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Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

PESSOAS DE SUCESSO TAMBÉM BUSCAM PSICOTERAPIA


O sucesso não torna as pessoas imunes à depressão, problemas de relacionamento com esposa(o) ou namorada(o), dificuldades de relacionamentos com pais ou filhos, estresse ou qualquer outra coisa de ordem psicológica. Pessoas de sucesso fazem psicoterapia e costumam buscar um psicólogo tão logo um dessas complicações ocorrem. Mas, além desses problemas comuns que muitas vezes levam as pessoas à psicoterapia, há outros que são um pouco mais exclusivos para as pessoas que atingem altos níveis de realização. Quero, aqui, abordar algumas das razões mais comuns pelas quais as pessoas bem sucedidas procuram psicoterapia.
Há pessoas que mantém uma persistente sensação de que não são boas o suficiente, apesar do sucesso que alcançaram. Essa sensação é realmente algo problemático, mas é igualmente, uma condição diagnosticável. A despeito da competência e perícia comprovadas, neste quadro a pessoa se sente como uma fraude completa e, ao invés de se orgulhar de suas realizações, ela pode atribuir o seu sucesso à sorte ou a um esforço temporário, em vez da capacidade inerente.
As pessoas que apresentam essa condição frequentemente se apresentam ao consultório do psicoterapeuta com uma questão à parte, como ansiedade ou depressão. Eles geralmente não querem reconhecer seus sentimentos subjacentes de inadequação, mesmo para um profissional de Saúde Mental. A questão tende a surgir depois de algumas sessões de psicoterapia. Com o tratamento bem-sucedido, esse paciente passa a pensar sobre si mesmo de acordo com os fatos relacionados à sua conquista, sentindo-se, com isso, cada vez mais autêntica e positivamente orgulhosa dos seus feitos.
Qual o motivo que leva as pessoas a altas realizações? Evidentemente as pessoas de sucesso são motivadas e tem suas razões íntimas para buscarem o sucesso. Elas geralmente trabalham muito, perseveram bastante e se recuperam da adversidade mais rápido do que as outras pessoas. Porém, enquanto algumas pessoas são natural e saudavelmente motivadas, outras tem suas motivações provenientes da mágoa ou da dor. O sucesso pode mascarar temporariamente a mágoa de uma pessoa, mas a angústia se esconde logo abaixo da superfície. Por exemplo, uma criança que ouviu seu pai insistentemente dizer que ela "nunca seria nada na vida" poderá adotar como único propósito de vida, provar que seu pai está errado. Ou alguém que experimentou um doloroso divórcio pode decidir que o sucesso é a melhor forma de vingança. A psicoterapia pode ajudar as pessoas a descobrir como curar suas feridas passadas para que elas possam ser ainda mais eficazes e felizes à medida que avançam.
Um outro motivo que leva essas pessoas de sucesso à psicoterapia é o medo de perder tudo. Quanto mais ela pessoa ganha, mais tem a perder e, infelizmente esse medo de perder tudo pode fazer com que algumas pessoas de sucesso fiquem paralisadas. Elas se preocupam com o fato de estarem a apenas uma decisão de arruinar tudo o que conseguiram com tanto esforço e trabalho.
A psicoterapia pode ajudar as pessoas de sucesso a reconhecer que seu patrimônio líquido não está vinculado à sua autoestima. Sendo bem conduzida, terá como um dos resultados o reconhecimento de que, mesmo que falhem, ainda assim ficarão bem. A terapia também será uma oportunidade de aprender maneiras saudáveis ​​de lidar com a ansiedade e criar estratégias para acalmar a constante dúvida sobre si mesmo.
Sabemos como é triste viver solitariamente. As altas realizações podem afastar pessoas bem-sucedidas dos familiares e amigos. A distância física também pode contribuir para a solidão, um fato muito comum pois empreendedores se mudam para novas oportunidades de emprego. Além disso, pessoas de sucesso são frequentemente colocadas em cargos de gerência de alto nível ou de direção, com muitas atividades que acabam por dificultar que façam amizade com seus subordinados, logo, menos oportunidades de socialização no trabalho.
O tratamento psicológico para lidar com sentimentos de alienação pode envolver ajudar as pessoas a se identificarem e a viverem de acordo com seus valores. Uma pessoa que valoriza amigos e familiares pode reconhecer que está dando muita ênfase ao trabalho, por exemplo. A psicoterapia, ademais, pode encorajar a busca de maneiras de substituir a rede profissional por oportunidades casuais para formar amizades genuínas.
Com muita frequência, a primeira coisa que uma pessoa de sucesso diz ao entrar no meu consultório de terapia é: “Eu provavelmente não deveria estar aqui. Há pessoas com problemas muito maiores que precisam do seu tempo mais do que eu”. Embora haja uma noção comum de que pessoas bem-sucedidas se sintam fortes e autoconfiantes, muitas delas também se sentem culpadas. Elas podem questionar se merecem um carro novo, ou podem se sentir culpados simplesmente por sair de férias!!
A terapia psicológica muitas vezes se concentra em ajudar as pessoas a mudarem suas crenças básicas para que possam deixar de se sentir indignas de suas realizações. O tratamento, além do mais, pode incluir a ajuda às pessoas para que reconheçam como seu sucesso lhes proporciona uma oportunidade de ter um impacto maior no mundo.
Enfim, a cura pela fala, como muitas vezes é chamada a psicoterapia, é capaz de resolver uma infinidade de problemas que podem estar impedindo o seu progresso ou o seu bem-estar. A verdade é que um psicoterapeuta experimentado irá contribuir com você na continuação e avanço em sua caminhada em direção ao seu maior potencial, mesmo se você já for um grande sucesso.
Espero que essa informações sejam úteis para você que em está em dúvida sobre fazer psicoterapia ou não. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! CLIQUE AQUI para ler sobre como a baixa autoestima pode lhe prejudicar em sua vida profissional!
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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marcação de consultas pelo tel. 11.94111-3637, pelo whatsapp 11.98199-5612 ou pelo email paulocesar@psicologopaulocesar.com.br

