Formas de Contato:

Fone e Whatsapp: 11.94111-3637

Email: paulocesar@psicologopaulocesar.com.br

Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

VITRINE DOS MEUS LIVROS - SOBRE PSICOLOGIA E SOBRE A ARTE REAL

 Caros seguidores e leitores,

Escrever, para mim, nasceu do mesmo gesto que escutar: o de acolher o humano em sua profundidade. Cada livro foi gestado entre histórias, silêncios e perguntas que emergiram no encontro com pessoas - pacientes, irmãos, leitores, amigos. Transformar tudo isso em palavras é minha maneira de continuar o diálogo, de dar forma ao invisível e sentido ao que o tempo não explica. Nesta página, reúno as obras que traduzem essa travessia entre a Psicologia, a Filosofia, a Maçonaria e a alma simbólica do existir. São livros que convidam à reflexão, à sensibilidade e ao autoconhecimento - pontes entre a mente e o coração.

Paulo Cesar. T. Ribeiro 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Escolha um livro abaixo e clique no link da plataforma (Uiclap / Clube / Amazon Kindle).
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


LIVROS SOBRE PSICOLOGIA


ADULTOS EM TERAPIA - Reflexões Sobre Existência e Psicoterapia

  • Para adultos que decidiram olhar para dentro de si.
  • Reflexões clínicas sobre dor, sentido, escolhas e amadurecimento emocional.
Sinopse: A Coragem de Olhar para Dentro. O que realmente acontece quando um adulto decide olhar para dentro de si? Nesta obra sensível e profundamente humana, o psicólogo Paulo C. T. Ribeiro convida o leitor a uma jornada de reflexão sobre a existência e a psicoterapia. O livro traduz anos de experiência clínica em um conjunto de ensaios que desvendam as complexas trilhas da alma humana — um caminho pavimentado por feridas antigas, silêncios guardados e a incessante busca por sentido.

Reflexões que Tocam a Vida Real
Com uma linguagem acessível e tocante, o autor transforma o que acontece no consultório em uma ponte para a vida cotidiana. Cada capítulo funciona como um espelho, discutindo temas universais que nos definem:
  • O Amor e a Solidão: Nossas conexões e nossos vazios.
  • Perdas e Recomeços: A dor de deixar ir e a esperança de iniciar um novo ciclo.
  • Escolhas e Medo de Mudar: A tensão entre a zona de conforto e o salto para o desconhecido.
"Adultos em Terapia" é mais do que uma leitura sobre psicologia; é um convite à escuta. É um lembrete de que a verdadeira transformação começa quando a coragem encontra a palavra, permitindo-nos confrontar o que está guardado.
Este é um livro essencial para quem deseja compreender não apenas a mente, mas o humano que habita em cada um de nós e os caminhos profundos que se abrem na jornada da autodescoberta.

CaracterísticasNúmero de páginas: 245 - Edição: 2ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: Português

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse  "ADULTOS EM TERAPIA":

CLUBE DOS AUTORES            UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM: Stories of Healing, Resilience, and Emotional Growth

  • For adults who have chosen to look inward.
  • Clinical reflections on pain, meaning, choice, and emotional maturity.
(Versão em língua inglesa do livro "ADULTOS EM TERAPIA")

The title of this book is REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM: Stories of Healing, Resilience, and Emotional Growth, and I would really like you to understand why I chose it: In the quiet space of the therapy room, pain transforms into dialogue and silence into healing. "REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM" is a moving invitation into the intimate world of psychotherapy, where silence speaks, empathy heals, and the courage to change becomes the most powerful act of all. 

Written by Brazilian clinical psychologist and author Paulo C. T. Ribeiro, this first volume of the PSYCHOLOGY Series explores the depth of human experience through real and inspiring stories.

Transformation Through Connection

The author unfolds the journey of individuals who dared to confront their internal conflicts. Every reflection reveals a universal truth: emotional growth is not the absence of pain, but the rediscovery of meaning and connection.

What the Book Offers:
  • Real Stories: Moments of vulnerability, clarity, and renewal that unveil the essence of the human soul.
  • The Therapist's Role: A compassionate view of the therapist as a witness and companion on the patient's journey toward self-acceptance and resilience.
  • Universal Truth: Readers will be moved and discover, on every page, fragments of their own story of struggle and triumph.
With poetic prose and profound insight, this book is for all those seeking understanding: therapists, students, and anyone navigating the complexities of the human experience.

Features: Digital (e-book), 266 pages - 1st Edition, Color, English language.

Access Links: Click on the name of the website where the books are published and access REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM:

CLUBE DOS AUTORES            UICLAP             AMAZON KINDLE

Note: By Amazon Kindle, print book exclusively available in the US.
Obs.: No Amazon Kindle, o livro impresso está disponível apenas nos EUA.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A MULHER QUE NÃO PODE SER FRACA - O Valor de Ser Quem Se É

  • Para mulheres que aprenderam a sobreviver sendo fortes, mas desejam existir sendo inteiras.
  • Reflexões sobre autoestima, limites, autenticidade e o direito de não se endurecer para viver.
Sinopse: Quando Ser Forte Cansa.

O que acontece quando a força deixa de ser escolha e se transforma em obrigação? Neste livro sensível, profundo e cuidadosamente escrito, o psicólogo Paulo C. T. Ribeiro convida a leitora a olhar para dentro e reconhecer o cansaço silencioso de quem precisou sustentar demais, por tempo demais.

A Mulher que Não Pode Ser Fraca nasce da escuta clínica e humana de mulheres que aprenderam cedo a não cair, a não falhar, a não incomodar — e que, nesse processo, foram se afastando de si mesmas. A obra percorre, com delicadeza e rigor, os caminhos da autoestima fragilizada, mostrando como a autocrítica, a culpa, a exigência constante e a dificuldade de descansar se organizam como modos de sobrevivência emocional.

