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O VERDADEIRO PROCESSO TERAPÊUTICO

Por Paulo Cesar

Se pensarmos criticamente sobre o que anda ocorrendo no mundo da psicologia, concluiremos que o momento atual é, no mínimo, preocupante. A cura imediata e fácil está sendo apregoada pelos quatro cantos do mundo através de "técnicas milagrosas", independentes, que de modo algum baseiam-se na compreensão da individualidade humana. Propagam-se curas instantâneas como se esses resultados pudessem ocorrer sem a devida consideração à qualquer necessidade de crescimento e sem a correta consideração ao potencial real e ao gênio inato de cada um. Como psicoterapeutas, optamos pelo bem estar e saúde mental do homem.

O laborioso caminho que escolhemos nos remete a promover o desenvolvimento e melhorar as condições das pessoas através da abordagem clínica psicológica. Em momento algum, devemos agir em termos de alegrias instantâneas pois assumimos que o processo terapêutico leva algum tempo, e não apenas em uma sessão individual ou um festivo e único momento grupal. Estalar os dedos e dizer "venha, vamos ser felizes" é uma atitude irresponsável. É verdade que se pode acelerar tudo mas o resultado final é efêmero. Imagine uma ponte sendo construída aceleradamente, sem os cuidados típicos da engenharia que alicerçam a estabilidade e segurança futura da obra: à passagem do primeiro automóvel provavelmente a ponte ruirá. Da mesma maneira, a primeira emoção/frustração/afeto mais marcante poderá ser suficiente para encerrar o pseudo-equilíbrio instalado pela cura imediata.

O verdadeiro processo terapêutico é bem consistente. Tentamos preencher os buracos da personalidade para torná-la novamente inteira e completa. Sendo realizado com profundidade e dedicação, pressupõe empenho (do psicólogo e do paciente) e tempo!

Uma modificação em termos de uma maior auto-aceitação deve ser estimulada através do processo terapêutico. Com isso, poderemos jogar fora todos os papéis sociais artificiais que aprendemos ao invés de aprendermos um outro novo papel. Perceberemos que cada vez que tivemos que aprender um novo papel artificial ficávamos excitados, ansiosos por estarmos em dúvida, inseguros quanto ao papel que deveríamos representar. Isso é fácil de entender: se não sabemos se vamos agradar e/ou convencer, nós hesitamos; o coração, então, dispara e a excitação não flui para a ação à medida em que a ação ainda não pode ocorrer e é assim que nos vemos com o "medo do palco". Em outras palavras, a ansiedade é o vácuo entre o agora e o depois. Se estamos no agora, não podemos ficar ansiosos já que a excitação flui em atividade espontânea, própria do momento atual. Se estamos no agora, somos criativos e inventivos. Dessa forma, para o psicoterapeuta, estar preparado, com os olhos e ouvidos abertos como em toda criança pequena, liberando a espontaneidade e aceitando a personalidade total, é um bom caminho para a solução.

O pensamento moderno despertou uma nova consciência nos homens que reforça, sobremaneira, a busca da recuperação da personalidade total. Estamos aprendendo que produzir coisas, viver para coisas e trocar coisas não é o verdadeiro sentido da vida. Estamos aprendendo que a vida deve ser vivida e não comercializada, conceituada e restrita a um modelo de sistemas. A manipulação e o controle não constituem, de forma alguma, a alegria de viver. Enquanto pessoas modernas, contemporâneas, estamos escolhendo sermos reais e existirmos; o homem contemporâneo aprendeu a assumir posição, a desenvolver seu centro. Nesta evolução (ou retomada), nossa sugestão é de que façamos uma reflexão a respeito da base do existencialismo: uma rosa é uma rosa é uma rosa. Eu sou o que sou e, neste momento, não posso ser diferente do que sou.

Vale à pena estender a reflexão ao que diz a velha citação de F. Perls:"Eu faço minhas coisas, você faz as suas. Não estou neste mundo para viver de acordo com suas expectativas e você não está neste mundo para viver de acordo com as minhas expectativas: Você é você e eu sou eu. E se, por acaso, nos encontrarmos, é lindo. Se não, nada há a fazer."

(Reflexões a respeito do texto "Gestalt Therapy Verbatim - Introdução", de F. Perls)

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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar

Psicoterapeuta de adolescentes, adultos, casais e gestantes. Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista. Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marque uma consulta pelos fones 11.5081-6202 e 94111-3637 ou pelos links www.psicologopaulocesar.com.br ou www.blogdopsicologo.com.br  

2 comentários:

  1. Paulo, parabéns pela criação deste blog!! Realmente o objetivo de entendimento do processo terapeutico é importante para nossos anseios de crescimento e felicidade.
    Estarei acompanhando os textos aqui divulgados e mais que isso, quando possível nos convide para uma palestra.


    Milza Helena

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  2. Mto bons seus textos doutor! Até mais!

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