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Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

VITRINE DOS MEUS LIVROS - SOBRE PSICOLOGIA E SOBRE A ARTE REAL

Caros seguidores e leitores,

Escrever, para mim, nasceu do mesmo gesto que escutar: o de acolher o humano em sua profundidade. Cada livro foi gestado entre histórias, silêncios e perguntas que emergiram no encontro com pessoas - pacientes, irmãos, leitores, amigos. Transformar tudo isso em palavras é minha maneira de continuar o diálogo, de dar forma ao invisível e sentido ao que o tempo não explica. Nesta página, reúno as obras que traduzem essa travessia entre a Psicologia, a Filosofia, a Maçonaria e a alma simbólica do existir. São livros que convidam à reflexão, à sensibilidade e ao autoconhecimento - pontes entre a mente e o coração.

Paulo Cesar. T. Ribeiro

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LIVROS SOBRE PSICOLOGIA


ADULTOS EM TERAPIA - Reflexões Sobre Existência e Psicoterapia

Sinopse: A Coragem de Olhar para Dentro. O que realmente acontece quando um adulto decide olhar para dentro de si? Nesta obra sensível e profundamente humana, o psicólogo Paulo C. T. Ribeiro convida o leitor a uma jornada de reflexão sobre a existência e a psicoterapia. O livro traduz anos de experiência clínica em um conjunto de ensaios que desvendam as complexas trilhas da alma humana — um caminho pavimentado por feridas antigas, silêncios guardados e a incessante busca por sentido.

Reflexões que Tocam a Vida Real
Com uma linguagem acessível e tocante, o autor transforma o que acontece no consultório em uma ponte para a vida cotidiana. Cada capítulo funciona como um espelho, discutindo temas universais que nos definem:
  • O Amor e a Solidão: Nossas conexões e nossos vazios.
  • Perdas e Recomeços: A dor de deixar ir e a esperança de iniciar um novo ciclo.
  • Escolhas e Medo de Mudar: A tensão entre a zona de conforto e o salto para o desconhecido.
"Adultos em Terapia" é mais do que uma leitura sobre psicologia; é um convite à escuta. É um lembrete de que a verdadeira transformação começa quando a coragem encontra a palavra, permitindo-nos confrontar o que está guardado.
Este é um livro essencial para quem deseja compreender não apenas a mente, mas o humano que habita em cada um de nós e os caminhos profundos que se abrem na jornada da autodescoberta.

CaracterísticasNúmero de páginas: 245 - Edição: 2ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: Português

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse  "ADULTOS EM TERAPIA":

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REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM: Stories of Healing, Resilience, and Emotional Growth

(Versão em língua inglesa do livro "ADULTOS EM TERAPIA")

The title of this book is REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM: Stories of Healing, Resilience, and Emotional Growth, and I would really like you to understand why I chose it: In the quiet space of the therapy room, pain transforms into dialogue and silence into healing. "REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM" is a moving invitation into the intimate world of psychotherapy, where silence speaks, empathy heals, and the courage to change becomes the most powerful act of all. 

Written by Brazilian clinical psychologist and author Paulo C. T. Ribeiro, this first volume of the PSYCHOLOGY Series explores the depth of human experience through real and inspiring stories.

Transformation Through Connection

The author unfolds the journey of individuals who dared to confront their internal conflicts. Every reflection reveals a universal truth: emotional growth is not the absence of pain, but the rediscovery of meaning and connection.

What the Book Offers:
  • Real Stories: Moments of vulnerability, clarity, and renewal that unveil the essence of the human soul.
  • The Therapist's Role: A compassionate view of the therapist as a witness and companion on the patient's journey toward self-acceptance and resilience.
  • Universal Truth: Readers will be moved and discover, on every page, fragments of their own story of struggle and triumph.
With poetic prose and profound insight, this book is for all those seeking understanding: therapists, students, and anyone navigating the complexities of the human experience.

Features: Digital (e-book), 266 pages - 1st Edition, Color, English language.

Access Links: Click on the name of the website where the books are published and access REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM:

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Note: By Amazon Kindle, print book exclusively available in the US.
Obs.: No Amazon Kindle, o livro impresso está disponível apenas nos EUA.
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A MULHER QUE NÃO PODE SER FRACA - O Valor de Ser Quem Se É

Sinopse: Quando Ser Forte Cansa.

O que acontece quando a força deixa de ser escolha e se transforma em obrigação? Neste livro sensível, profundo e cuidadosamente escrito, o psicólogo Paulo C. T. Ribeiro convida a leitora a olhar para dentro e reconhecer o cansaço silencioso de quem precisou sustentar demais, por tempo demais.

A Mulher que Não Pode Ser Fraca nasce da escuta clínica e humana de mulheres que aprenderam cedo a não cair, a não falhar, a não incomodar — e que, nesse processo, foram se afastando de si mesmas. A obra percorre, com delicadeza e rigor, os caminhos da autoestima fragilizada, mostrando como a autocrítica, a culpa, a exigência constante e a dificuldade de descansar se organizam como modos de sobrevivência emocional.

Reflexões que Tocam a Vida Real

Com uma linguagem acessível, acolhedora e profundamente respeitosa, o autor transforma o que acontece no consultório em uma ponte para a vida cotidiana. Cada capítulo funciona como um espaço de escuta, abordando temas centrais da experiência feminina contemporânea:

  • Força e Cansaço: Quando sustentar tudo vira prisão e a força deixa de proteger.
  • Autocrítica e Valor Pessoal: A voz interna que cobra demais e o valor que precisa ser provado.
  • Limites, Escolhas e Corpo: Aprender a dizer “não”, escolher sem garantia e escutar os sinais do próprio corpo.

A Mulher que Não Pode Ser Fraca não é um manual de autoajuda nem uma promessa de soluções rápidas. É um convite à permanência consigo mesma. Um lembrete de que autoestima não é performance, mas a capacidade de não se abandonar — mesmo nos dias difíceis.

Este é um livro essencial para mulheres que desejam reconstruir o próprio chão interno com mais verdade, dignidade e humanidade, e para todos que desejam compreender, com profundidade clínica e sensibilidade, os caminhos possíveis da autodescoberta e do cuidado de si. 

CaracterísticasNúmero de páginas: 130 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco e colorido na versão e-book, com "orelha", idioma: Português

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FUGAS E ENCONTROS - A Psicoterapia em Terrenos Delicados

Nem sempre o silêncio é recusa. Às vezes, é só o medo de se revelar demais." Este livro convida o leitor a mergulhar na delicadeza e complexidade dos encontros terapêuticos mais desafiadores, aqueles marcados por resistência, ambivalência, desconfiança ou retraimento.