Reflexões que Tocam a Vida Real

Com uma linguagem acessível, acolhedora e profundamente respeitosa, o autor transforma o que acontece no consultório em uma ponte para a vida cotidiana. Cada capítulo funciona como um espaço de escuta, abordando temas centrais da experiência feminina contemporânea:

  • Força e Cansaço: Quando sustentar tudo vira prisão e a força deixa de proteger.
  • Autocrítica e Valor Pessoal: A voz interna que cobra demais e o valor que precisa ser provado.
  • Limites, Escolhas e Corpo: Aprender a dizer “não”, escolher sem garantia e escutar os sinais do próprio corpo.

A Mulher que Não Pode Ser Fraca não é um manual de autoajuda nem uma promessa de soluções rápidas. É um convite à permanência consigo mesma. Um lembrete de que autoestima não é performance, mas a capacidade de não se abandonar — mesmo nos dias difíceis.

Este é um livro essencial para mulheres que desejam reconstruir o próprio chão interno com mais verdade, dignidade e humanidade, e para todos que desejam compreender, com profundidade clínica e sensibilidade, os caminhos possíveis da autodescoberta e do cuidado de si. 

CaracterísticasNúmero de páginas: 130 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco e colorido na versão e-book, com "orelha", idioma: Português

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse  "ADULTOS EM TERAPIA":

CLUBE DOS AUTORES            UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

FUGAS E ENCONTROS - A Psicoterapia em Terrenos Delicados

  • Para quem se afasta de si mesmo como forma de sobreviver ao excesso de dor.
  • Uma leitura clínica sobre evasões emocionais, vínculos frágeis e a possibilidade de reencontro consigo.

Nem sempre o silêncio é recusa. Às vezes, é só o medo de se revelar demais." 
Este livro convida o leitor a mergulhar na delicadeza e complexidade dos encontros terapêuticos mais desafiadores, aqueles marcados por resistência, ambivalência, desconfiança ou retraimento.

Em vez de buscar soluções prontas, "Fugas e Encontros" propõe uma travessia sensível pelos territórios onde o vínculo é frágil, as palavras hesitam e o afeto é simultaneamente buscado e temido.

O Potencial na Fragilidade

O psicólogo Paulo Cesar Teixeira Ribeiro compartilha o que aprendeu com pacientes que, à primeira vista, poderiam ser considerados difíceis. Ele revela que, é justamente nesses encontros em que a alma se retrai, que reside o maior potencial de transformação.

O que o livro oferece:
  • Escuta Afiada: Uma reflexão profunda sobre como a resistência do paciente pode ser uma forma de comunicação e defesa, e não um obstáculo.
  • Vínculo e Vulnerabilidade: Explora a complexidade das relações humanas e o processo de construção da confiança em ambientes de grande vulnerabilidade.
  • Transformação Genuína: Mostra como a sensibilidade e a profundidade do terapeuta são essenciais para atravessar o medo e alcançar a cura.
Com uma escrita que acolhe, questiona e revela, este é um livro essencial tanto para terapeutas que desejam afinar sua escuta e presença, quanto para qualquer leitor disposto a compreender as sutilezas e a beleza da jornada de autodescoberta nos terrenos mais delicados da psique.

Características: Número de páginas: 197 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "FUGAS E ENCONTROS - A Psicoterapia em Terrenos Delicados":

CLUBE DOS AUTORES             UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

POR FAVOR, OUÇAM! - Como Recuperar a Confiança e o Diálogo com seus Filhos Adolescentes

  • Para pais e responsáveis que desejam compreender, antes de corrigir.
  • Reflexões psicológicas sobre escuta, vínculo, conflitos geracionais e reconstrução do diálogo familiar.
Você já se sentiu afastado do seu filho adolescente, falando, mas não sendo ouvido?
Este livro é um guia afetivo e prático para pais que desejam, de verdade, compreender o mundo interno de seus filhos e descobrir como responder a eles com clareza, acolhimento e firmeza.

Baseado em anos de experiência clínica, o psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro oferece um caminho para superar a rebeldia, o silêncio e a desconfiança, transformando conflitos em oportunidades de aproximação.

O Segredo da Escuta

A obra utiliza um formato inovador: cada capítulo apresenta uma carta imaginária escrita pelo filho, seguida pela reflexão do psicólogo, criando uma ponte essencial de entendimento que falta em muitos lares.

O que você aprenderá:
  • A Mensagem Oculta: O que os adolescentes realmente querem comunicar, mesmo quando estão calados ou agressivos.
  • Ouvir sem Julgar: Como pais podem praticar a escuta ativa para transformar brigas em conversas construtivas.
  • Estratégias Práticas: Formas simples de lidar com críticas, cobranças e expectativas que geram atrito mútuo.
  • Vínculos Fortes: Reflexões profundas sobre amor, limites, confiança e o poder transformador do diálogo familiar.
"Por Favor, Ouçam!" é mais do que conselhos; é um convite para fortalecer os vínculos e construir relações baseadas em empatia e respeito. Se você deseja ser ouvido pelo seu filho e aprender a ouvi-lo de verdade, este livro é o primeiro passo para transformar o diálogo em casa.

Características: Número de páginas: 268 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "CAMINHOS PARA A LUZ - A Filosofia Viva na Arte Real":

CLUBE DOS AUTORES             UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

LIVROS SOBRE MAÇONARIA



CAMINHOS PARA A LUZ - Filosofia Viva na Arte Real
  • Para quem busca sentido, consciência e coerência entre pensamento, símbolo e vida.
  • Reflexões filosóficas que integram tradição, ética e experiência humana no caminho do autoconhecimento.
Sinopse"Caminhos Filosóficos para a Luz" não oferece apenas informação; ele é mais do que uma leitura; é um convite à transformação interior que une, de forma bem-sucedida, as esferas do pensamento, do símbolo e da vivência, resgatando o aspecto prático da sabedoria.

