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A SINDROME DO "BONZINHO"

(Série: Reeditando artigos interessantes)

De repente, a ansiedade! Sem explicações, sem “nada” para justificar, bate aquela ansiedade que piora muito quando o a pessoa se questiona sobre o que pode fazer pelo outro, como poderá ajudar outra pessoa nesse estado. Com freqüência, a isso acompanha a depressão, as dificuldades de relacionamento, as incertezas profissionais, a sensação de ser vítima de alguém, a raiva de si mesmo e até a somatização de doenças como colites, gastrites, palpitações, alergias, dores de cabeça, nas costas e outras partes do corpo, inflamações diversas, etc...

Cuidado, você pode ter a “síndrome de bonzinho”! Ou seja, você pode ser aquela pessoa que vive para agradar os outros porque foi educado para isso. O “bonzinho” coloca em primeiro lugar, a satisfação dos desejos dos outros em detrimento dos seus próprios desejos. Quer alguns exemplos disso?
  • Você está com pressa e um amigo ou parente lhe telefona e inicia uma conversa boba, “gastando” o seu tempo. Você tem que sair mas fica com vergonha de dizer que precisa desligar o telefone e acaba chegando atrasado em seu compromisso.
  • Você sempre permite que alguém com pressa, entre na sua frente na fila do supermercado.
  • Mesmo não querendo nem precisando, acaba comprando algo somente para ajudar o vendedor.
  • Mesmo que esteja “atolado” de trabalho, faz as tarefas do seu colega porque está percebendo que ele não administra bem o próprio tempo.

Entendeu? Você está pagando um preço muito alto por sobreviver agradando as pessoas e agora está sentindo um peso enorme para controlar a sua expressão espontânea. Os seus amigos também perdem com isso; veja alguns exemplos:
  • Como você apóia todo o mundo, eles não saberão se podem contar com você numa discussão, num conflito.
  • Como você não quer magoar ninguém, os amigos deixam de ouvir a sua opinião real sobre eles, se esta for negativa.
  • Como você acumula um “monte de coisas”, vai acabar explodindo com um amigo mais desprotegido por um motivo pequeno.

Está na hora de você defender a si próprio! O primeiro passo é valorizar a si próprio, reconhecer e aceitar os próprios dons, e desenvolver o amor-próprio. O segundo passo é utilizar os recursos da comunicação assertiva, que é um conjunto de ações que tomadas no interesse próprio permitem a comunicação de sentimentos (positivos ou negativos,) transmitindo-os de forma direta e franca, sem violar os direitos de terceiros. Como auto-estima e assertividade andam de mãos dadas, a proposta é que você se comunique com autoconfiança e auto-respeito, transmitindo uma mensagem clara sobre a sua posição a respeito de um determinado assunto. Se você fizer isso, fará menos uso de mecanismos de defesa, não acumulará insatisfações ou frustrações, e não precisará expressá-las através de seu corpo.

O segredo para se livrar da “síndrome do bonzinho” é o autoconhecimento, pois quando a pessoa ilumina o que esconde de si próprio (e dos outros), mais verdadeiro e autêntico se torna, tendo em conseqüência uma significativa melhoria em seus relacionamentos, pois deixará de ter medo de se expor, usará um tom de voz moderado, adotará uma postura tranquila, ouvindo atentamente a outra pessoa, fará perguntas para entender o que ouve e, em casos de conflitos, buscará soluções que agradem a todas as partes. Ah!, principalmente saberá dizer “não”, saindo da carapaça da “síndrome do bonzinho”.

Pode ser que para você, isso não seja tão fácil; então, é hora de procurar um psicoterapeuta, um profissional que lhe ajude a reposicionar-se na vida (ressignificando-a), a descobrir o que verdadeiramente você é, e auxiliando em sua re-educação afetiva. Mas atenção: procure um profissional com formação adequada, um psicólogo ou um psiquiatra que tenham preparo de longo tempo em psicoterapia.

Espero que tenha gostado desse artigo. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (
www.blogdopsicologo.com.br) - acesse-os! CLIQUE AQUI para ler um artigo sobre alcoolismo.

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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais. Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista. Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marcação de consultas pelo tel. 11.94111-3637 ou pelo whatsapp 11.98199-5612

6 comentários:

  1. Conheco um amigo com dificuldades de relacionamento e com muita incerteza profissional, a sensação que tenho é que ele está com depressão.

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  2. Eu tb conheço um, gente boa, mas com os mesmos sintomas, além de dificuldades de relacionamento e incerteza profissional, é bipolar e vive a base de rivotril e ainda tem problema de concentração. Fico com muita pena de vê-lo assim!!

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  3. E eu sei o que é isso, e não é facil...

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  4. Eu fiz de tudo para ajudar uma pessoa com a qual me relacionava. De nada adiantou e quase fiquei com depressão também. Mas tive a sorte dele terminar o relacionamento devido a dificuldade que ele tinha de se relacionar. Só então percebi o quanto aquela convivência me fazia mal e me deixava com baixa auto estima. Sinto pena de não ter podido ajudá-lo. Pois sei que ele sofre muito com esse problema.

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  5. A gente quer ajudar as pessoas que tem problemas ou melhor dizendo,conflitos psicologicos.Mas sem conhecimento e sem a vontade de quem sente isso de se tratar nao podemos fazer muita coisa.

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  6. Esse tipo de ajuda só funciona quando há interesse mútuo.

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