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Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

A FORÇA QUE TEM OS “FILHOS DO MEIO”

É muito comum falarem coisas estranhas (no mínimo) que acabam estereotipando os chamados “filhos do meio”! Muitos os consideram negligenciados, ressentidos, sem motivações, com visão negativa sobre a vida ou que se sentem “não pertencentes” ao grupo familiar! Em outras palavras, pessoas que sofrem da "Síndrome do Filho do Meio". Há, inclusive, estudos de algumas universidades sobre essas pessoas reforçando a idéia negativa sobre elas, como o da Stanford University, que tenta mostrar que os “filhos do meio” são mais invejosos, menos ousados e menos faladores, se comparados aos filhos que nasceram antes ou depois deles.
Minha opinião é que “filhos intermediários” não são quadros de lembranças amarguradas pendurados nas paredes! Eles são seres sociais e importantes colaboradores dos grupos que fazem parte. Se os “filhos do meio” são tão ressentidos e amargos, por que eles são mais cooperativos e confiam em suas amizades? E por que eles são líderes tão bem sucedidos? Você sabia que cerca de 52% dos presidentes norte-americanos foram ou são “filhos do meio”? Martin Luther King, Abraham Lincoln e Madonna, pessoas visionárias com fortes qualidades de liderança e “filhos do meio”.
Embora os “filhos intermediários” sejam algo negligenciados, tanto pelos pais quanto pelos pesquisadores, o fato é que eles realmente se beneficiam disso a longo prazo, pois se tornam mais independentes, pensam diferente (fora da caixinha), resistem bem às pressões e são mais empáticos. Isso lhes dá grandes habilidades como funcionários e também os torna excelentes amigos e parceiros.
Os “filhos do meio” são mais focados do que pensamos. A maioria das pessoas considera o primogênito como tendo mais motivação e ambição, mas eles também estão ambicionando viagens a vários lugares. Baseiam-se mais em princípios e conceitos, como justiça, poder de ganho ou prestígio e, amiúde, são muito motivados por causas sociais. Ainda assim, quando eles entram em um negócio mais tradicional, tornam-se grandes inovadores e líderes de equipe, como Bill Gates.
Gostaria de fazer um rápido comentário sobre algumas das características especiais do “filhos do meio”. Eles são excelentes negociadores, como Anwar Sadat, famoso militar e político egípcio, presidente do seu país de 1970 a 1981, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1978. Estão acostumados a não seguir o caminho que escolheram e, assim, tornam-se “manejadores” experientes e habilidosos. Eles conseguem ver todos os lados de uma questão, são empáticos e julgam bem as reações dos outros. Também estão mais dispostos a se comprometer, e assim podem argumentar com sucesso. Como muitas vezes tiveram que esperar sua vez um pouco mais quando crianças, acabam ficando também mais pacientes quando adultos.
Essas pessoas são pioneiras, como Charles Darwin, naturalista e biólogo britânico, criador da Teoria da Evolução, e mais propensos a efetuar mudanças do que qualquer outra pessoa com diferente ordem de nascimento. Isso se deve ao fato de ter assumido riscos ao abrirem-se para experimentar coisas novas quando crianças. Um estudo, por exemplo, mostrou que 85% dos “filhos do meio” são abertos a novas ideias, como foram quanto à fusão a frio, em comparação com apenas 50% cento dos primogênitos.
E tem mais! Os “filhos intermediários” são buscadores e propagadores da justiça, como Nelson Mandela (advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993 e pai da moderna nação sul-africana) e Susan B. Anthony (uma das percussoras da luta pelos Direitos das Mulheres). Focados na justiça, identificam as injustiças em suas famílias e estão sintonizados com as necessidades dos outros à medida que crescem.
O lado difícil dos “filhos do meio” também deve ser considerado. Por exemplo, elas têm que trabalhar a mais para superar as noções preconcebidas negativas que as pessoas têm deles - ou seja, se você acha que os “filhos do meio” não são tão focados, carismáticos, inteligentes, etc., você contrataria um deles? Não se pode negar que a maioria deles têm uma autoestima mais baixa do que os demais devido à falta de exclusividade e atenção em casa quando crianças – se bem que isso pode ser algo realmente positivo, já que não são pessoas egóicas. Além disso, a autoestima não é tão crítica quanto a nossa sociedade acredita. Ter uma noção precisa da sua autoestima é mais importante do que ter uma alta autoestima. Surpreendentemente, novos estudos mostram que a alta autoestima não se correlaciona com melhores notas na escola ou maior sucesso na vida – pois pode extraordinariamente levar a uma falta de perseverança diante das dificuldades.