A maior contribuição do livro é mostrar que a filosofia é uma Arte Real e um modo de ser aplicado no dia a dia, e não um mero acúmulo de ideias. Ele ilumina a necessidade de autenticidade, humildade e coragem filosófica para lidar com a complexidade do mundo.

A Essência e o Caminho

Com uma linguagem envolvente, a obra guia o leitor à compreensão de que o trabalho mais importante é o silencioso e constante que cada um realiza sobre si. O livro atua como uma poderosa ferramenta de aprofundamento, devolvendo "frescor à prática e leveza ao dever".

Para quem é este livro?
  • Para o Leitor Não Maçom: Serve como uma excelente e acessível introdução ao universo ético e simbólico da Ordem, desmistificando-a e revelando seu profundo potencial como caminho de aperfeiçoamento humano.
  • Para o Maçom: É uma leitura que reforça os princípios da Arte Real, incentivando a aplicação da filosofia na prática cotidiana.
"Caminhos para a Luz" é altamente recomendado a todos que buscam um sentido profundo e uma ética coerente em sua jornada. É um incentivo a valorizar a interrogação e a consciência como as verdadeiras rotas para a Luz.

Características: Número de páginas: 307 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "CAMINHOS PARA A LUZ - A Filosofia Viva na Arte Real":

CLUBE DOS AUTORES             UICLAP             AMAZON KINDLE

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

SALMO 133 NA MAÇONARIA - União, Ego e Fraternidade

  • Para maçons e leitores interessados nos desafios reais da convivência e da fraternidade.
  • Uma leitura simbólica e psicológica sobre união, ego, maturidade emocional e vida compartilhada.

Sinopse: “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.”

Repetido em rituais, ouvido em silêncio e muitas vezes idealizado, o Salmo 133 atravessa séculos como um chamado à fraternidade. Mas o que ele realmente exige de nós - psicologicamente, simbolicamente e eticamente?

Este livro convida o leitor a atravessar o Salmo 133 não como uma citação ritual, mas como um mapa da maturidade humana e iniciática. Uma travessia que revela que a união não é espontânea, nem sentimental, mas construída a partir do trabalho sobre o ego, da integração da sombra e do cuidado com o vínculo.

A União Como Tarefa Interior

O psicólogo e maçom Paulo Cesar T. Ribeiro propõe uma leitura profunda e acessível do Salmo 133, integrando Psicologia, simbolismo bíblico e prática maçônica. Ao longo da obra, o autor mostra que a fraternidade verdadeira nasce quando a maturidade desce à conduta e a suavidade sustenta o convívio.

O que o livro oferece:

  • Leitura Simbólica Viva: Uma interpretação do “óleo”, do “orvalho”, da “barba” e das “vestes” como imagens do amadurecimento emocional e espiritual.
  • Psicologia da Fraternidade: Uma análise clara sobre ego, narcisismo, reconhecimento, conflito e responsabilidade nos vínculos humanos e iniciáticos.
  • Ética e Liderança: Reflexões profundas sobre autoridade, presença, escuta e liderança silenciosa no mundo contemporâneo.

Com uma escrita que acolhe, provoca e aprofunda, este livro é essencial para maçons que desejam viver a fraternidade para além do discurso - e para leitores que buscam compreender como o encontro humano pode tornar-se caminho de maturidade, consciência e vida compartilhada. 

Características: Número de páginas: 297 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 18 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco (impresso) e colorido na versão e-book, idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "SALMO 133 NA MAÇONARIA":

CLUBE DOS AUTORES             UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

SINTROPIA E ENTROPIA NA MAÇONARIA - Ordo Ab Chao

  • Para quem deseja compreender os movimentos de construção e desagregação presentes na vida e na Ordem.
  • Reflexões simbólicas sobre caos, organização, consciência e responsabilidade no trabalho interior.
Este não é um manual de rituais ou um tratado técnico, mas sim uma travessia simbólica profunda. "Sintropia e Entropia na Maçonaria" é uma jornada reflexiva que estabelece um diálogo essencial com os princípios do Rito Escocês Antigo e Aceito, entrelaçando-os à psicologia, filosofia e espiritualidade viva.

A obra eleva os conceitos científicos de sintropia e entropia a metáforas do processo humano: ciclos de desordem e reconstrução, de queda e reinvenção, de caos e luz (Ordo Ab Chao).

O Caminho e a Arquitetura Interior

O livro mostra que a Maçonaria surge não como um fim em si, mas como um caminho — uma arquitetura simbólica capaz de transformar o mundo exterior a partir da reforma silenciosa que cada iniciado opera dentro de si.

O que o livro propõe:
  • Diálogo de Saberes: Funde a simbologia maçônica com o autoconhecimento, revelando as forças do universo (ordem e desordem) agindo na alma.
  • Transformação Viva: Convida o leitor a compreender que todo rito, toda palavra velada e toda busca espiritual só fazem sentido quando se tornam vida prática.
  • Iniciação Contínua: Reitera que o verdadeiro templo é construído no interior do buscador, e que a verdadeira iniciação é um processo que jamais se encerra.
"Sintropia e Entropia na Maçonaria" é um chamado para transcender a letra e buscar o espírito, essencial para maçons e para todos os que veem no simbolismo um poderoso motor para a evolução pessoal.