O FILHO ADOLESCENTE PEDE ATENÇÃO

Introdução do livro "POR FAVOR, OUÇAM! - Como Recuperar a Confiança e o Diálogo com seus Filhos Adolescentes", de minha autoria.


A adolescência é um território em que as certezas se dissolvem, o corpo se transforma com pressa, e as emoções ganham uma intensidade quase inédita. É nesse tempo que o olhar sobre o mundo muda - e o olhar sobre si mesmo também. O que antes parecia simples se torna complexo. O que antes era dito com clareza agora vacila na garganta. Surge uma urgência de ser diferente, de ser único, de ser livre - mas também um medo surdo de não ser suficiente, de não pertencer, de não ser compreendido.

Esse processo, tão natural quanto desafiador, pode provocar abalos na relação entre quem cuida e quem cresce. Há uma mudança de linguagem, de tom, de ritmo. Os pais que antes se comunicavam com facilidade passam a enfrentar silêncios desconcertantes, respostas secas, distanciamentos inesperados. Não raro, sentem que perderam o acesso ao jovem, como se ele tivesse se tornado alguém estranho dentro da própria casa.

Mas o que muda não é o vínculo - é a forma como ele se revela. O que muda não é o vínculo - é a maneira como ele se revela. É preciso sensibilidade para perceber que esse afastamento aparente pode ser apenas uma tentativa de reorganização interna. E é justamente aí que este livro deseja atuar: como ponte, como tradução, como oportunidade de reconexão.

Cada capítulo aqui é um gesto de aproximação. Um esforço para que quem cuida possa não apenas entender melhor a adolescência, mas principalmente se colocar ao lado do adolescente durante essas transições profundas. Em muitos momentos, a fala será direta, como se o próprio jovem estivesse se dirigindo aos seus pais e responsáveis, dizendo: “olhe para mim com menos pressa, escute o que eu não sei explicar.” Em outros, trago a escuta clínica e afetiva construída ao longo de minha jornada com famílias e jovens, oferecendo novas chaves de compreensão, acolhimento e sustentação da relação.

Um dos principais objetivos desta obra é ampliar o olhar dos adultos sobre o que está por trás de certas reações adolescentes. Por trás da impaciência, pode haver insegurança. Por trás do silêncio, um pedido de reconhecimento. Por trás da irritação, a tentativa desajeitada de se proteger. Nem tudo o que machuca é dito. E muitas vezes, aquilo que mais fere se oculta sob uma aparente indiferença.