Em vez de buscar soluções prontas, "Fugas e Encontros" propõe uma travessia sensível pelos territórios onde o vínculo é frágil, as palavras hesitam e o afeto é simultaneamente buscado e temido.

O Potencial na Fragilidade

O psicólogo Paulo Cesar Teixeira Ribeiro compartilha o que aprendeu com pacientes que, à primeira vista, poderiam ser considerados difíceis. Ele revela que, é justamente nesses encontros em que a alma se retrai, que reside o maior potencial de transformação.

O que o livro oferece:
  • Escuta Afiada: Uma reflexão profunda sobre como a resistência do paciente pode ser uma forma de comunicação e defesa, e não um obstáculo.
  • Vínculo e Vulnerabilidade: Explora a complexidade das relações humanas e o processo de construção da confiança em ambientes de grande vulnerabilidade.
  • Transformação Genuína: Mostra como a sensibilidade e a profundidade do terapeuta são essenciais para atravessar o medo e alcançar a cura.
Com uma escrita que acolhe, questiona e revela, este é um livro essencial tanto para terapeutas que desejam afinar sua escuta e presença, quanto para qualquer leitor disposto a compreender as sutilezas e a beleza da jornada de autodescoberta nos terrenos mais delicados da psique.

Características: Número de páginas: 197 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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POR FAVOR, OUÇAM! - Como Recuperar a Confiança e o Diálogo com seus Filhos Adolescentes

Você já se sentiu afastado do seu filho adolescente, falando, mas não sendo ouvido? Este livro é um guia afetivo e prático para pais que desejam, de verdade, compreender o mundo interno de seus filhos e descobrir como responder a eles com clareza, acolhimento e firmeza.

Baseado em anos de experiência clínica, o psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro oferece um caminho para superar a rebeldia, o silêncio e a desconfiança, transformando conflitos em oportunidades de aproximação.

O Segredo da Escuta

A obra utiliza um formato inovador: cada capítulo apresenta uma carta imaginária escrita pelo filho, seguida pela reflexão do psicólogo, criando uma ponte essencial de entendimento que falta em muitos lares.

O que você aprenderá:
  • A Mensagem Oculta: O que os adolescentes realmente querem comunicar, mesmo quando estão calados ou agressivos.
  • Ouvir sem Julgar: Como pais podem praticar a escuta ativa para transformar brigas em conversas construtivas.
  • Estratégias Práticas: Formas simples de lidar com críticas, cobranças e expectativas que geram atrito mútuo.
  • Vínculos Fortes: Reflexões profundas sobre amor, limites, confiança e o poder transformador do diálogo familiar.
"Por Favor, Ouçam!" é mais do que conselhos; é um convite para fortalecer os vínculos e construir relações baseadas em empatia e respeito. Se você deseja ser ouvido pelo seu filho e aprender a ouvi-lo de verdade, este livro é o primeiro passo para transformar o diálogo em casa.

Características: Número de páginas: 268 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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LIVROS SOBRE MAÇONARIA



CAMINHOS PARA A LUZ - Filosofia Viva na Arte Real

Sinopse"Caminhos Filosóficos para a Luz" não oferece apenas informação; ele é mais do que uma leitura; é um convite à transformação interior que une, de forma bem-sucedida, as esferas do pensamento, do símbolo e da vivência, resgatando o aspecto prático da sabedoria.

A maior contribuição do livro é mostrar que a filosofia é uma Arte Real e um modo de ser aplicado no dia a dia, e não um mero acúmulo de ideias. Ele ilumina a necessidade de autenticidade, humildade e coragem filosófica para lidar com a complexidade do mundo.

A Essência e o Caminho

Com uma linguagem envolvente, a obra guia o leitor à compreensão de que o trabalho mais importante é o silencioso e constante que cada um realiza sobre si. O livro atua como uma poderosa ferramenta de aprofundamento, devolvendo "frescor à prática e leveza ao dever".

Para quem é este livro?
  • Para o Leitor Não Maçom: Serve como uma excelente e acessível introdução ao universo ético e simbólico da Ordem, desmistificando-a e revelando seu profundo potencial como caminho de aperfeiçoamento humano.
  • Para o Maçom: É uma leitura que reforça os princípios da Arte Real, incentivando a aplicação da filosofia na prática cotidiana.
"Caminhos para a Luz" é altamente recomendado a todos que buscam um sentido profundo e uma ética coerente em sua jornada. É um incentivo a valorizar a interrogação e a consciência como as verdadeiras rotas para a Luz.

Características: Número de páginas: 307 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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SALMO 133 NA MAÇONARIA - União, Ego e Fraternidade

Sinopse: “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.”
Repetido em rituais, ouvido em silêncio e muitas vezes idealizado, o Salmo 133 atravessa séculos como um chamado à fraternidade. Mas o que ele realmente exige de nós - psicologicamente, simbolicamente e eticamente?

Este livro convida o leitor a atravessar o Salmo 133 não como uma citação ritual, mas como um mapa da maturidade humana e iniciática. Uma travessia que revela que a união não é espontânea, nem sentimental, mas construída a partir do trabalho sobre o ego, da integração da sombra e do cuidado com o vínculo.

A União Como Tarefa Interior

O psicólogo e maçom Paulo Cesar T. Ribeiro propõe uma leitura profunda e acessível do Salmo 133, integrando Psicologia, simbolismo bíblico e prática maçônica. Ao longo da obra, o autor mostra que a fraternidade verdadeira nasce quando a maturidade desce à conduta e a suavidade sustenta o convívio.

O que o livro oferece:

  • Leitura Simbólica Viva: Uma interpretação do “óleo”, do “orvalho”, da “barba” e das “vestes” como imagens do amadurecimento emocional e espiritual.
  • Psicologia da Fraternidade: Uma análise clara sobre ego, narcisismo, reconhecimento, conflito e responsabilidade nos vínculos humanos e iniciáticos.
  • Ética e Liderança: Reflexões profundas sobre autoridade, presença, escuta e liderança silenciosa no mundo contemporâneo.

Com uma escrita que acolhe, provoca e aprofunda, este livro é essencial para maçons que desejam viver a fraternidade para além do discurso - e para leitores que buscam compreender como o encontro humano pode tornar-se caminho de maturidade, consciência e vida compartilhada. 

Características: Número de páginas: 297 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 18 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco (impresso) e colorido na versão e-book, idioma: português.

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SINTROPIA E ENTROPIA NA MAÇONARIA - Ordo Ab Chao

Este não é um manual de rituais ou um tratado técnico, mas sim uma travessia simbólica profunda. "Sintropia e Entropia na Maçonaria" é uma jornada reflexiva que estabelece um diálogo essencial com os princípios do Rito Escocês Antigo e Aceito, entrelaçando-os à psicologia, filosofia e espiritualidade viva.