Características: Número de páginas: 180 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "SINTROPIA E ENTROPIA NA MAÇONARIA - Ordo Ab Chao":

CLUBE DOS AUTORES             UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

SIMBOLOS DA ALMA - Maçonaria Mitologia e Psicologia na Construção do Humano

  • Para leitores interessados na linguagem simbólica como via de compreensão do ser humano.
  • Uma integração entre mitologia, psicologia e Maçonaria na formação da consciência e da identidade.
Em cada símbolo habita uma pergunta antiga. Este livro revela a alma simbólica do ser humano e sua eterna busca por sentido, traçando uma ponte fascinante entre a Maçonaria, a Mitologia e a Psicologia.

Com uma linguagem clara, poética e profunda, o autor Paulo Cesar T. Ribeiro une o olhar do psicólogo e do iniciado para mostrar que o verdadeiro templo a ser construído é o interior. Ele conduz o leitor por uma travessia que integra o silêncio e a palavra, o mito e a consciência, o rito e o autoconhecimento.

A Jornada Simbólica

O livro propõe uma jornada que vai além do estudo, sendo um convite à transformação interior. Ele demonstra como as tradições e os arquétipos servem como ferramentas essenciais para a lapidação do ser.

O que o livro oferece:
  • Visão Integrada: Entenda como os símbolos maçônicos se conectam diretamente aos mitos universais e aos processos da psicologia profunda.
  • Construção Interior: Reflexões sobre como o trabalho ritualístico e a busca por sentido se convertem na construção de um sentido mais pleno de existir.
  • Reencontro com o Sagrado: Um caminho para resgatar a dimensão sagrada na vida cotidiana através da consciência e da reflexão.
"Símbolos da Alma" é uma leitura inspiradora para maçons, terapeutas e todos os buscadores espirituais que reconhecem na vida um caminho simbólico de luz e de humanidade.

Características: Número de páginas: 189 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 75g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "SINTROPIA E ENTROPIA NA MAÇONARIA - Ordo Ab Chao":

CLUBE DOS AUTORES             UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

MAÇONARIA, TRADIÇÃO E ETARISMO - Reverenciando o Passado, Construindo o Futuro

  • Para quem deseja refletir sobre o lugar da tradição em tempos de mudança e conflito geracional.
  • Uma análise ética e simbólica sobre envelhecimento, pertencimento e renovação consciente da Ordem.
Esta é uma obra pioneira que mergulha com profundidade e sensibilidade em um dos temas mais urgentes e silenciosos da Maçonaria contemporânea: o etarismo. Combinando sua vasta experiência como psicólogo clínico com décadas de vivência maçônica, Paulo Cesar T. Ribeiro nos convida a confrontar os impactos da exclusão dos Irmãos mais velhos nas Lojas. O livro não é uma mera denúncia; é um convite à ação ética e fraterna.

O Encontro de Gerações

O autor propõe uma reflexão profunda sobre os efeitos simbólicos e humanos da desvalorização da experiência, e traça caminhos concretos para restaurar a integração intergeracional e a coesão da Fraternidade.

O que o livro oferece:
  • Reconhecimento: Resgata a dignidade e a importância daqueles que carregam a memória viva e construíram os alicerces da Ordem.
  • Ação: Propõe práticas concretas de inclusão, escuta ativa e valorização da experiência acumulada.
  • Conexão: Entrelaça o simbolismo maçônico, a psicologia, a história e a vivência para mostrar que sem o diálogo entre gerações, a Arte Real perde sua alma.
Com uma linguagem clara, estilo afetivo e embasamento sólido, esta obra é um tributo à sabedoria que o tempo oferece e uma convocação a todos os maçons, líderes e estudiosos da tradição: sem reverência aos mais antigos, não há verdadeiro progresso.

Destinado a todos que buscam uma Maçonaria mais justa, viva e verdadeiramente inclusiva.

Características: Número de páginas: 111 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 75g, preto e branco (impresso) e colorido na versão e-book, com "orelha", idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "MAÇONARIA, TRADIÇÃO E ETARISMO":

CLUBE DOS AUTORES             UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------



A PEDRA E A PSIQUE - Psicoterapia e Maçonaria como Caminhos de Descoberta
  • Para quem transita entre o trabalho interior simbólico e a escuta psicológica.
  • Reflexões sobre transformação, consciência e lapidação do humano a partir da clínica e da Arte Real.
SinopseEste não é apenas um livro; é um convite a uma travessia interior profunda, onde a Psicoterapia e a Maçonaria convergem em seu propósito milenar: a lapidação do ser humano.

O que você descobriráEm "A Pedra e a Psique", o autor Paulo C. T. Ribeiro tece uma ponte elegante entre a escuta sensível do consultório terapêutico e a sabedoria ancestral dos ritos iniciáticos. Com uma linguagem clara, mas carregada de simbolismo, a obra demonstra que o templo maçônico e a sessão de terapia são, na verdade, espelhos de um mesmo trabalho: a difícil, mas essencial, tarefa de reconstruir-se por dentro.

A União de Dois Caminhos: Entenda como os símbolos, os silêncios e os processos de ambas as áreas visam o autoconhecimento e a transformação pessoal.
  • Reflexões Essenciais: O autor guia o leitor por temas universais como a humildade, a confrontação com a Sombra (o inconsciente), a percepção do Tempo e o processo contínuo de Reconstrução Interior.
  • Pontes Simbólicas: A obra lança luz sobre como a jornada do "mundo profano" para o "sagrado" - do visível para o invisível — é uma metáfora para a expansão da consciência.
Mais do que um estudo sobre psicologia ou maçonaria isoladamente, "A Pedra e a Psique" é um chamado à presença e à consciência. É o lembrete poderoso de que a verdadeira obra a ser erguida é o templo da alma - e que a pedra bruta que precisa ser lapidada, a cada dia, somos nós mesmos.