Ao escrever, mantive uma linguagem acessível, fluida, afetiva - para que a leitura não se transforme em mais uma cobrança, mas sim em um convite: um convite ao diálogo possível, ao olhar sem julgamento, à presença que acolhe. Pais e mães não precisam ser perfeitos. Precisam apenas estar dispostos a aprender - e reaprender - a amar de um modo que seus filhos consigam sentir.

Porque a adolescência, embora envolta em contradições, é um momento precioso. É nela que brotam os primeiros contornos da identidade, as primeiras escolhas de autonomia, as primeiras experiências de confronto com o mundo e com a própria vulnerabilidade. É um tempo em que a escuta - principalmente a emocional - pode fazer toda a diferença. E é também um tempo em que cada gesto de cuidado, mesmo os mais discretos, é absorvido com uma intensidade silenciosa e inesquecível.

Este livro não pretende substituir o encontro direto entre pais e filhos. Mas pode, talvez, facilitar esse reencontro. Pode ajudar a criar condições para conversas mais verdadeiras, mais respeitosas, mais tocadas de humanidade. E pode, quem sabe, restaurar pontes que pareciam frágeis demais para sustentar o afeto.

Se você está aqui, lendo estas linhas iniciais, é sinal de que deseja se aproximar mais do universo emocional do seu filho ou filha adolescente. Esse gesto já revela um enorme passo em direção ao outro. Que esta leitura seja companhia. Que ela traga consolo, lucidez e, sobretudo, esperança. Porque quando um adulto se dispõe a ouvir de verdade, o adolescente encontra, enfim, um espaço seguro para ser - e crescer.

O livro impresso está disponível para venda. Clique em:

ou

O livro digital (e-book) está disponível para venda (R$ 49,90). Clique em https://www.amazon.com.br/dp/B0FMFTGFY8 

Um abraço,

Paulo C. T. Ribeiro

  • Psicoterapeuta de adolescentes, adultos, casais e gestantes – Presencial e Online.
  • Psicólogo Orientador Parental
  • Psicólogo clínico de linha humanista existencial e de orientação das Psicologias Analítica (Carl Jung), Relacional e Budista.
  • Escritor.
  • Contatos: www.psipaulocesar.psc.br

NOVO LIVRO - FUGAS E ENCONTROS: A Psicoterapia em Terrenos Delicados


Fugas e Encontros: A Psicoterapia em Terrenos Delicados
Autor: Paulo C. T. Ribeiro, psicólogo clínico
Disponível no Kindle Amazon Brasil – R$ 74,99


“Toda fuga é também um pedido de reencontro.” — Paulo C. T. Ribeiro

Entre o silêncio e a palavra, entre o medo e o vínculo, a clínica revela seus terrenos mais delicados. Este livro é um convite a caminhar por eles com sensibilidade, rigor ético e coragem humana.

Em Fugas e Encontros, o psicólogo Paulo C. T. Ribeiro reúne reflexões profundas sobre os impasses da psicoterapia — pacientes resistentes, vínculos desafiadores, sentimentos do terapeuta e os paradoxos que habitam o encontro clínico.

Cada capítulo é construído com base em experiências reais de escuta e em sólida fundamentação teórica, integrando abordagens humanista-existencial, analítica, relacional e fenomenológica.

📘 Leitura indispensável para:

  • Psicólogos, psiquiatras e psicoterapeutas em formação;

  • Estudantes e profissionais de Saúde Mental;

  • Leitores leigos que desejam compreender a alma humana e os bastidores do cuidado psicológico.

✨ Por que ler:

  • Explora, com linguagem acessível e poética, os desafios emocionais da clínica;
  • Ilumina o papel do terapeuta como presença humana, não como técnico infalível;
  • Oferece percepções sobre resistência, transferência, vínculos, silêncios e cura;
  • Inspira quem busca aprofundar sua prática ou sua própria jornada interior.
📖 Prefácio de Dr. Alberto Starzewski Júnior, psiquiatra e psicoterapeuta, que descreve a obra como “um itinerário que conduz pelos caminhos sinuosos da mente, onde toda fuga contém em si o desejo de encontro.”