A obra eleva os conceitos científicos de sintropia e entropia a metáforas do processo humano: ciclos de desordem e reconstrução, de queda e reinvenção, de caos e luz (Ordo Ab Chao).

O Caminho e a Arquitetura Interior

O livro mostra que a Maçonaria surge não como um fim em si, mas como um caminho — uma arquitetura simbólica capaz de transformar o mundo exterior a partir da reforma silenciosa que cada iniciado opera dentro de si.

O que o livro propõe:
  • Diálogo de Saberes: Funde a simbologia maçônica com o autoconhecimento, revelando as forças do universo (ordem e desordem) agindo na alma.
  • Transformação Viva: Convida o leitor a compreender que todo rito, toda palavra velada e toda busca espiritual só fazem sentido quando se tornam vida prática.
  • Iniciação Contínua: Reitera que o verdadeiro templo é construído no interior do buscador, e que a verdadeira iniciação é um processo que jamais se encerra.
"Sintropia e Entropia na Maçonaria" é um chamado para transcender a letra e buscar o espírito, essencial para maçons e para todos os que veem no simbolismo um poderoso motor para a evolução pessoal.

Características: Número de páginas: 180 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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SIMBOLOS DA ALMA - Maçonaria Mitologia e Psicologia na Construção do Humano

Em cada símbolo habita uma pergunta antiga. Este livro revela a alma simbólica do ser humano e sua eterna busca por sentido, traçando uma ponte fascinante entre a Maçonaria, a Mitologia e a Psicologia.

Com uma linguagem clara, poética e profunda, o autor Paulo Cesar T. Ribeiro une o olhar do psicólogo e do iniciado para mostrar que o verdadeiro templo a ser construído é o interior. Ele conduz o leitor por uma travessia que integra o silêncio e a palavra, o mito e a consciência, o rito e o autoconhecimento.

A Jornada Simbólica

O livro propõe uma jornada que vai além do estudo, sendo um convite à transformação interior. Ele demonstra como as tradições e os arquétipos servem como ferramentas essenciais para a lapidação do ser.

O que o livro oferece:
  • Visão Integrada: Entenda como os símbolos maçônicos se conectam diretamente aos mitos universais e aos processos da psicologia profunda.
  • Construção Interior: Reflexões sobre como o trabalho ritualístico e a busca por sentido se convertem na construção de um sentido mais pleno de existir.
  • Reencontro com o Sagrado: Um caminho para resgatar a dimensão sagrada na vida cotidiana através da consciência e da reflexão.
"Símbolos da Alma" é uma leitura inspiradora para maçons, terapeutas e todos os buscadores espirituais que reconhecem na vida um caminho simbólico de luz e de humanidade.

Características: Número de páginas: 189 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 75g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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MAÇONARIA, TRADIÇÃO E ETARISMO - Reverenciando o Passado, Construindo o Futuro

Esta é uma obra pioneira que mergulha com profundidade e sensibilidade em um dos temas mais urgentes e silenciosos da Maçonaria contemporânea: o etarismo. Combinando sua vasta experiência como psicólogo clínico com décadas de vivência maçônica, Paulo Cesar T. Ribeiro nos convida a confrontar os impactos da exclusão dos Irmãos mais velhos nas Lojas. O livro não é uma mera denúncia; é um convite à ação ética e fraterna.

O Encontro de Gerações

O autor propõe uma reflexão profunda sobre os efeitos simbólicos e humanos da desvalorização da experiência, e traça caminhos concretos para restaurar a integração intergeracional e a coesão da Fraternidade.

O que o livro oferece:
  • Reconhecimento: Resgata a dignidade e a importância daqueles que carregam a memória viva e construíram os alicerces da Ordem.
  • Ação: Propõe práticas concretas de inclusão, escuta ativa e valorização da experiência acumulada.
  • Conexão: Entrelaça o simbolismo maçônico, a psicologia, a história e a vivência para mostrar que sem o diálogo entre gerações, a Arte Real perde sua alma.
Com uma linguagem clara, estilo afetivo e embasamento sólido, esta obra é um tributo à sabedoria que o tempo oferece e uma convocação a todos os maçons, líderes e estudiosos da tradição: sem reverência aos mais antigos, não há verdadeiro progresso.

Destinado a todos que buscam uma Maçonaria mais justa, viva e verdadeiramente inclusiva.

Características: Número de páginas: 111 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 75g, preto e branco (impresso) e colorido na versão e-book, com "orelha", idioma: português.

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A PEDRA E A PSIQUE - Psicoterapia e Maçonaria como Caminhos de Descoberta

SinopseEste não é apenas um livro; é um convite a uma travessia interior profunda, onde a Psicoterapia e a Maçonaria convergem em seu propósito milenar: a lapidação do ser humano.

O que você descobriráEm "A Pedra e a Psique", o autor Paulo C. T. Ribeiro tece uma ponte elegante entre a escuta sensível do consultório terapêutico e a sabedoria ancestral dos ritos iniciáticos. Com uma linguagem clara, mas carregada de simbolismo, a obra demonstra que o templo maçônico e a sessão de terapia são, na verdade, espelhos de um mesmo trabalho: a difícil, mas essencial, tarefa de reconstruir-se por dentro.

A União de Dois Caminhos: Entenda como os símbolos, os silêncios e os processos de ambas as áreas visam o autoconhecimento e a transformação pessoal.
  • Reflexões Essenciais: O autor guia o leitor por temas universais como a humildade, a confrontação com a Sombra (o inconsciente), a percepção do Tempo e o processo contínuo de Reconstrução Interior.
  • Pontes Simbólicas: A obra lança luz sobre como a jornada do "mundo profano" para o "sagrado" - do visível para o invisível — é uma metáfora para a expansão da consciência.
Mais do que um estudo sobre psicologia ou maçonaria isoladamente, "A Pedra e a Psique" é um chamado à presença e à consciência. É o lembrete poderoso de que a verdadeira obra a ser erguida é o templo da alma - e que a pedra bruta que precisa ser lapidada, a cada dia, somos nós mesmos.

Um guia essencial para quem busca ir além dos ritos e das teorias, em busca da própria essência.