Um guia essencial para quem busca ir além dos ritos e das teorias, em busca da própria essência.

Características: Número de páginas: 183 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 75g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "A PEDRA E A PSIQUE":

CLUBE DOS AUTORES             UICLAP             AMAZON KINDLE
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------


ACOMPANHE INSCREVENDO-SE - Coluna à direita, no bloco "Seguidores"

ACORDO PSICOTERAPÊUTICO E NORMAS DE FUNCIONAMENTO ENTRE PACIENTE E PSICÓLOGO PAULO CESAR T. RIBEIRO


ACORDO TERAPÊUTICO E NORMAS DE FUNCIONAMENTO

Um Cuidado Compartilhado Sobre o Nosso Trabalho



Este texto foi escrito com a intenção de tornar mais claro, seguro e acolhedor o espaço da psicoterapia. Ele não substitui o diálogo - ao contrário, existe para sustentá-lo.

A psicoterapia é um encontro humano, atravessado por afetos, limites, responsabilidades e escolhas. Quando essas bases estão bem compreendidas, o trabalho se torna mais profundo, respeitoso e possível.

Ao iniciar ou manter um processo psicoterapêutico comigo, peço que você leia com atenção os pontos abaixo:

  • Sobre a Psicoterapia

A psicoterapia é um espaço de escuta, reflexão, elaboração emocional e tratamento das condições psicológicas do paciente. Não se trata de respostas prontas, conselhos rápidos ou soluções imediatas, mas de um processo construído ao longo do tempo, no ritmo possível para cada pessoa. Portanto, exige tempo, regularidade e envolvimento, não se configurando como aconselhamento pontual, orientação imediata ou solução rápida de problemas.

Reforçando, o compromisso com a regularidade e com o próprio processo é parte essencial do cuidado.

Os resultados dependem de múltiplos fatores, incluindo a disponibilidade emocional do paciente e a continuidade do trabalho com frequência regular.

  • Sigilo Profissional

Tudo o que é compartilhado em sessão é protegido por sigilo profissional, conforme o Código de Ética do Psicólogo.

O sigilo só poderá ser rompido em situações previstas em lei, como risco grave à vida do paciente ou de terceiros, ou mediante autorização expressa do próprio paciente.

O "set" psicoterapêutico é um espaço de segurança psíquica.

  • As Sessões

As sessões têm duração média de 50 minutos.

Estas informações tem como objetivo esclarecer as condições básicas do trabalho psicoterápico, garantindo transparência, respeito mútuo e um enquadre adequado para o cuidado psicológico.

O horário é reservado exclusivamente para o paciente.

Atrasos não implicam extensão do tempo da sessão.

A frequência (semanal ou outra) será definida em comum acordo, conforme a necessidade clínica.

  • Faltas e Cancelamentos

Cancelamentos devem ser comunicados com antecedência mínima de 24 horas.

Sessões não canceladas dentro desse prazo, assim como faltas sem aviso, serão cobradas, pois o horário foi reservado exclusivamente para você.

Em casos excepcionais, o psicólogo avaliará a situação de forma ética e sensível.

  • Honorários

O valor da sessão é previamente acordado.

O pagamento deve ser realizado conforme combinado (normalmente mensal).

Reajustes poderão ocorrer periodicamente, sempre com aviso prévio.

A psicoterapia é um serviço profissional, e a regularidade e a clareza financeira fazem parte do enquadre que sustenta o cuidado psicoterápico.

  • Modalidade Online

Nas sessões online, é importante que o paciente esteja num local reservado, silencioso e  com conexão adequada.

Problemas técnicos que inviabilizem a sessão serão avaliados caso a caso.

A confidencialidade depende também do cuidado do paciente com o ambiente em que se encontra.

  • Contato Fora das Sessões

O contato fora do horário terapêutico deve ser restrito a questões administrativas (horários, pagamentos, agendamentos, remarcações) e urgências.

A psicoterapia acontece prioritariamente no espaço da sessão, onde devem ser tratadas as demandas emocionais mais extensas. Entretanto, em situações de urgência e havendo disponibilidade do psicólogo, será possível a realização de uma sessão antes do horário regularmente revervado para o paciente.

  • Interrupção do Processo

A psicoterapia pode ser interrompida:

O processo psicoterápico pode ser interrompido pelo paciente, a qualquer momento., e pelo psicólogo, quando avaliar que o processo não há condições éticas ou clínicas para continuidade.

Sempre que possível, recomenda-se que essa decisão seja conversada em sessão, como forma de fechamento e elaboração.

  • Sobre Este Texto e a Confirmação de Leitura

Este acordo existe para cuidar do espaço terapêutico, do vínculo e da qualidade do trabalho que construímos juntos. Ele não é, de modo algum, um instrumento punitivo, mas um suporte para que a psicoterapia aconteça com clareza, respeito e segurança.

Caso você tenha recebido o link deste texto por mensagem, peço, por gentileza, que responda confirmando que recebeu e realizou a leitura. Essa confirmação não é burocrática - ela é apenas um gesto simples de cuidado compartilhado e clareza mútua.

A confirmação pode ser feita por mensagem de whatsapp, email ou no espaço para comentários (após o texto), no Blog do Paicólogo.

Obrigado,

Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro

Prólogo do livro SALMO 133 NA MAÇONARIA - UNIÃO, EGO E FRATERNIDADE

 Queridos Irmãos,

Com alegria, informo a vocês que escrevi o livro Salmo 133 na Maçonaria - União, Ego e Fraternidade, uma leitura psicológica e simbólica para o mundo contemporâneo, fruto do diálogo entre minha vivência maçônica e a Psicologia.

Neste trabalho, o Salmo 133 é lido não apenas como ideal de união, mas como um espelho simbólico dos desafios reais da convivência fraterna, do ego e da maturidade emocional..

