ARTIGOS MAIS LIDOS:
Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

LIVRE-SE DOS APEGOS E SEJA FELIZ

(Série: Reeditando artigos interessantes)

Há um fato inquestionável e muito preocupante, segundo a ótica da psicologia, que é o seguinte: em nossa sociedade, quase todas as pessoas tem medo da morte. Por que é preocupante? Ora, porque a psicologia visa o ser humano feliz e dedicado à vida, e, se uma pessoa quiser apreciar plenamente a vida, precisa enfrentar esta realidade, ou seja, aceitar que a impermanência e a morte são partes integrantes do estar vivo; e isso, numa medida ideal, deve vibrar dentro de nós e despertar-nos. Compreendendo o sentido da impermanência, muitos dos aspectos da vida que eventualmente se percebe como fascinantes e espetaculares podem parecer um pouco menos atraentes, além de, mais facilmente, facilitar o desapego às coisas e a perda de muitos medos, inclusive da pequena casca de proteção que envolve o ser. Pensar na impermanência da vida desperta o ser humano e lhe dá conta de que nesse exato momento ele está simplesmente vivo!

Os padrões de hábitos de uma pessoa são muito difíceis de quebrar e, quando fazem a tentativa de quebrá-los, sempre aparecem obstáculos que são os desejos e os apegos, os quais induzem a pessoa a repetir os mesmos modelos destrutivos. O psicólogo constata, durante a psicoterapia, que as necessidades emocionais de um paciente, por exemplo, não somente se habituam às coisas materiais, como também à sua auto-identidade. Isso passa a ser um dos focos da psicoterapia pois enquanto a pessoa não se solta de seus apegos à personalidade e à auto-imagem, será difícil até ver esses padrões de vida, quanto mais mudá-los. Percebe-se que, às vezes, a pessoa renuncia a coisas importantes como o dinheiro, o próprio lar, etc., sem grandes dificuldades. Mas os apegos emocionais, tais como o elogio, a censura, o ganho e a perda, o prazer e a dor, as palavras bondosas ou mesmo as ásperas, são muito sutís. Estão além do nível físico... existem na personalidade ou na auto-imagem e as pessoas não estão dispostas a deixá-los partir.

Devemos, então, atentar para o fato de que os nossos apegos exercem uma influência magnética, que nos retém num lugar como se estivéssemos na prisão. É difícil dizer se essa força controladora provém de nossos atos passados, do nosso medo da morte ou de alguma origem desconhecida: o fato é que não podemos nos mover e, assim, toda a sorte de frustração e mais sofrimento. Mas à proporção em que crescem a compreensão e a percepção, ou seja, ampliamos a consciência pessoal, vemos como é importante trabalhar psicoterapeuticamente as nossas emoções, apegos e negatividades, passando a reconhecer que a solução final vem de dentro. É nesse momento, em que se desperta para esta penosa condição que a pessoa começa a mudar suas atitudes mais íntimas com algum progresso verdadeiro, pois as mudanças estão dentro da pessoa, dentro de cada um de nós. Quando e observa, com cuidado, os sentidos e sentimentos íntimos, a pessoa aprende a aceitar-se, a apreciar-se e estar abertos para os outros. Através da integração e do equilíbrio da mentes e do corpo é possível atingir a paz interior e a alegria que é o amor.

Freqüentemente, sentimo-nos desconfortáveis no presente e aflitos porque o que quer que esteja acontecendo é um “tanto e quanto” inesperado. Achamos difícil relacionar-nos aberta ou diretamente com as situações; fato é que enquanto focalizarmos o passado ou o futuro, nunca lidaremos com o presente e, assim sendo, ele nunca nos dará uma satisfação verdadeira. Quando encontrarmos, dentro de nós, a inspiração, abertura e equilíbrio, nossas vidas se tornarão genuinamente felizes e dignas de serem vividas, e poderemos então, encontrar felicidade (até em nossos trabalhos), pois a base do caminho espiritual é o desenvolvimento em nós mesmos, do que é verdadeiramente equilibrado, natural e significativo.

Enfim, quero dizer que o desfrutar a vida pode ser extremamente importante, porém, freqüentemente, as pessoas projetam a satisfação no futuro, de modo que suas vidas se enchem de sonhos vazios. Isso não quer dizer que se deve deixar de fazer planos inteligentes para o futuro, mas que as pessoas devem viver mais plenamente no presente, e assim, crescerem na direção de suas metas futuras até alcançá-las. Quando uma pessoa se abre para a sua experiência presente, compreende que, exatamente agora, pode desfrutar a sua vida.

Espero que tenha gostado desse artigo. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) - acesse-os! CLIQUE AQUI para ler um artigo sobre a depressão na adolescência.

Compartilhe com seus amigos!

Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marcação de consultas pelo tel. 11.94111-3637 ou pelo whatsapp 11.98199-5612

3 comentários:

  1. obg por alertar-nos em relação a tal assunto tão importante.

    ResponderExcluir
  2. RDN / PB
    Acho que foi TOTALMENTE baseado em mim...rs

    ResponderExcluir
  3. Rubem Vilas Bôas8 de julho de 2010 11:45

    Muito bom o texto. Pensemos então: "Para a maioria de nós, o passado é um lamento, o futuro uma expectativa de algo melhor, mas de fato o presente é uma experiência que efetivamente conta."

    ResponderExcluir