transgênero em um ambiente sem apoio.
A história da família e os problemas familiares ou com outras pessoas também podem aumentar o risco de depressão do adolescente. Exemplos:
  • Ter um pai, avô ou outro parente de sangue com depressão, transtorno bipolar ou problemas de uso de álcool.
  • Ter um membro da família que morreu por suicídio.
  • Ter frequentes conflitos familiares e família disfuncional.
  • Ter experimentado eventos de vida estressantes recentes, como o divórcio dos pais, assalto ou morte de um ente querido.
Não há como prevenir a depressão. No entanto, as estratégias abaixo podem ajudar. Incentive os jovens que conhecer, bem como o seu filho adolescente, a:
  • Oferecer apoio emocional, compreensão, paciência e encorajamento a amigos que que estejam deprimidos.
  • Tomar medidas para controlar o estresse, aumentar a resiliência e aumentar a autoestima para ajudar a lidar com os problemas quando eles surgirem.
  • Estender a mão para amizade e apoio social, especialmente em tempos de crise.
  • Nunca ignorar comentários sobre suicídio (relate-os ao terapeuta ou a algum adulto de sua convivência).
  • Fazer o tratamento no primeiro sinal de um problema para ajudar a evitar que a depressão se agrave.
  • Manter o tratamento contínuo, se recomendado, mesmo após o desaparecimento dos sintomas, para ajudar a prevenir uma recaída dos sintomas de depressão.
Por fim, como conclusão, destaco os seguintes pontos:
  • Adolescentes que desenvolvem depressão, na maioria das vezes (se não tratadas), continuam a ter episódios depressivos quando entram na idade adulta e também são mais propensos a ter outras doenças mais graves na idade adulta.
  • Um jovem adolescente com depressão pode fingir estar doente, recusar-se a ir à escola, apegar-se a um dos pais ou preocupar-se com a possibilidade de um dos pais morrer. Podem, também, ficar de mau humor, ter problemas na escola, ser negativas e irritáveis ​​e sentir-se incompreendidas. Como esses sinais podem ser vistos como alterações de humor normais típicas à medida que se passam pelos estágios de desenvolvimento, pode ser difícil diagnosticar, com precisão, um jovem com depressão.
  • A depressão durante a adolescência ocorre num momento de grande mudança pessoal - quando meninos e meninas estão formando uma identidade à parte de seus pais, lidando com questões de gênero e sexualidade emergente, e tomando decisões independentes pela primeira vez em suas vidas.
  • Depressão na adolescência frequentemente ocorre em conjunto com outros distúrbios, como ansiedade, distúrbios alimentares ou abuso de substâncias. Também pode levar a um aumento do risco de suicídio.
Se você é um adolescente e acha que pode estar deprimido - ou tem um amigo que pode estar deprimido - não espere para obter ajuda. Compartilhe suas preocupações com um profissional de Saúde Mental ou com os pais, um amigo próximo, um líder religioso, um professor ou alguém em quem você confia.

Espero que essas informações sejam úteis para você e que lhe ajudem a manter uma excelente qualidade de vida. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! CLIQUE AQUI para ler sobre o artigo ADOLESCÊNCIA: RELACIONAMENTOS COM NAMORADOS ABUSIVOS

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Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
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ADOLESCENTES TAMBÉM SOFREM DE DEPRESSÃO!

Os adolescentes também pode ter depressão e a sentem de uma maneira muito semelhante aos adultos. Entretanto, eles podem sentir suas emoções bem mais intensamente e com maior volatilidade. Sentir-se deprimido sobre um problema de relacionamento ou por causa de um exame que se aproxima é normal. Sentir-se abatido por um longo período, sem nenhum motivo específico, pode ser um sinal de depressão que ainda não foi diagnosticada.

A depressão no adolescente é um problema grave, mas pode ser prevenida quando se conhece os sintomas. Embora o termo "depressão" possa descrever uma emoção humana normal, também pode se referir a um distúrbio mental. Em ela é definida quando os sentimentos depressivos persistem e interferem na capacidade de viver a vida normalmente pelo adolescente.
Trata-se de algo bastante comum em adolescentes e crianças – cerca de 8 a 10% das crianças e adolescentes da população geral sofrem de depressão em qualquer momento. Adolescentes sob estresse, que sofrem alguma perda ou que têm transtornos de atenção, aprendizagem, conduta ou ansiedade correm um risco maior de depressão.