É um livro de 256 páginas em tamanho 16x23 cm, considerando os capítulos e apêncides, e para que tenham uma ideia do tom e da proposta da obra, compartilharei a seguir o Prólogo

Ao final, deixarei os links para quem desejar adquirir o livro.

Fraternalmente,
Paulo Cesar T. Ribeiro


***

SALMO 133 NA MAÇONARIA - UNIÃO, EGO E FRATERNIDADE

Prólogo do livro 

 

Há textos que atravessam séculos como se fossem parte da respiração humana. O Salmo 133 é um deles. Curto como um sussurro e profundo como uma montanha, ele sobreviveu não apenas porque é belo, mas porque diz algo essencial sobre o destino humano: nascemos para o encontro, mas não sabemos como habitá-lo.

O tempo, ao passar, faz escolhas. Há textos que se tornam monumentos, outros que se reduzem a vestígios, outros ainda em ruínas que visitamos por curiosidade histórica. O Salmo 133 não pertence a nenhuma dessas categorias. Ele é um rio subterrâneo que atravessa séculos silenciosamente, brotando vez ou outra em pequenas superfícies de água pura, mas cujo curso profundo não se revela a quem apenas recita palavras. Seu poder não está na letra, mas na atmosfera que cria, na forma como toca o espaço psicológico entre os seres, na vibração que produz quando é lido não como poesia religiosa, mas como um estado interior.

Em um século marcado pela cultura do espelho, onde a predominância do ego é confundida com força e o vínculo fraterno se tornou uma commodity emocional descartável, o Salmo 133 ressurge não como uma citação antiga, mas como um antídoto existencial para a fragmentação contemporânea.

É por isso que ele sempre esteve presente no coração da Maçonaria, mesmo quando não se falava explicitamente dele. Incorporou-se ao rito sem anúncio, como se tivesse intuído que ali encontraria uma morada adequada: um espaço simbólico onde a fraternidade é menos um ideal e mais uma construção laboriosa do espírito.

O maçom que avança em silêncio pelo Templo talvez não perceba que, antes de atravessar qualquer grau, ele atravessa um estado de consciência. E este estado foi anunciado por Davi quando escreveu: “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em “união”. A frase parece simples demais para inaugurar um caminho iniciático, mas sua simplicidade esconde um paradoxo: a “união” é sempre uma obra difícil.

E mais: ela é “suave”. Mas essa suavidade não é fraqueza. Ela é a força que se expressa sem violência; a potência que se manifesta sem atrito.

“união” é “suave” porque só pode surgir quando a aspereza do ego foi polida pelo ritual, quando o impulso natural de predominância foi substituído pela humildade da presença. Ela não se impõe; ela acontece quando o espírito encontra disciplina interna suficiente para escutar, acolher e sustentar o vínculo.

O rito a evoca simbolicamente no encontro de olhares, na contenção da palavra, no gesto de respeito mútuo, na tentativa de suspender - ainda que por instantes - as turbulências do ego. Ao entrar no Templo, o irmão não se torna automaticamente unido a ninguém; ele se coloca diante de um estado que precisa aprender a habitar, e este estado é, em essência, o Salmo 133 respirando através dele.

O portal ritual do Salmo 133 não é uma porta física ou um limite explícito; é um movimento de consciência. A “união” que ele celebra não é espontânea, nem sentimental, nem ingênua. Ela é construída como se se erguesse uma ponte entre territórios que, por natureza, não se compreendem de imediato.

O ego humano raramente deseja a “união”; ele deseja predominância, reconhecimento, segurança. A fraternidade, enquanto experiência psíquica, é um chamado contra a gravidade natural da psique, e o rito torna visível essa luta interior. Por isso o azeite que escorre sobre a “cabeça” de Aarão é uma metáfora adequada: a “união” exige um movimento vertical que desce sobre nós, uma descida suave que penetra as zonas onde a alma resiste, onde preferiríamos permanecer isolados, protegidos, intactos. A “união” ritual é um “óleo” que encontra fissuras e nelas repousa.

Entrar no Templo é, portanto, fazer o gesto de se deixar alcançar por essa descida. Não é raro que os irmãos, mesmo os mais antigos, experimentem uma espécie de apaziguamento interior ao adentrar o espaço sagrado. Este apaziguamento não é mera associação afetiva ou nostalgia fraternal: é o reconhecimento, ainda que inconsciente, de que colocamos o pé em um território que suspende a lógica ordinária do mundo.

As tensões da vida profana não desaparecem, mas se reorganizam diante de algo mais amplo. O Salmo 133 age como um campo sutil, um convite à diminuição do ruído interno para que a percepção da presença do outro possa emergir com mais nitidez. Em outras palavras, ele prepara o psiquismo para o encontro.

E é desse encontro que nasce a verdadeira ritualidade. Nada no rito é apenas decorativo. Os símbolos - o compasso, o esquadro, a pedra bruta, o malhete - não falam de objetos, mas de estados psíquicos. Cada um deles aponta para um processo de transformação em que a “união” é o horizonte, não o ponto de partida.

Um irmão não se torna fraterno porque conheceu outro irmão; ele se torna fraterno porque permitiu que algo dentro dele fosse polido, reorientado, afinado. O Salmo não descreve uma “união” já conquistada: descreve uma “união” a ser continuamente reencenada. A cada reunião, a cada gesto, a cada silêncio compartilhado, o Templo se torna laboratório de um modo de ser que o mundo exterior raramente incentiva.

Talvez seja por isso que, para muitos maçons, a sensação de “voltar para casa” ao entrar no Templo não seja apenas emotiva, mas simbólica. A casa dos irmãos que o Salmo implicitamente menciona não é um lugar: é um estado. E como todo estado interior, ele precisa ser cultivado.