Características: Número de páginas: 183 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 75g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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PESSOAS DE SUCESSO TAMBÉM BUSCAM PSICOTERAPIA


O sucesso não torna as pessoas imunes à depressão, problemas de relacionamento com esposa(o) ou namorada(o), dificuldades de relacionamentos com pais ou filhos, estresse ou qualquer outra coisa de ordem psicológica. Pessoas de sucesso fazem psicoterapia e costumam buscar um psicólogo tão logo um dessas complicações ocorrem. Mas, além desses problemas comuns que muitas vezes levam as pessoas à psicoterapia, há outros que são um pouco mais exclusivos para as pessoas que atingem altos níveis de realização. Quero, aqui, abordar algumas das razões mais comuns pelas quais as pessoas bem sucedidas procuram psicoterapia.
Há pessoas que mantém uma persistente sensação de que não são boas o suficiente, apesar do sucesso que alcançaram. Essa sensação é realmente algo problemático, mas é igualmente, uma condição diagnosticável. A despeito da competência e perícia comprovadas, neste quadro a pessoa se sente como uma fraude completa e, ao invés de se orgulhar de suas realizações, ela pode atribuir o seu sucesso à sorte ou a um esforço temporário, em vez da capacidade inerente.
As pessoas que apresentam essa condição frequentemente se apresentam ao consultório do psicoterapeuta com uma questão à parte, como ansiedade ou depressão. Eles geralmente não querem reconhecer seus sentimentos subjacentes de inadequação, mesmo para um profissional de Saúde Mental. A questão tende a surgir depois de algumas sessões de psicoterapia. Com o tratamento bem-sucedido, esse paciente passa a pensar sobre si mesmo de acordo com os fatos relacionados à sua conquista, sentindo-se, com isso, cada vez mais autêntica e positivamente orgulhosa dos seus feitos.
Qual o motivo que leva as pessoas a altas realizações? Evidentemente as pessoas de sucesso são motivadas e tem suas razões íntimas para buscarem o sucesso. Elas geralmente trabalham muito, perseveram bastante e se recuperam da adversidade mais rápido do que as outras pessoas. Porém, enquanto algumas pessoas são natural e saudavelmente motivadas, outras tem suas motivações provenientes da mágoa ou da dor. O sucesso pode mascarar temporariamente a mágoa de uma pessoa, mas a angústia se esconde logo abaixo da superfície. Por exemplo, uma criança que ouviu seu pai insistentemente dizer que ela "nunca seria nada na vida" poderá adotar como único propósito de vida, provar que seu pai está errado. Ou alguém que experimentou um doloroso divórcio pode decidir que o sucesso é a melhor forma de vingança. A psicoterapia pode ajudar as pessoas a descobrir como curar suas feridas passadas para que elas possam ser ainda mais eficazes e felizes à medida que avançam.
Um outro motivo que leva essas pessoas de sucesso à psicoterapia é o medo de perder tudo. Quanto mais ela pessoa ganha, mais tem a perder e, infelizmente esse medo de perder tudo pode fazer com que algumas pessoas de sucesso fiquem paralisadas. Elas se preocupam com o fato de estarem a apenas uma decisão de arruinar tudo o que conseguiram com tanto esforço e trabalho.
A psicoterapia pode ajudar as pessoas de sucesso a reconhecer que seu patrimônio líquido não está vinculado à sua autoestima. Sendo bem conduzida, terá como um dos resultados o reconhecimento de que, mesmo que falhem, ainda assim ficarão bem. A terapia também será uma oportunidade de aprender maneiras saudáveis ​​de lidar com a ansiedade e criar estratégias para acalmar a constante dúvida sobre si mesmo.
Sabemos como é triste viver solitariamente. As altas realizações podem afastar pessoas bem-sucedidas dos familiares e amigos. A distância física também pode contribuir para a solidão, um fato muito comum pois empreendedores se mudam para novas oportunidades de emprego. Além disso, pessoas de sucesso são frequentemente colocadas em cargos de gerência de alto nível ou de direção, com muitas atividades que acabam por dificultar que façam amizade com seus subordinados, logo, menos oportunidades de socialização no trabalho.
O tratamento psicológico para lidar com sentimentos de alienação pode envolver ajudar as pessoas a se identificarem e a viverem de acordo com seus valores. Uma pessoa que valoriza amigos e familiares pode reconhecer que está dando muita ênfase ao trabalho, por exemplo. A psicoterapia, ademais, pode encorajar a busca de maneiras de substituir a rede profissional por oportunidades casuais para formar amizades genuínas.
Com muita frequência, a primeira coisa que uma pessoa de sucesso diz ao entrar no meu consultório de terapia é: “Eu provavelmente não deveria estar aqui. Há pessoas com problemas muito maiores que precisam do seu tempo mais do que eu”. Embora haja uma noção comum de que pessoas bem-sucedidas se sintam fortes e autoconfiantes, muitas delas também se sentem culpadas. Elas podem questionar se merecem um carro novo, ou podem se sentir culpados simplesmente por sair de férias!!
A terapia psicológica muitas vezes se concentra em ajudar as pessoas a mudarem suas crenças básicas para que possam deixar de se sentir indignas de suas realizações. O tratamento, além do mais, pode incluir a ajuda às pessoas para que reconheçam como seu sucesso lhes proporciona uma oportunidade de ter um impacto maior no mundo.
Enfim, a cura pela fala, como muitas vezes é chamada a psicoterapia, é capaz de resolver uma infinidade de problemas que podem estar impedindo o seu progresso ou o seu bem-estar. A verdade é que um psicoterapeuta experimentado irá contribuir com você na continuação e avanço em sua caminhada em direção ao seu maior potencial, mesmo se você já for um grande sucesso.
Espero que essa informações sejam úteis para você que em está em dúvida sobre fazer psicoterapia ou não. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! CLIQUE AQUI para ler sobre como a baixa autoestima pode lhe prejudicar em sua vida profissional!
Você pode me “seguir” pelo Blog, Um Instagram (paulocesarpsi) ou pelo Facebook (@psicologopaulocesar) e ler gratuitamente artigos sobre a Psicologia Humana.
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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marcação de consultas pelo tel. 11.94111-3637, pelo whatsapp 11.98199-5612 ou pelo email paulocesar@psicologopaulocesar.com.br

O FILHO ADOLESCENTE PEDE ATENÇÃO

Introdução do livro "POR FAVOR, OUÇAM! - Como Recuperar a Confiança e o Diálogo com seus Filhos Adolescentes", de minha autoria.


A adolescência é um território em que as certezas se dissolvem, o corpo se transforma com pressa, e as emoções ganham uma intensidade quase inédita. É nesse tempo que o olhar sobre o mundo muda - e o olhar sobre si mesmo também. O que antes parecia simples se torna complexo. O que antes era dito com clareza agora vacila na garganta. Surge uma urgência de ser diferente, de ser único, de ser livre - mas também um medo surdo de não ser suficiente, de não pertencer, de não ser compreendido.