💡 Edição Kindle – leitura fluida, capítulos curtos e notas clínicas que unem técnica e humanidade.

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VOCÊ QUER MELHORAR A SUA CAPACIDADE DE SER EMPÁTICO?

Veja essas frases: “Você nunca tem paciência apenas para sentar e ouvir!. Tudo o que você quer fazer é tentar consertar as coisas!.
Você simplesmente não entende o quanto doeu quando você disse isso!.
Você simplesmente não entende!"...

Julgamentos como os citados acima e inúmeros outros, ​​no contexto das relações interpessoais, muitas vezes apontam para um problema popular: a falta de empatia pelo outro! E num mundo onde poucos estão conectados “de verdade” aos outros, dar e receber empatia é mais importante do que nunca, afinal, a maioria das pessoas normais e saudáveis anseiam por ser realmente ouvidas e compreendidas. Felizmente, demonstrar empatia é uma habilidade que pode ser aprendida e praticada, considerando principalmente que quando somos empáticos com alguém, a outra pessoa fica com a certeza de que seus sentimentos são importantes e que recebe preciosos “presentes”: a conexão e a validação.

Ser empático significa estar no mesmo nível das outras pessoas. Implica, também, em focar intensamente os sentimentos que o outro está expressando. Trata-se de colocar-se no lugar do outro, reagir às suas emoções com ternura e validar quem ele é e como se sente – você está, numa determinada situação, com essa pessoa tentando entender o que ela está lhe dizendo e como ela está se sentindo.

A empatia é uma condição das relações interpessoais funcionais. Em contextos pessoais, incluindo casamentos, parcerias, amizades e relacionamentos familiares (com filhos, netos, primos, tios, etc.) bem como em contextos profissionais (por exemplo: relacionamentos gerenciais, entre profissionais e clientes, entre médicos, psicólogos e outros profissionais da Saúde e seus pacientes, entre alunos e professores e colegas, e nos vários relacionamentos da vida), ser empático pode promover confiança mútua, levando a uma comunicação aberta e honesta com as pessoas, facilitando assim a resolução de conflitos interpessoais e mudanças construtivas. Podemos, inclusive, considerar que a Inteligência Emocional de uma pessoa (o quociente emocional tem a empatia como componente central) pode, com frequência, ser mais importante do que o quociente de inteligência (QI), mesmo sabendo que a empatia envolve componentes afetivos / emocionais e cognitivos / racionais!

Há uma diferença entre simpatia ou empatia. Receber simpatia pode parecer que alguém sente pena de você ou o coloca numa posição inferior, como se estivesse dizendo: “Coitado, sinto pena de você!”. Empatia, por sua vez, é ouvir e compreender autenticamente a outra pessoa - sem tentar resolver um problema, dizer a ela o que fazer ou contar uma história semelhante sobre você. Quando se está realmente sintonizado com o outro e ouvindo-o com empatia, o foco permanece nele, não em você, que também não precisa concordar com o que ele está dizendo - você está lá para ouvi-lo e se preocupar com o bem-estar dele.

Penso que ser empático é uma virtude, porém, antes de tudo, é importante distinguir entre empatia como um estado de espírito e empatia como um traço de caráter ou disposição. Veja que, nesse caso, o primeiro está relacionado ao segundo na medida em que aqueles que tem a empatia como um de seus traços de caráter tendem a experimentar estados de empatia ao se relacionarem com as dificuldades dos outros. Como um estado de espírito, a empatia envolve a ressonância com o que está acontecendo no mundo subjetivo do outro. Vamos chamar a pessoa com quem você simpatiza de “alvo de sua empatia”. Agora, quando você tem empatia por alguém, não só sabe o que o “alvo” está passando como também sente, embora, como diria o psicólogo Carl Rogers, sem perder a qualidade do “como se”, ou seja, sem perder a objetividade como um observador. 

O filósofo Aristóteles sustentava que a virtude é alcançada através da prática. Assim como as pessoas aprendem a ser verdadeiras, corajosas e justas dizendo a verdade, fazendo coisas corajosas e tratando os outros com justiça, da mesma forma, ser empático requer prática. Para se tornar empático (ou seja, cultivar a virtude da empatia), é preciso praticar. Logo, a questão é: como você pode alcançar a virtude da empatia? Menciono, a seguir, algumas sugestões extraídas da jornada de minha vida pessoal e profissional como psicólogo clínico.