Jovens deprimidos geralmente têm problemas em casa. Em muitos casos, os pais estão deprimidos e isso acaba influenciando a condição psicológica da família. Nos últimos 50 anos, a depressão tornou-se mais comum e agora é reconhecida em idades cada vez mais jovens. À medida que a taxa de depressão aumenta, o mesmo acontece com a taxa de suicídio dos adolescentes.

É importante lembrar que o comportamento dos adolescentes deprimidos pode diferir do comportamento de adultos deprimidos. Muito em breve publicarei um artigo com mais detalhes sobre esse grave problema.
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Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
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A PSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO

Já faz algum tempo que não escrevo nada sobre a depressão, porém hoje, após conversar com um paciente bastante deprimido, fui novamente inundado com um sentimento de muita compaixão para com as pessoas que vivem esse drama pessoal. Assim é que resolvi escrever um pouco mais a respeito de um dos principais problemas da sociedade moderna.
Considerando a Depressão como uma transtorno importante, crônico e recorrente, o qual produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite, gostaria de fazer um importante questionamento: apenas a psicoterapia é suficiente para tratar um paciente com depressão?
A psicoterapia é, com frequência, a primeira forma de tratamento recomendada para a depressão. Entretanto, o psicólogo deve avaliar cuidadosamente as condições do paciente e decidir se apenas a sua intervenção alcançará eficácia no tratamento. Pode ser que, em alguns casos como a depressão severa, seja imprescindível adotar um tratamento medicamentoso, o que será da responsabilidade de um psiquiatra. Muitos estudos apoiam o conceito de que a psicoterapia é um poderoso tratamento para a depressão, mas a experiência já mostrou que combinar tratamento psicoterapêutico com adequado tratamento médico (com antidepressivos e outros medicamentos) é muito eficaz, em especial, nos casos mais problemáticos de transtorno depressivo. Em outras palavras, cuidar dos aspectos psicológicos e psicossociais da depressão é tão importante quanto tratar sua causa médica.
A psicoterapia envolve uma interessante variedade de técnicas de tratamento. Durante o processo psicoterapêutico, a pessoa com depressão fala com um psicólogo, que é um profissional de saúde mental treinado e licenciado nessa área, o qual ajuda a pessoa a identificar e trabalhar os fatores que podem estar desencadeando a depressão.
A essa altura, você pode estar perguntando sobre a maneira que a psicoterapia pode ajudar no tratamento da depressão. A resposta, de modo bem simples, é que a terapia vai ajudar os pacientes deprimidos a:
  • Compreender os comportamentos, emoções e ideias que contribuem para o seu estado depressivo.
  • Entender e identificar os problemas ou eventos da vida - como uma doença grave, morte na família, perda de emprego ou divórcio - que contribuem para a depressão – e assim poderão compreender quais os aspectos desses problemas que eles podem resolver ou melhorar.
  • Recuperar uma sensação de controle e prazer na vida.
  • Aprender as técnicas de enfrentamento e habilidades para resolver problemas.
O que ocorre em decorrência desse suporte prestado pelo psicoterapeuta é a obtenção de vários benefícios tais como o alívio do estresse, a aquisição de uma nova perspectiva sobre seus problemas, ter motivação para aderir ao tratamento medicamentoso, aprender formas de conversar com outras pessoas sobre sua condição, etc.