Esse processo, tão natural quanto desafiador, pode provocar abalos na relação entre quem cuida e quem cresce. Há uma mudança de linguagem, de tom, de ritmo. Os pais que antes se comunicavam com facilidade passam a enfrentar silêncios desconcertantes, respostas secas, distanciamentos inesperados. Não raro, sentem que perderam o acesso ao jovem, como se ele tivesse se tornado alguém estranho dentro da própria casa.

Mas o que muda não é o vínculo - é a forma como ele se revela. O que muda não é o vínculo - é a maneira como ele se revela. É preciso sensibilidade para perceber que esse afastamento aparente pode ser apenas uma tentativa de reorganização interna. E é justamente aí que este livro deseja atuar: como ponte, como tradução, como oportunidade de reconexão.

Cada capítulo aqui é um gesto de aproximação. Um esforço para que quem cuida possa não apenas entender melhor a adolescência, mas principalmente se colocar ao lado do adolescente durante essas transições profundas. Em muitos momentos, a fala será direta, como se o próprio jovem estivesse se dirigindo aos seus pais e responsáveis, dizendo: “olhe para mim com menos pressa, escute o que eu não sei explicar.” Em outros, trago a escuta clínica e afetiva construída ao longo de minha jornada com famílias e jovens, oferecendo novas chaves de compreensão, acolhimento e sustentação da relação.

Um dos principais objetivos desta obra é ampliar o olhar dos adultos sobre o que está por trás de certas reações adolescentes. Por trás da impaciência, pode haver insegurança. Por trás do silêncio, um pedido de reconhecimento. Por trás da irritação, a tentativa desajeitada de se proteger. Nem tudo o que machuca é dito. E muitas vezes, aquilo que mais fere se oculta sob uma aparente indiferença.

Ao escrever, mantive uma linguagem acessível, fluida, afetiva - para que a leitura não se transforme em mais uma cobrança, mas sim em um convite: um convite ao diálogo possível, ao olhar sem julgamento, à presença que acolhe. Pais e mães não precisam ser perfeitos. Precisam apenas estar dispostos a aprender - e reaprender - a amar de um modo que seus filhos consigam sentir.

Porque a adolescência, embora envolta em contradições, é um momento precioso. É nela que brotam os primeiros contornos da identidade, as primeiras escolhas de autonomia, as primeiras experiências de confronto com o mundo e com a própria vulnerabilidade. É um tempo em que a escuta - principalmente a emocional - pode fazer toda a diferença. E é também um tempo em que cada gesto de cuidado, mesmo os mais discretos, é absorvido com uma intensidade silenciosa e inesquecível.

Este livro não pretende substituir o encontro direto entre pais e filhos. Mas pode, talvez, facilitar esse reencontro. Pode ajudar a criar condições para conversas mais verdadeiras, mais respeitosas, mais tocadas de humanidade. E pode, quem sabe, restaurar pontes que pareciam frágeis demais para sustentar o afeto.

Se você está aqui, lendo estas linhas iniciais, é sinal de que deseja se aproximar mais do universo emocional do seu filho ou filha adolescente. Esse gesto já revela um enorme passo em direção ao outro. Que esta leitura seja companhia. Que ela traga consolo, lucidez e, sobretudo, esperança. Porque quando um adulto se dispõe a ouvir de verdade, o adolescente encontra, enfim, um espaço seguro para ser - e crescer.

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Um abraço,

Paulo C. T. Ribeiro

  • Psicoterapeuta de adolescentes, adultos, casais e gestantes – Presencial e Online.
  • Psicólogo Orientador Parental
  • Psicólogo clínico de linha humanista existencial e de orientação das Psicologias Analítica (Carl Jung), Relacional e Budista.
  • Escritor.
  • Contatos: www.psipaulocesar.psc.br

NOVO LIVRO - FUGAS E ENCONTROS: A Psicoterapia em Terrenos Delicados


Fugas e Encontros: A Psicoterapia em Terrenos Delicados
Autor: Paulo C. T. Ribeiro, psicólogo clínico
Disponível no Kindle Amazon Brasil – R$ 74,99


“Toda fuga é também um pedido de reencontro.” — Paulo C. T. Ribeiro

Entre o silêncio e a palavra, entre o medo e o vínculo, a clínica revela seus terrenos mais delicados. Este livro é um convite a caminhar por eles com sensibilidade, rigor ético e coragem humana.

Em Fugas e Encontros, o psicólogo Paulo C. T. Ribeiro reúne reflexões profundas sobre os impasses da psicoterapia — pacientes resistentes, vínculos desafiadores, sentimentos do terapeuta e os paradoxos que habitam o encontro clínico.

Cada capítulo é construído com base em experiências reais de escuta e em sólida fundamentação teórica, integrando abordagens humanista-existencial, analítica, relacional e fenomenológica.

📘 Leitura indispensável para:

  • Psicólogos, psiquiatras e psicoterapeutas em formação;

  • Estudantes e profissionais de Saúde Mental;

  • Leitores leigos que desejam compreender a alma humana e os bastidores do cuidado psicológico.

✨ Por que ler:

  • Explora, com linguagem acessível e poética, os desafios emocionais da clínica;
  • Ilumina o papel do terapeuta como presença humana, não como técnico infalível;
  • Oferece percepções sobre resistência, transferência, vínculos, silêncios e cura;
  • Inspira quem busca aprofundar sua prática ou sua própria jornada interior.
📖 Prefácio de Dr. Alberto Starzewski Júnior, psiquiatra e psicoterapeuta, que descreve a obra como “um itinerário que conduz pelos caminhos sinuosos da mente, onde toda fuga contém em si o desejo de encontro.”

💡 Edição Kindle – leitura fluida, capítulos curtos e notas clínicas que unem técnica e humanidade.

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VOCÊ QUER MELHORAR A SUA CAPACIDADE DE SER EMPÁTICO?

Veja essas frases: “Você nunca tem paciência apenas para sentar e ouvir!. Tudo o que você quer fazer é tentar consertar as coisas!.
Você simplesmente não entende o quanto doeu quando você disse isso!.
Você simplesmente não entende!"...

Julgamentos como os citados acima e inúmeros outros, ​​no contexto das relações interpessoais, muitas vezes apontam para um problema popular: a falta de empatia pelo outro! E num mundo onde poucos estão conectados “de verdade” aos outros, dar e receber empatia é mais importante do que nunca, afinal, a maioria das pessoas normais e saudáveis anseiam por ser realmente ouvidas e compreendidas. Felizmente, demonstrar empatia é uma habilidade que pode ser aprendida e praticada, considerando principalmente que quando somos empáticos com alguém, a outra pessoa fica com a certeza de que seus sentimentos são importantes e que recebe preciosos “presentes”: a conexão e a validação.