Não existe fraternidade madura sem vigilância constante, sem cuidado com as palavras, sem humildade diante dos próprios limites, sem a consciência de que o vínculo humano pode ser tão delicado quanto o “orvalho” que repousa sobre o Monte Hermon. É significativo que o Salmo utilize o “orvalho” como metáfora: ele não cai com violência, não se anuncia, não altera a paisagem abruptamente. Ele sustenta a vida com suavidade. A verdadeira “união” também age assim: discretamente, sustentando o que não aparece.

Quando o Salmo 133 ressoa dentro do Templo, mesmo que não seja lido, ele cria uma moldura invisível na qual os irmãos se reconhecem como participantes de uma obra comum. Não uma obra externa, mas uma obra interior. O rito não apenas conduz o maçom: ele o afina. Ele o coloca em uma frequência onde virtudes como paciência, escuta, cooperação e presença podem emergir com menos resistência.

E é precisamente essa frequência que Davi captou quando escreveu o Salmo. Ele não estava descrevendo um ideal utópico; estava descrevendo uma realidade possível - porém frágil - que só se sustenta quando há consciência do esforço necessário para mantê-la viva.

Assim, este texto inicial se volta ao coração do rito não para explicá-lo, mas para revelar que há um portal simbólico que antecede tudo. Antes de qualquer grau, antes de qualquer luz, antes de qualquer viagem, existe a necessidade de atravessar o estado interior que o Salmo 133 evoca. Ele é o limiar entre o homem que adentra o Templo e o homem que sai dele transformado, mesmo que de forma sutil.

A Maçonaria não adota o Salmo 133 como enfeite ou citação honrosa: ela o respira. E quando o maçom se permite entrar nessa respiração, o rito se torna não apenas um caminho de instrução, mas um caminho de “união” consigo, com o outro e com aquilo que transcende ambos.

Mas esse estado de consciência não se sustenta apenas no abstrato; ele é forjado em memória, gesto e ancestralidade. Antes de respirarmos o Salmo com a alma, precisamos honrá-lo em sua raiz concreta, compreendendo o que significavam o “óleo” e o “orvalho” para o homem que o escreveu e o que significam os gestos que o maçom reencena no Templo. É a partir dessa fundação histórica e mitológica que o símbolo se liberta para se tornar ferramenta psicológica.

***
Este livro está disponível para compras em 03 sites:


COMO ALGUÉM COMEÇA A EXISTIR COMO ALGUÉM?

 Uma conversa clínica com quem está começando a escutar

 

Ao longo dos anos de clínica, tive a oportunidade de atender muitos estudantes de Psicologia, profissionais recém-formados, psicoterapeutas já experientes vivendo momentos de impasse e também médicos que, em determinado ponto de suas trajetórias, decidiram acrescentar a psicoterapia aos serviços que ofereciam. Cada um chegou por caminhos distintos, com formações e histórias diferentes, mas quase sempre trazendo uma inquietação comum: como sustentar a escuta sem se perder nela?

Esses encontros foram me mostrando que, independentemente do tempo de experiência, há perguntas que retornam. Perguntas sobre técnica, sobre limites, sobre o que fazer quando o sofrimento do outro não se organiza em sintomas claros, quando a interpretação parece insuficiente ou quando a sensação de não estar ajudando começa a pesar. Muitas dessas conversas não giravam em torno de escolas teóricas específicas, mas da experiência viva de estar diante de alguém que sofre e de se perguntar, silenciosamente, qual é o lugar possível do terapeuta ali.

É pensando nessas pessoas - nos estudantes que estão dando seus primeiros passos, nos profissionais que ainda tateiam o próprio estilo clínico, nos colegas que já caminharam bastante e, ainda assim, se permitem duvidar - que escrevo este texto. Não como manual, nem como orientação técnica definitiva, mas como um compartilhamento de percurso, construído a partir do que a clínica foi me ensinando com o tempo.

O que segue não é um conjunto de respostas prontas, mas uma tentativa de colocar em palavras uma ética de escuta que fui construindo aos poucos. Uma ética que se sustenta menos na pressa de compreender e mais no cuidado de não interromper aquilo que, em cada paciente, ainda tenta nascer.

Quando comecei a atender, eu acreditava que ser psicoterapeuta era, sobretudo, entender. Entender rápido. Entender bem. Entender antes do paciente, se possível. Eu estudava, anotava, interpretava. Havia em mim uma urgência silenciosa: se eu conseguisse nomear o sofrimento do outro, talvez ele diminuísse. Talvez eu estivesse fazendo um bom trabalho.

Com o tempo - e não foi pouco tempo - a clínica foi me ensinando outra coisa.

Muitos pacientes não chegam trazendo conflitos organizados ou sintomas que pedem decodificação simbólica. Eles chegam com algo mais primário e mais difícil de nomear: uma sensação difusa de vazio, irrealidade, cansaço de existir. Não perguntam diretamente “o que isso significa?”, mas comunicam, de muitas formas, a experiência de não se sentirem plenamente existentes.

Foi nesse contexto que uma pergunta passou a orientar meu trabalho clínico: como alguém começa a existir como alguém? Não como paciente, não como diagnóstico, não como sujeito funcional ou adaptado - mas como alguém que sente que a própria vida lhe pertence.

Na prática clínica, essa pergunta exige reconhecer que há sofrimentos que não se organizam a partir do conflito neurótico clássico. Há pacientes cujo sofrimento está ligado a falhas precoces de sustentação emocional, falhas que comprometeram a continuidade da experiência de ser. Nesses casos, a interpretação - especialmente quando precoce - pode produzir mais fragmentação do que integração.