A comunicação é importante para ser uma pessoa empática, então, ouça com atenção não apenas o que está sendo dito, mas principalmente os sentimentos que estão sendo expressos. Durante a conversa, repita para a pessoa o que você a ouviu dizer, para ter certeza de que a está entendendo. Você pode dizer algo como: “Ouvi dizer que você está se sentindo (triste, zangado ou confuso) sobre (seja qual for a situação)”. E é importante fazer isso porque muitas vezes fazemos suposições erradas sobre os demais com base em nossos próprios problemas ou experiências, em vez de ouvir profundamente o que a outra pessoa nos diz. Ainda sobre comunicação, a pessoa que está falando com você pode informar se você a ouviu corretamente. Se isso não ocorrer, peça-lhe gentilmente que repita o que ela quer que você saiba e mostre que deseja entendê-la. Quando você reprisar com precisão o que está ouvindo, reconheça os sentimentos da pessoa evidenciando que acolhe e compreende esses sentimentos. Você pode dizer algo como: “Vejo que você está sofrendo e se sentindo triste, e sei que isso não é bom”. Ou: “Entendo que esta situação o deixa com raiva e frustrado. Apenas saiba que estou aqui com você.”. Quando a pessoa se sentir ouvida, você pode pensar em soluções se ela pedir, mas, por experiência, digo que a maioria das pessoas não quer que você diga o que fazer. Elas só querem que você as ouça e entenda. É possível que você se surpreenda se eu lhe disser que, muitas vezes, a empatia pode ser expressa de maneira muito simples com apenas algumas palavras como: “Caramba, isso é terrível.” Ou, “Uau, isso deve doer.” Ou, “Você deve estar se sentindo realmente traído.”

Um outro macete é concentrar a sua atenção no bem-estar, interesses e necessidades dos outros, e introduzir os valores humanos compartilhados para isso, o que exige alguma capacidade de assumir a perspectiva de valor da outra pessoa. De igual valia é a sugestão de suspender, temporariamente, seus próprios julgamentos e críticas visto que pronunciamentos e clichês sobre superação e como seguir em frente não o aproximarão do mundo subjetivo da pessoa que quer ajudar, o seu “alvo”. Você não sentirá a dor ou angústia dele nem a tensão em seus próprios músculos. Em vista disso, é melhor dispensar suas próprias análises e críticas, evitando concentrar-se em como consertar as coisas. Nesse sentido, podemos dizer que a empatia é “antipragmática”. 

Há um outro dispositivo que pode promover com eficácia a compreensão empática: a reflexão. Sendo uma forma de expressar compreensão empática no contexto de um aconselhamento - exempli gratia -, a reflexão envolve a tentativa de esclarecer o que o outro está dizendo, reflexionando (e não repetindo) o que o “alvo” está pensando ou sentindo: “Parece que você está se sentindo muito desapontado por não ter recebido um aumento”, “Então, parece que você está pensando que os outros o estão julgando negativamente quando você comete um erro”. Isso não só facilita o desenvolvimento da narrativa do “alvo” como também demonstra que ele está sendo ouvido, além de promover maior clareza e compreensão da narrativa. Um costumeiro efeito é aumentar o potencial de “conectar” e “entrar” no mundo subjetivo do outro, em vez de vê-lo de um ponto de vista externo.

A reflexão visa melhorar a própria compreensão do “alvo” ao inserir significados e implicações mais profundas embutidas em sua narrativa. Mas isso tem que ser feito com cuidado para não alterar os significados propostos. Por exemplo, dizer “Parece que você não gosta do seu pai” para alguém que acabou de dizer “Eu odeio aquele filho da puta!” não traz nada para a mesa, seja cognitiva ou emocionalmente. Em contraste, a resposta “Parece que você sente que seu pai não estava ao seu lado quando você precisou dele” pode abrir novos caminhos para expandir a narrativa. De fato, mesmo que a reflexão seja errônea, ela ainda assim pode ajudar a esclarecer as coisas. Entretanto, muitas reflexões imprecisas podem, de outro modo, destruir as perspectivas de empatia com a “pessoa-alvo”. Considere igualmente que se você tem o hábito de falar ou dar sermões aos outros em vez de ouvi-los, provavelmente não será empático, a menos que faça um esforço concentrado para superar esse hábito.