Ser empático significa estar no mesmo nível das outras pessoas. Implica, também, em focar intensamente os sentimentos que o outro está expressando. Trata-se de colocar-se no lugar do outro, reagir às suas emoções com ternura e validar quem ele é e como se sente – você está, numa determinada situação, com essa pessoa tentando entender o que ela está lhe dizendo e como ela está se sentindo.

A empatia é uma condição das relações interpessoais funcionais. Em contextos pessoais, incluindo casamentos, parcerias, amizades e relacionamentos familiares (com filhos, netos, primos, tios, etc.) bem como em contextos profissionais (por exemplo: relacionamentos gerenciais, entre profissionais e clientes, entre médicos, psicólogos e outros profissionais da Saúde e seus pacientes, entre alunos e professores e colegas, e nos vários relacionamentos da vida), ser empático pode promover confiança mútua, levando a uma comunicação aberta e honesta com as pessoas, facilitando assim a resolução de conflitos interpessoais e mudanças construtivas. Podemos, inclusive, considerar que a Inteligência Emocional de uma pessoa (o quociente emocional tem a empatia como componente central) pode, com frequência, ser mais importante do que o quociente de inteligência (QI), mesmo sabendo que a empatia envolve componentes afetivos / emocionais e cognitivos / racionais!

Há uma diferença entre simpatia ou empatia. Receber simpatia pode parecer que alguém sente pena de você ou o coloca numa posição inferior, como se estivesse dizendo: “Coitado, sinto pena de você!”. Empatia, por sua vez, é ouvir e compreender autenticamente a outra pessoa - sem tentar resolver um problema, dizer a ela o que fazer ou contar uma história semelhante sobre você. Quando se está realmente sintonizado com o outro e ouvindo-o com empatia, o foco permanece nele, não em você, que também não precisa concordar com o que ele está dizendo - você está lá para ouvi-lo e se preocupar com o bem-estar dele.

Penso que ser empático é uma virtude, porém, antes de tudo, é importante distinguir entre empatia como um estado de espírito e empatia como um traço de caráter ou disposição. Veja que, nesse caso, o primeiro está relacionado ao segundo na medida em que aqueles que tem a empatia como um de seus traços de caráter tendem a experimentar estados de empatia ao se relacionarem com as dificuldades dos outros. Como um estado de espírito, a empatia envolve a ressonância com o que está acontecendo no mundo subjetivo do outro. Vamos chamar a pessoa com quem você simpatiza de “alvo de sua empatia”. Agora, quando você tem empatia por alguém, não só sabe o que o “alvo” está passando como também sente, embora, como diria o psicólogo Carl Rogers, sem perder a qualidade do “como se”, ou seja, sem perder a objetividade como um observador. 

O filósofo Aristóteles sustentava que a virtude é alcançada através da prática. Assim como as pessoas aprendem a ser verdadeiras, corajosas e justas dizendo a verdade, fazendo coisas corajosas e tratando os outros com justiça, da mesma forma, ser empático requer prática. Para se tornar empático (ou seja, cultivar a virtude da empatia), é preciso praticar. Logo, a questão é: como você pode alcançar a virtude da empatia? Menciono, a seguir, algumas sugestões extraídas da jornada de minha vida pessoal e profissional como psicólogo clínico.

A comunicação é importante para ser uma pessoa empática, então, ouça com atenção não apenas o que está sendo dito, mas principalmente os sentimentos que estão sendo expressos. Durante a conversa, repita para a pessoa o que você a ouviu dizer, para ter certeza de que a está entendendo. Você pode dizer algo como: “Ouvi dizer que você está se sentindo (triste, zangado ou confuso) sobre (seja qual for a situação)”. E é importante fazer isso porque muitas vezes fazemos suposições erradas sobre os demais com base em nossos próprios problemas ou experiências, em vez de ouvir profundamente o que a outra pessoa nos diz. Ainda sobre comunicação, a pessoa que está falando com você pode informar se você a ouviu corretamente. Se isso não ocorrer, peça-lhe gentilmente que repita o que ela quer que você saiba e mostre que deseja entendê-la. Quando você reprisar com precisão o que está ouvindo, reconheça os sentimentos da pessoa evidenciando que acolhe e compreende esses sentimentos. Você pode dizer algo como: “Vejo que você está sofrendo e se sentindo triste, e sei que isso não é bom”. Ou: “Entendo que esta situação o deixa com raiva e frustrado. Apenas saiba que estou aqui com você.”. Quando a pessoa se sentir ouvida, você pode pensar em soluções se ela pedir, mas, por experiência, digo que a maioria das pessoas não quer que você diga o que fazer. Elas só querem que você as ouça e entenda. É possível que você se surpreenda se eu lhe disser que, muitas vezes, a empatia pode ser expressa de maneira muito simples com apenas algumas palavras como: “Caramba, isso é terrível.” Ou, “Uau, isso deve doer.” Ou, “Você deve estar se sentindo realmente traído.”

Um outro macete é concentrar a sua atenção no bem-estar, interesses e necessidades dos outros, e introduzir os valores humanos compartilhados para isso, o que exige alguma capacidade de assumir a perspectiva de valor da outra pessoa. De igual valia é a sugestão de suspender, temporariamente, seus próprios julgamentos e críticas visto que pronunciamentos e clichês sobre superação e como seguir em frente não o aproximarão do mundo subjetivo da pessoa que quer ajudar, o seu “alvo”. Você não sentirá a dor ou angústia dele nem a tensão em seus próprios músculos. Em vista disso, é melhor dispensar suas próprias análises e críticas, evitando concentrar-se em como consertar as coisas. Nesse sentido, podemos dizer que a empatia é “antipragmática”. 

Há um outro dispositivo que pode promover com eficácia a compreensão empática: a reflexão. Sendo uma forma de expressar compreensão empática no contexto de um aconselhamento - exempli gratia -, a reflexão envolve a tentativa de esclarecer o que o outro está dizendo, reflexionando (e não repetindo) o que o “alvo” está pensando ou sentindo: “Parece que você está se sentindo muito desapontado por não ter recebido um aumento”, “Então, parece que você está pensando que os outros o estão julgando negativamente quando você comete um erro”. Isso não só facilita o desenvolvimento da narrativa do “alvo” como também demonstra que ele está sendo ouvido, além de promover maior clareza e compreensão da narrativa. Um costumeiro efeito é aumentar o potencial de “conectar” e “entrar” no mundo subjetivo do outro, em vez de vê-lo de um ponto de vista externo.