A psicoterapia pode ser realizada em vários formatos, como individual (envolvendo apenas o paciente e o psicólogo), grupal (dois ou mais pacientes podem participar da terapia ao mesmo tempo, onde compartilham experiências e aprendem que os outros se sentem da mesma maneira e tem as mesmas experiências), casal (um tipo de terapia que ajuda os cônjuges e parceiros a entender por que seu ente querido tem depressão, que mudanças na comunicação e nos comportamentos podem ajudar e o que eles podem fazer para lidar com isso) e outras. Além da psicoterapia, o paciente pode optar pelo Aconselhamento Individual. Essa é uma sessão individual com um psicoterapeuta profissional com experiência no tratamento da depressão e outros transtornos de humor (evite os terapeutas holísticos, coachs de vida e outros tipos de terapeutas). Com ele, o paciente aprenderá sobre a depressão e como analisar e entender o seu próprio estado, além de discutir estratégias para controlar o estresse e evitar que a depressão piore ou retorne.
As sessões individuais de psicoterapia auxiliam a identificar estresses específicos e desencadeantes que pioram a depressão. Um psicoterapeuta irá ajudar o paciente a encontrar maneiras de resolver problemas em casa ou no trabalho e o incentivará a manter boas relações com a família e os amigos. O psicoterapeuta também pode contribuirá na adoção de bons hábitos, como ter a certeza de tomar os remédios, consultar o médico regularmente e dormir o suficiente.
Embora algumas pessoas possam se beneficiar da psicoterapia num curto prazo, as pessoas com depressão profunda tendem a fazer psicoterapia durante um prazo bem maior. O bom é que os estudos e resultados mostram que a psicoterapia de longo prazo trazem uma melhora mas consistente nos sintomas de depressão, melhor satisfação na vida e um bom funcionamento social, além de diminuir o risco de recaída depois que melhorar.
Se você se sente deprimido, procure um terapeuta qualificado (um psicólogo ou psiquiatra), e inicie sua psicoterapia. A depressão é um transtorno muito sério e que pode oferecer risco de vida
Espero que essas informações sejam úteis para você e que lhe ajudem a ter uma excelente qualidade de vida. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento pessoal! 
Abaixo, disponibilizo links de artigos deste Blog que abordam o tema Depressão:
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O ADOLESCENTE E A SUA AUTOESTIMA


Ajude os adolescentes a manter a auto-estima saudável!
O conceito de auto-estima talvez seja justificado como parte do direito de todos à busca da felicidade e de autorrealização. É certo que isso está enraizado em nossa sociedade por conta da ênfase no individualismo e é nutrido pela crença no autoaperfeiçoamento e no sucesso material. Além disso, a autoestima possui um certo apelo e está validado pelo senso comum. Considerando a capacidade de escolher, pode-se dizer que a maioria das pessoas preferiria ter uma autoestima elevada do que baixa, porque elas ligam isso ao bem-estar pessoal e à eficácia pessoal.