Uma maneira de não ouvir com atenção (e perder algum “potencial de empatia”) é gastar seu tempo falando sobre si mesmo. Na verdade, os outros provavelmente não se abrirão nem compartilharão seus mundos subjetivos pessoais se forem poucas as oportunidades de discussão / debate e, ademais, se pensarem que você está mais interessado em si mesmo do que neles. No entanto, a autorrevelação (falar sobre si mesmo) pode ser uma forma útil e poderosa de se conectar com valores compartilhados quando é relevante e não excessiva. Com efeito, a autorrevelação que aproxima seu próprio mundo subjetivo do mundo do “alvo” pode, por certo, embelezar e aumentar a empatia: “Lembro-me de quando meu pai me disse que eu nunca chegaria a nada; eu sei o quanto isso me fez sentir mal!”. Aqui, a autorrevelação de suas próprias experiências pode ajudar a iluminar a angústia de um amigo ou um paciente por ter sido rejeitado pelo pai.

Digamos que você tenha passado por uma confusão e divórcio e agora está ouvindo um amigo que está vivendo algo semelhante. Se você começar a ver a narrativa de seu amigo como sendo sua e começar a projetar nela as suas próprias emoções e angústias, então o mundo subjetivo de seu amigo se tornará o seu! Perceba que em consequência você não terá mais condições de se relacionar construtivamente com a situação de seu amigo porque agora é sua também! Você, então, vai se perder naquele mundo, nele se afogando ineptamente junto com seu amigo. Por outro lado, se você chegar ao apuro de seu amigo com um frio "supere isso!" e, assim, não conseguir conectar-se com ele, você estará, destarte, muito longe do mundo subjetivo de seu amigo para lhe ser útil. E qual é a distância adequada e como chegar lá?

A recomendação é de não se envolver muito pessoalmente e tampouco se relacionar com isso de maneira muito impessoal. Há de se encontrar, para um bom equilíbrio, a “distância psicológica”, algo que leve à diminuição máxima da reserva sem que ela desapareça. Por exemplo, sua filha adulta conta como ela é infeliz no casamento e como seu marido é egocêntrico e insensível; e conforme ela desenvolve sua narrativa, você se vê ficando cada vez mais irado e prestes a dizer a ela para se divorciar do “idiota”. Mas, em vez disso, você muda sua perspectiva para ressoar com uma apreciação mais profunda dos sentimentos de sua filha - seu sentimento de desesperança, desamparo, negligência e desilusão. Dessa forma, você transforma sua indignação, afastando-a de sua preocupação prática para se concentrar e se conectar com os valores humanos compartilhados que estão em jogo. Como tal, a experiência permanece altamente carregada emocionalmente, mas as distrações práticas – a condenação e o julgamento sobre como resolver o problema são “filtradas”.

Você realmente quer melhorar a sua capacidade de ser empático? Então pratique! É claro que quando emoções fortes são acionadas, nem sempre é fácil praticar com esses filtros que citei, mas é exatamente por isso que a empatia requer prática e perseverança a fim de cultivar o hábito certo - É também por isso que a empatia é uma virtude ou uma excelência do ser humano.

Embora oferecer empatia possa parecer fácil e direto, há, como disse no início desse artigo, uma surpreendente falta dela na cultura atual. Aprender a se tornar mais empático ajudará a aprofundar suas conexões com seus filhos, parceiros, familiares, amigos, clientes e outros. É uma condição verdadeiramente inestimável. Então, eu recomendo que você pratique as sugestões acima quando um amigo, membro da família, colega, cliente ou outro relacionamento seu quiser – apenas - alguém com quem conversar. Uma vez que não é difícil encontrar tais contextos na corrente principal da vida, posso afirmar que é bastante fácil encontrar ocasiões para praticar a empatia. Isso não o tornará perfeito porque ninguém é perfeito, mas pode, de fato, ajudar a torná-lo mais empático, e isso pode, por sua vez, ser de valor inestimável para melhorar a qualidade de seus relacionamentos interpessoais bem como a vida de muitas pessoas de seu círculo de relacionamentos.

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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar

  • Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais. Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista. Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
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