Finalmente, podemos dizer que os “filhos do meio” evitam provocar situações pois eles não gostam de conflito. Isso pode vir a ser ruim pois podem tender a evitar a solução de problemas no casamento ou no trabalho. Ainda, a dificuldade em dizer “não” pode fazer com que amigos ou colegas de trabalho aproveitem-se deles, afinal são tão confiantes e cooperativos!
Um estudo conduzido mostrou que os “filhos do meio” são mais abertos e aventureiros em relação ao sexo, porém menos propensos a traições quando estão em um relacionamento monogâmico do que os nascidos em outras posições na sequência de nascimentos. Uma pesquisa de felicidade conjugal realizada em Israel mostra que os “filhos intermediários” são os mais felizes e mais satisfeitos nos relacionamentos, e que eles se associam bem aos primogênitos ou aos caçulas e menos a outros “filhos do meio”, o que seria uma forma de evitar conflitos. Do mesmo modo, foi descoberto numa pesquisa com os pais, que essas pessoas são ainda mais permissivos do que os caçulas, o que é muito inesperado. São pessoas que querem dar estrutura e regras aos seus filhos, mas também querem ser livres para fazer escolhas. E, curiosamente, embora os caçulas sejam inclinados a ser pais permissivos, essa permissividade refere-se mais sobre não querer ser incomodado com as regras.
Como o crescimento e desenvolvimento do filho do meio influencia a sua vida adulta, carreira e relacionamentos? Bem, uma posição familiar relaciona-se com os trabalhos para os quais a pessoa é atraída e como ela interage com os outros no local de trabalho. Os “filhos intermediários” são flexíveis, independentes, mas também sociais. Eles não precisam ser supervisionados e essas são habilidades críticas no mundo do trabalho moderno. Eles seriam bons professores, atores, assistentes sociais, diplomatas - mas não seriam tão bons num trabalho onde estivessem isolados, como programadores de computador, ou quando ocupassem uma posição de autoridade na qual teriam que gerenciar outras pessoas. A empatia pode causar estresse - eles seriam bons advogados de defesa, mas não bons promotores! Suas habilidades de negociação são benéficas para os relacionamentos românticos, pois são pessoas que se enquadram bem com todos.
Se eu tivesse que fazer algum comentário a “filhos do meio”, certamente eu não esqueceria de dizer que:
  • às vezes você precisa ser capaz de se afastar, especialmente quando você está sendo explorado, e às vezes você precisa dar um passo à frente, como quando há um conflito que você simplesmente não pode evitar.
  • você será mais feliz se continuar a traçar seu próprio caminho ao longo da vida e correr riscos calculados.
  • você é moderado e equilibrado por natureza, então não tenha medo de provocar situações de vez em quando.
Aos pais de “filhos do meio”, eu gostaria de lembrar que seus filhos são bem sociáveis e muitas vezes passam bastante tempo com os amigos. Eles podem parecer reservados mas são dedicados apenas às suas “famílias escolhidas”. Gostam de estabelecer seus próprios círculos e dependem muito dos amigos – e isso não é uma reação negativa à vida familiar. Não se preocupem muito com a forma como vocês estão dividindo a atenção entre seus filhos - vocês não estão prejudicando os “filhos intermediários”. Certamente eles alcançarão o que desejam exatamente por causa da maneira como estão sendo criados, e desenvolvem estratégias e habilidades que os colocam em boa posição quando adultos.
Espero que essas informações sejam úteis para você, esclarecendo alguns aspectos da psicologia dos “Filhos do Meio”. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! CLIQUE AQUI para ler mais como e por que os adolescentes devem aprender com seus próprios sentimentos!
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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marcação de consultas pelo tel. 11.94111-3637, pelo whatsapp 11.98199-5612 ou pelo email paulocesar@psicologopaulocesar.com.br

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