Do meu ponto de vista, a autoestima pode ter um impacto significativo nos relacionamentos. Infelizmente sabemos que num grande número de famílias, há membros bastante inclinados a agir mal com os demais quando estão se sentindo mal consigo mesmos. Quanto pior eles se sentem em relação a si mesmos, pior eles tratam os outros, daí são tratados, de volta, de modo ruim, piores acabam se sentindo sobre si mesmos, pior eles tratam os outros, e assim o ciclo de infelicidade é estabelecido. Nas famílias de baixa autoestima, os relacionamentos realmente podem se tornar mutuamente destrutivos. Nas famílias de elevada autoestima, no entanto, o inverso parece mais provável de ocorrer. Quanto melhor os membros da família se sentem sobre si mesmos, melhor eles se tratam, daí são tratados, de volta, de forma melhor, todos tendem a tornarem-se melhores. Nessas famílias, os relacionamentos geralmente são mutuamente afirmativos e positivos e os seus membros parecem mais inclinados a fazer o melhor para os outros, e não o pior. Portanto, a autoestima positiva não é um tipo de modismo popular ou um “novo babado”. O funcionamento feliz e saudável de indivíduos e famílias depende em parte de uma boa autoestima, particularmente durante a adolescência dos filhos.
Há dois grandes momentos relativos à autoestima durante o curso normal da adolescência. O primeiro ocorre no início da adolescência (9-13 anos), quando a distanciamento do jovem da sua própria infância cria uma perda de contentamento ao não ser definido e tratado por mais tempo como uma criança. Nesse processo, muitos componentes do autoconceito, agora considerados "infantis" (interesses principais, atividades preferidas e relacionamentos que dão suporte à autoestima) podem ser sacrificados em prol do crescimento em direção ao futuro. Muitas "coisas infantis" de significativo valor psicológico podem ser jogadas fora: brinquedos antigos e hobbies podem ser abandonados, e até os amorosos avós podem ser colocados à distância.
O segundo momento na autoestima ocorre no final da adolescência, quando são mais independentes (18-23 anos), e quando o jovem é confrontado com a assustadora realidade da vida livre e autônoma, e se sente oprimido e diminuído pelo choque do futuro. Não aceitando esse desafio e, às vezes, agindo dessa maneira, é fácil sentir-se desapontado consigo mesmo, desmoronar-se e até mesmo se punir, podendo ter pensamentos como: "aqui estou, com 22 anos, ainda bagunçando, desorientado, e não consigo arrumar minha vida!"
Mas, o que é autoestima? Não é algo real no sentido de poder ser examinado visualmente, fisicamente tocado ou observado diretamente. Semelhante a noções como "inteligência" ou "consciência", a autoestima é um conceito psicológico abstrato criado para descrever parte da natureza humana de uma pessoa. Sua existência e utilidade são inferidas através de ações e expressões consideradas evidências de sua presença.
Assim como a solução de um problema pode ser considerado evidência de inteligência, ou, agir de acordo com as crenças éticas pode ser considerado evidência de consciência, insistir em ser tratado de forma justa e respeitosa pode ser considerado como evidência de autoestima. Mais especificamente, a autoestima é composta de duas palavras em uma. Separe-os e o significado fica mais claro. "Auto" é um conceito descritivo e que especifica a si próprio: por quais características específicas identifico o que refere-se a mim? "Estima" é um conceito avaliativo: como eu julgo o valor que tenho? Autoestima, então, refere-se a como uma pessoa identifica e avalia sua definição de si mesmo.
Considere a autoestima como identificação... Quando o adolescente compromete sua identidade apenas com uma parte da vida (ter amigos, competir nos esportes, ter alto desempenho acadêmico, etc.), e os amigos se afastam, ou uma lesão encerra suas participações nos esportes, ou o desempenho escolar diminui, a estima desaba: "Eu não sou nada sem meus amigos!", "Eu sou inútil sem o jogar futebol!", "Eu sou um fracasso se eu não tirar uma nota A!". Para manter a constância relativa de bem-estar durante os altos e baixos normais da adolescência, é realmente útil ter múltiplos pilares de autoestima.