A reflexão visa melhorar a própria compreensão do “alvo” ao inserir significados e implicações mais profundas embutidas em sua narrativa. Mas isso tem que ser feito com cuidado para não alterar os significados propostos. Por exemplo, dizer “Parece que você não gosta do seu pai” para alguém que acabou de dizer “Eu odeio aquele filho da puta!” não traz nada para a mesa, seja cognitiva ou emocionalmente. Em contraste, a resposta “Parece que você sente que seu pai não estava ao seu lado quando você precisou dele” pode abrir novos caminhos para expandir a narrativa. De fato, mesmo que a reflexão seja errônea, ela ainda assim pode ajudar a esclarecer as coisas. Entretanto, muitas reflexões imprecisas podem, de outro modo, destruir as perspectivas de empatia com a “pessoa-alvo”. Considere igualmente que se você tem o hábito de falar ou dar sermões aos outros em vez de ouvi-los, provavelmente não será empático, a menos que faça um esforço concentrado para superar esse hábito.

Uma maneira de não ouvir com atenção (e perder algum “potencial de empatia”) é gastar seu tempo falando sobre si mesmo. Na verdade, os outros provavelmente não se abrirão nem compartilharão seus mundos subjetivos pessoais se forem poucas as oportunidades de discussão / debate e, ademais, se pensarem que você está mais interessado em si mesmo do que neles. No entanto, a autorrevelação (falar sobre si mesmo) pode ser uma forma útil e poderosa de se conectar com valores compartilhados quando é relevante e não excessiva. Com efeito, a autorrevelação que aproxima seu próprio mundo subjetivo do mundo do “alvo” pode, por certo, embelezar e aumentar a empatia: “Lembro-me de quando meu pai me disse que eu nunca chegaria a nada; eu sei o quanto isso me fez sentir mal!”. Aqui, a autorrevelação de suas próprias experiências pode ajudar a iluminar a angústia de um amigo ou um paciente por ter sido rejeitado pelo pai.

Digamos que você tenha passado por uma confusão e divórcio e agora está ouvindo um amigo que está vivendo algo semelhante. Se você começar a ver a narrativa de seu amigo como sendo sua e começar a projetar nela as suas próprias emoções e angústias, então o mundo subjetivo de seu amigo se tornará o seu! Perceba que em consequência você não terá mais condições de se relacionar construtivamente com a situação de seu amigo porque agora é sua também! Você, então, vai se perder naquele mundo, nele se afogando ineptamente junto com seu amigo. Por outro lado, se você chegar ao apuro de seu amigo com um frio "supere isso!" e, assim, não conseguir conectar-se com ele, você estará, destarte, muito longe do mundo subjetivo de seu amigo para lhe ser útil. E qual é a distância adequada e como chegar lá?

A recomendação é de não se envolver muito pessoalmente e tampouco se relacionar com isso de maneira muito impessoal. Há de se encontrar, para um bom equilíbrio, a “distância psicológica”, algo que leve à diminuição máxima da reserva sem que ela desapareça. Por exemplo, sua filha adulta conta como ela é infeliz no casamento e como seu marido é egocêntrico e insensível; e conforme ela desenvolve sua narrativa, você se vê ficando cada vez mais irado e prestes a dizer a ela para se divorciar do “idiota”. Mas, em vez disso, você muda sua perspectiva para ressoar com uma apreciação mais profunda dos sentimentos de sua filha - seu sentimento de desesperança, desamparo, negligência e desilusão. Dessa forma, você transforma sua indignação, afastando-a de sua preocupação prática para se concentrar e se conectar com os valores humanos compartilhados que estão em jogo. Como tal, a experiência permanece altamente carregada emocionalmente, mas as distrações práticas – a condenação e o julgamento sobre como resolver o problema são “filtradas”.

Você realmente quer melhorar a sua capacidade de ser empático? Então pratique! É claro que quando emoções fortes são acionadas, nem sempre é fácil praticar com esses filtros que citei, mas é exatamente por isso que a empatia requer prática e perseverança a fim de cultivar o hábito certo - É também por isso que a empatia é uma virtude ou uma excelência do ser humano.

Embora oferecer empatia possa parecer fácil e direto, há, como disse no início desse artigo, uma surpreendente falta dela na cultura atual. Aprender a se tornar mais empático ajudará a aprofundar suas conexões com seus filhos, parceiros, familiares, amigos, clientes e outros. É uma condição verdadeiramente inestimável. Então, eu recomendo que você pratique as sugestões acima quando um amigo, membro da família, colega, cliente ou outro relacionamento seu quiser – apenas - alguém com quem conversar. Uma vez que não é difícil encontrar tais contextos na corrente principal da vida, posso afirmar que é bastante fácil encontrar ocasiões para praticar a empatia. Isso não o tornará perfeito porque ninguém é perfeito, mas pode, de fato, ajudar a torná-lo mais empático, e isso pode, por sua vez, ser de valor inestimável para melhorar a qualidade de seus relacionamentos interpessoais bem como a vida de muitas pessoas de seu círculo de relacionamentos.

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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar

  • Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais. Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista. Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
  • Consultório próximo à estação de metrô Vila Mariana. Atendimento de segunda-feira aos sábados.
  • Atendimentos presenciais e por internet.
  • Marcação de consultas pelo tel. e whatsapp 11.94111-3637.

DIZ O FILHO: “EU NÃO SOU MAIS UMA CRIANÇA” - REFLEXÕES: ADOLESCENTE NÃO É CRIANÇA

Capítulos 4.1. e 4.2. do livro "FILHOS PEDEM ATENÇÃO, PAIS BUSCAM RESPOSTAS - O QUE OS FILHOS SENTEM. O QUE OS PAIS PODEM OUVIR"


4.1 - Diz o Filho: “Eu não Sou Mais Uma Criança”

Pai, mãe, eu sei que pra vocês é difícil. Ainda lembram de mim correndo pela casa com brinquedos na mão, pedindo colo, falando com a voz fina e rindo de qualquer coisa. E eu entendo. De verdade. Mas o tempo passou. E eu mudei. Por dentro e por fora. Só que, às vezes, parece que vocês ainda enxergam aquele menino - ou aquela menina - que eu fui, e não quem estou me tornando.

É como se vocês ainda esperassem que eu obedecesse sem questionar. Que eu sorrisse pra tudo. Que eu fosse sempre doce, sempre previsível, sempre tranquilo. Mas agora eu tenho opiniões, vontades próprias, dias em que quero ficar no meu canto. Às vezes eu me irrito com pouco. Noutras, fico sensível sem saber por quê. Tem dias em que eu mesmo não me reconheço. E o mais difícil é quando vocês também não me reconhecem - e, em vez de tentar entender, só brigam.

Quando eu reclamo, vocês dizem que estou respondendo. Quando questiono, vocês dizem que estou desrespeitando. Quando me isolo, acham que estou de “manha”. Parece que tudo o que eu faço é errado, só porque não faço mais do jeito que fazia antes. Mas será que vocês não percebem que isso faz parte do meu crescimento?