Aprendi, muitas vezes errando, que interpretar nem sempre é cuidar. Em certos momentos, interpretar pode se tornar uma intervenção intrusiva. Não por falta de técnica, mas por inadequação temporal. O paciente ainda não dispõe de um self suficientemente integrado para se beneficiar da interpretação. Antes disso, ele precisa de experiências de sustentação.

No início da carreira, a interpretação funciona quase como um salva-vidas. Ela nos protege da angústia do silêncio, da sensação de não saber, do medo de “não estar fazendo nada”. Mas aprendi - muitas vezes tarde demais — que interpretar cedo demais pode ser uma forma elegante de interromper o que ainda está tentando nascer.

Há pessoas que não precisam ser interpretadas. Precisam ser sustentadas.

Demorei para aceitar isso. Sustentar dá mais trabalho do que interpretar. Sustentar exige que eu esteja inteiro, e não apenas intelectualmente preparado. Exige tolerar não compreender tudo, não organizar tudo, não avançar no ritmo que aprendi nos livros. Exige suportar ver alguém existir de modo precário, instável, confuso - sem tentar consertar isso imediatamente.

Ao longo dos anos, fui compreendendo que minha função clínica, em muitos atendimentos, não era promover insight, mas não interromper o processo de vir-a-ser do paciente. Isso implica oferecer um enquadre estável, uma presença confiável e uma relação que não exija desempenho psíquico imediato.

Assumir a clínica como sustentação do ser modifica profundamente a posição do terapeuta. Passamos a reconhecer que o silêncio pode ser terapêutico, que a regressão pode ser necessária e que o ritmo do paciente deve prevalecer sobre a ansiedade do terapeuta por resultados.

Nesse ponto, o conceito de falso self também mudou de lugar para mim. Ele deixou de ser algo a ser desmontado e passou a ser compreendido como uma organização defensiva necessária, construída para garantir sobrevivência psíquica em contextos ambientais insuficientes. O trabalho clínico não é eliminar o falso self, mas criar condições para que o verdadeiro self possa emergir com segurança.

Essa emergência não acontece por convencimento, mas por experiência. Ela aparece quando o paciente sente que não será invadido, corrigido ou abandonado. Quando percebe que pode existir no espaço clínico sem precisar se adaptar constantemente às expectativas do outro.

Um indicador clínico importante desse processo é a possibilidade de brincar. Brincar, aqui, não no sentido lúdico infantil, mas como capacidade de transitar entre realidade interna e externa com relativa liberdade. Quando o paciente começa a brincar - com ideias, palavras, imagens, associações ou silêncios - algo da vitalidade psíquica está sendo restaurado. Onde não há brincar, a vida tende a se tornar obrigação, desempenho, controle. A clínica, quando perde o brincar, vira mais um espaço de exigência. Dentre as referências, recomendo que leia livros do Winnicott.

Nesse percurso, encontrei grande ressonância no humanismo, no existencialismo e na psicologia budista. Cada uma dessas abordagens, à sua maneira, sustenta uma ética clínica baseada no respeito à experiência vivida e na recusa de intervenções invasivas ou normativas. Elas nos lembram que o sofrimento humano não é um erro a ser corrigido, mas uma experiência a ser acolhida e compreendida no tempo possível.

Uma das aprendizagens mais importantes foi reconhecer que nem todo sofrimento pede interpretação. Alguns pedem presença. Presença estável, não intrusiva, capaz de sobreviver ao silêncio, à dependência e à desorganização temporária do paciente. Presença que diz, sem palavras: eu fico.

Essa posição clínica exige maturidade emocional do terapeuta. Exige tolerância à incerteza, à lentidão e ao sentimento de “não estar fazendo nada”. Exige, sobretudo, a capacidade de sustentar o paciente sem recorrer precocemente à técnica como defesa contra a própria angústia.

Com o tempo, minha concepção de saúde também se transformou. Saúde deixou de ser ausência de sofrimento ou resolução de conflitos. Passei a reconhecê-la quando o paciente começa a sentir que a vida vale a pena ser vivida, mesmo em meio à dor. Quando ele se sente real, presente, autor da própria experiência - não apenas funcionando.

Se você está começando agora na clínica, talvez eu possa lhe dizer algo que ninguém me disse com clareza: você não precisa saber tudo. Não precisa interpretar tudo. Não precisa salvar ninguém. O que você precisa, sobretudo, é não destruir o que ainda tenta nascer.

Ao longo da prática clínica, aprendemos que nem todo sofrimento pede compreensão imediata, e que nem toda intervenção precisa se traduzir em interpretação. Há momentos em que a tarefa terapêutica fundamental é oferecer um espaço suficientemente estável para que a experiência possa se organizar por si mesma.

Para quem inicia na clínica, talvez seja importante lembrar que o trabalho mais delicado não é acelerar processos, mas não interromper aquilo que ainda tenta nascer. Sustentar a escuta, respeitar o tempo do paciente e reconhecer os limites da técnica são gestos simples, mas profundamente transformadores.

Em muitos casos, a psicoterapia não começa quando o paciente entende, mas quando ele passa a se sentir real. E acompanhar esse processo, com presença e responsabilidade, já é um exercício clínico de grande profundidade.

Em muitos casos, ser psicoterapeuta é simplesmente oferecer um espaço suficientemente confiável para que alguém possa, talvez pela primeira vez, começar a existir como alguém.

E isso, do ponto de vista clínico, já é um trabalho profundo.

Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro

  • Psicoterapeuta de adolescentes, adultos, casais e gestantes – Presencial e Online.
  • Psicólogo Orientador Parental
  • Escritor.
  • Contatos: www.psipaulocesar.psc.br
Veja a VITRINE DOS MEUS LIVROS: https://www.blogdopsicologo.com.br/2025/11/vitrine-dos-meus-livros.html