Considere a autoestima como avaliação... Quando o adolescente é rotineiramente duro consigo mesmo (insistindo na excelência, criticando-se por seus fracassos, punindo-se por seus erros, etc.), logo, quando suas expectativas não são satisfeitas, quando as suas imperfeições se tornam aparentes, quando comete erros humanos, daí então a estima desaba: "Eu sou tão estúpido!", "O que há de errado comigo?", "Eu não posso fazer nada certo!" Para manter a constância de bem-estar durante os tentativas e erros da adolescência, será de muita valia que se aprenda a tratar-se com tolerância e compreensão.
Particularmente, numa resposta a uma experiência ruim em que uma tomada de decisão impulsiva ou insensata acarretou em erros, decepções ou problemas, um adolescente pode fazer uma autoavaliação bastante severa, dando excessiva importância a passos comuns que, sistematicamente, diminuem a autoestima. Esses passos são (1) fazer uma má escolha, (2) ter sentimentos negativos, (3) sentir-se culpado, (4) autocriticar-se, (5) punir-se por agir mal, (6) tratar a situação desfavorável como merecida, e (7) gastar mais energia em penitências do que em recuperação.
Se o seu filho ou filha começar a autoagredir-se por fazer escolher imprudentes ou porque a vida não está indo bem, você pode dizer a eles algo como: "Machucar-se quando você já está machucando só piora a dor. Quando você estiver sofrendo, fique um tempo sem se tratar mal – ao contrário disso, trate-se bem! Dessa forma você poderá se motivar a fazer melhor depois, numa outra ocasião".
Há algo mais que mais você pode dizer ao seu filho adolescente sobre a autoestima? Sim! Você pode dizer a ele o seguinte: "quanto mais estreitamente você se define e quanto mais você se avalia negativamente, mais corre o risco de diminuir a sua autoestima. Nesse estado de infelicidade, você, evidentemente, corre o risco de tratar mal a si mesmo e aos outros. Então, faça um favor a si próprio e mantenha sua autoestima elevada, defina-se amplamente e avalie-se gentilmente; na maioria das vezes, você apreciará o valor e desfrutará da companhia de quem e como você é".
Existe realmente essa coisa de ter muita autoestima muito positiva? A resposta é sim, e talvez não seja algo tão bom! As pessoas que se valorizam muito, frequentemente acreditam que são superiores, e que sempre têm razão, são merecedoras de consideração e tratamento especiais, não precisam admitir discordância, sabem de tudo (ou pelo menos tudo que vale a pena conhecer), e que devem ser autorizadas para guiar a vida dos outros. Bem, o fato é que muitos tiranos, pequenos e grandes, desde a criança autorizada até o cruel déspota, tiveram uma autoestima extremamente alta porém ao custo de outras pessoas.
Dentro da matriz de conceitos que explicam o funcionamento psicológico, acredito que a autoestima tenha um lugar útil. Por mais importante que seja, no entanto, a elevada autoestima não é tudo. Por exemplo, a autoestima positiva demais não impede a transgressão. As pessoas com autoestima dessa forma se sentem extremamente fortes sobre quem e como são, e podem se tornar valentões, criminosos e até fanáticos destrutivos. O mal pode, de fato,  reivindicar uma autoestima muito alta. Veja que a autoestima independe do resultado que se alcança, ou seja, não garante a realização. As pessoas que se sentem confiantes em ter um bom desempenho ainda assim são capazes de causar mal-entendidos, erros de cálculo e outros erros. A autoestima elevada pode levar a pessoa ao fracasso e ao sucesso.
Por fim, uma singela mensagem: se você quer se sentir orgulhoso de si mesmo, você tem que fazer coisas que possa fazer você se sentir orgulhoso - os sentimentos seguem as ações.
Espero que essas informações sejam úteis para você e que lhe ajudem quanto à autoestima dos adolescentes. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! Clique AQUI para informar-se sobre relacionamentos abusivos na vida dos adolescentes.
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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marcação de consultas pelo tel. 11.94111-3637 ou pelo whatsapp 11.98199-5612

OS PAIS E O CONTROLE DOS FILHOS ADOLESCENTES

Esse é um importante conflito para os pais: segurar o filho adolescente ou deixá-lo viver a vida?
À medida em que o jovem adolescente segue a sua jornada de amadurecimento, ele passa a pressionar seriamente os seus pais com a intenção de obter mais liberdade para crescer, ora buscando mais independência, ora tentando diferenciar-se por suas características e pelo desenvolvimento da sua individualidade. Em contrapartida, os pais estão sempre ponderando se devem manter as coisas como sempre foram desde a infância ou se deixam as coisas mudarem, dando mais espaço e reconhecimento aos filhos.
Este conflito recorrente assume muitas formas como, por exemplo, os pais se questionarem: “Devo proibir ou permitir?”, “Devo intervir ou ignorar?”, “Devo falar ou calar a boca?”, “Devo proteger ou deixar correr o risco?”, “Devo duvidar ou confiar?”, “Devo insistir ou ceder?” e assim por diante. Mas qual o grau de controle e influência um pai ou uma mãe deve exercer, afinal, agir pouco pode ser negligente e agir demais pode ser opressivo?
Na verdade, o que o adolescente precisa dos pais é um mix de “segurar e largar”. Os pais não tem as respostas certas o tempo todo, e com isso, tem dúvidas continuamente: "E se eu apenas o deixasse tentar?", "Será que eu deveria ter dito não?".
O fato é que é assim que cresce o adolescente – apesar disso e em parte disso! Isto é, cresce “apesar e por causa” do que os pais decidiram controlar ou não controlar, e essa mistura costuma ser boa o bastante para o jovem definir como cuidará de si mesmo sendo um adulto jovem funcionalmente independente e totalmente individual. É claro que os pais podem ser criticados por seus filhos por cometerem erros numa direção ou outra. As críticas mais comuns são acusar a mãe de ser superprotetora, ou acusar o pai de que ele não o ajuda, quando na verdade, o pai escolheu deixar que o filho tomasse suas próprias decisões. Abençoados os pais porque eles podem ser "culpados" em ambos os casos, mas vamos refletir um pouco sobre as suas ações (ou “culpas”).
Pais responsáveis costumam manter uma estrutura familiar permeada de regras e expectativas saudáveis, ​​para que os membros de sua família vivam em segurança. É neste ambiente que o adolescente cresce e no qual, muitas vezes, faz pressão para a mudança e para desenvolver-se. Esses pais optam por fornecer orientação, estrutura e supervisão constantes. As tensões, evidentemente, podem tomar vulto a ponto dos pais afirmarem coisas como “educar, ser pai ou mãe, não é um concurso de popularidade e nós podemos decidir algo conforme o que acreditamos ser o melhor para você; sabemos que você pode inclusive não gostar pois você quer o contrário da nossa decisão. No entanto, nós prometemos estar sempre onde temos que estar, ser flexíveis onde pudermos e sempre dar ouvidos a tudo o que você tem a dizer. Ouvi-lo será sempre muito importante, porque a uma de nossas missões é criar meios para que todos nós, pais e filho, permaneçamos comunicativa e carinhosamente ligados, à medida em que a adolescência nos separa gradualmente, como é o que esperamos que ocorra”.
Dar liberdade ao filho também é importante. Os pais estimulam os filhos dando-lhes mais responsabilidade e independência para a tomada de decisão. Eles fazem isso conscientemente, especificando o que eles exigem do adolescente antes de se dispuserem a colocar aquele jovem ansioso em risco e com mais liberdade pessoal. Se quiserem, fica a sugestão abaixo, uma espécie de "contrato de liberdade", a qual pode ser adotada pelos leitores, e que abrange os seguintes pontos:
  • Credibilidade - dar informações adequadas e precisas aos pais.
  • Previsibilidade – manter as promessas e acordos firmados com os pais.
  • Prestação de Contas – reconhecer e assumir as consequências das escolhas feitas com os pais;
  • Responsabilidade – cuidar das suas tarefas e “negócios” em casa, na escola e no mundo;
  • Mutualidade - viver numa “mão-dupla”, dando e recebendo, na relação com os pais;
  • Disponibilidade – estar disposto a discutir as preocupações dos pais quando elas surgirem;
  • Civilidade – comunicar-se com os pais com palavras educadas, afetivas e respeitosas.
Quanto mais o jovem se apega aos pontos acima, mais inclinado a conceder liberdade os pais provavelmente se tornam. No outro extremo, se o adolescente mentir, quebrar compromissos, culpar os outros, agir de forma não responsável, não se mostrar disponível para falar e usar linguagem ofensiva, é mais provável que os pais endureçam, restringindo o espaço e liberdade dos filhos.
Para que não se pense que o conflito “segurar o filho adolescente X deixá-lo viver a vida” só está nas mentes dos pais, peço que considere o início da adolescência (9 -13 anos). Não mais se contentando mais em ser tratado como uma criancinha, e querendo não fazer mais parte do grupo para o qual a “velha definição” se aplica, o jovem pode, ao mesmo tempo, sentir-se verdadeiramente dividido e ambivalente. Ela ou ele quer parar de agir como uma criança, mas ainda quer se apegar às atividades preferidas da infância, interesses e coisas que causarão tristeza se perdê-las. Ou, pense no adolescente do último estágio (18 – 23 anos), o qual deseja não ter mais as restrições familiares e agir de forma independente - ela ou ele também está dividido e ambivalente, pois ainda quer manter o apoio dos pais e também sente falta de algumas conveniências confortáveis ​​que a vida em casa proporciona.
É bom lembrar que se preocupar demasiadamente em apoiar ou não as escolhas dos adolescentes pode fazer com que os pais ignorem uma outra questão importante. Como poderão, na intenção de promover uma crescente capacidade de autogestão dos seus filhos, discutir produtiva e continuamente com eles sobre as escolhas que fazem, compreendê-los e praticar um bom aconselhamento? O controle parental certamente é importante, mas a comunicação é ainda mais importante.
Finalmente, é fundamental que os pais tomem cuidado se houver o controle for exercido a todo e qualquer custo, pois o esforço pode não valer a pena:
  • ao insistir no controle absoluto, os pais podem fomentar uma dependência doentia no adolescente em crescimento: "aprendi a fazer o que quer que eu seja forçado a contar".
  • quando os pais perdem seu próprio equilíbrio emocional para obter o controle, o adolescente pode acabar assumindo esse controle: "eu sei como usar a resistência para deixar meus pais realmente chateados".
  • ao colocar sua vontade contra a vontade do adolescente e vencer uma luta pelo poder, eles podem criar um grande e constante disputa. O adolescente pensará: "eu posso ter perdido essa batalha, mas serei cada vez mais forte para insistir contra eles e vencer a guerra!"
Espero que essas informações sejam úteis para você e que lhe ajudem a manter uma excelente relação com seus filhos adolescentes. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! Clique AQUI para ler sobre como os adolescentes aprendem com seus próprios sentimentos.
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