Eu preciso ser visto como sou agora. Com as dúvidas, as confusões, os altos e baixos. Preciso de espaço pra errar, pra testar, pra pensar diferente de vocês. E, principalmente, preciso que parem de comparar com “quando eu era criança”. Eu não sou mais aquela criança. E, mesmo que às vezes sinta falta da segurança de antes, eu estou tentando me tornar quem eu sou.

É difícil crescer. Machuca. Dói quando a gente se sente estranho no próprio corpo. Quando parece que ninguém entende. Quando os amigos mudam, os sentimentos bagunçam, e tudo vira um caos por dentro. E aí, quando chego em casa esperando encontrar abrigo, o que recebo é bronca, julgamento ou aquele silêncio que grita: “Você decepcionou”.

Eu sei que mudei. Mas não virei inimigo. Não sou rebelde por prazer. Não quero confrontar vocês o tempo todo. Só estou tentando existir com um pouco mais de verdade, mesmo que isso doa. Às vezes, tudo o que eu preciso é que vocês respirem fundo, me olhem com olhos novos, e digam: “a gente está aprendendo a lidar com essa nova versão de você”.

E se eu errar, por favor, não me reduzam ao erro. Me ajudem a entender. Me ajudem a crescer. Não quero proteção sufocante, mas também não quero abandono emocional. Quero presença firme, não autoritarismo. Quero escuta, não sermão. Quero afeto, mesmo quando estiver difícil gostar de mim.

Eu ainda sou filho de vocês. Só que agora, mais do que nunca, preciso ser tratado como alguém que está em transição. Nem criança, nem adulto. Apenas alguém tentando se tornar inteiro. E, se vocês conseguirem atravessar essa fase comigo, eu juro: um dia a gente vai rir de tudo isso - juntos.

Com afeto (e vontade de ser compreendido),

seu filho adolescente.

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Pontos-chave

  • O adolescente busca reconhecimento de sua crescente autonomia.
  • Ser tratado como criança pode gerar frustração e resistência.
  • A independência precisa vir acompanhada de responsabilidade proporcional.
  • A confiança dos pais fortalece o senso de identidade do filho.

Convite à Reflexão

  • Tenho reconhecido as capacidades e limites que meu filho já conquistou?
  • Sei equilibrar proteção com liberdade crescente?
  • Será que, por medo, estou retardando a autonomia dele?

Sugestões de Ação

  • Ofereça responsabilidades compatíveis com a idade e maturidade.
  • Dialogue sobre limites de forma clara e negociada.
  • Evite infantilizar na fala ou no tratamento diário.
  • Reconheça publicamente as conquistas e avanços de autonomia.

Indicações

  • Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood, 2014) – Crescimento e transição para a vida adulta. Disponível: Amazon Prime Video, Google Play, Apple TV.
  • Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006) – Individualidade e amadurecimento. Disponível: Amazon Prime Video, Google Play, Apple TV.
  • Livro: Adolescência: Do Adeus à Infância à Construção de Si (Ross Campbell, 2018) – Entender as transições da adolescência.

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4.2 - Reflexões: Adolescente não é criança

Há um momento, quase sempre silencioso e não anunciado, em que os filhos deixam de nos olhar com o encantamento próprio da infância - e começam a nos fitar com a exigência de quem deseja ser visto de forma diferente. O brilho nos olhos que antes refletia admiração começa a dar lugar a expressões de irritação, indiferença ou resistência. E os pais, muitas vezes, se perguntam: “o que aconteceu com aquele menino doce, com aquela filha tão afetuosa?”

É natural que essa transição doa. De um dia para o outro - ou assim parece -, aquele ser pequeno, dependente e afável se transforma em alguém que se fecha no quarto, responde atravessado, questiona ordens, evita demonstrações de afeto e passa a demandar liberdade com urgência. Muitos pais vivem esse momento como uma perda. E, de certo modo, é mesmo. É o fim de um tempo. Mas não é o fim do amor - é o começo de uma nova forma de amar.

A adolescência é uma travessia emocional e simbólica. E como toda travessia, envolve rupturas. Os filhos precisam se afastar para poder se diferenciar. Precisam deixar de ser definidos apenas pelos olhos dos pais para descobrir como querem ser reconhecidos no mundo. Esse processo pode gerar tensão, mas não deve ser interpretado como rejeição pessoal.

Infelizmente, muitos pais não estavam preparados para esse afastamento. Esperavam que o vínculo da infância fosse eterno, que os filhos continuassem obedientes, dóceis, acessíveis. Quando se deparam com a realidade da adolescência - com sua intensidade emocional, seus silêncios, suas explosões e sua busca por autonomia -, reagem com dor, rigidez ou mesmo com afastamento. Passam a ver o adolescente como “difícil”, “desafiador”, “insolente”. E a relação, antes pautada pelo afeto, passa a ser conduzida pelo controle e pelo conflito.

Mas é preciso compreender: um adolescente não é mais uma criança. E tratá-lo como tal é uma forma de negar o processo vital de crescimento que está em curso. Assim como o corpo se transforma, a mente e o coração também entram em ebulição. O adolescente pensa diferente, sente diferente, vive uma crise de identidade - e precisa ser acompanhado nesse processo, não impedido de vivê-lo.

É comum que, diante dessas mudanças, pais se perguntem: “onde foi que eu errei?”. Mas a pergunta mais útil seria: “como posso me adaptar a esse novo momento sem perder o vínculo?”

A adolescência não é uma ofensa. Não é desobediência por maldade. É uma exigência da natureza do desenvolvimento humano. O jovem está em construção - e construir-se implica, muitas vezes, destruir moldes antigos. Isso inclui a forma como se via, como era visto, como se relacionava. E o adulto que compreende isso com maturidade tende a se tornar uma referência mais sólida e confiável para o adolescente.

Isso não significa abdicar do papel orientador. Pelo contrário. Um adolescente precisa - e muito - de orientação, de limites consistentes, de supervisão afetiva. Mas ele precisa disso de uma forma nova. Não mais por imposição, mas por conexão. Não mais por medo da punição, mas por respeito ao vínculo.

Pais que conseguem manter o canal de escuta aberto mesmo nos momentos de confronto constroem uma ponte segura entre o passado infantil e o futuro adulto do filho. Essa ponte é feita de paciência, de silêncio respeitoso, de perguntas sem julgamento, de presença firme que não se assusta com o caos.

Quando o adolescente disser “vocês não me entendem”, evite reagir com raiva. Em vez disso, tente perguntar: “me ajuda a entender?”. Quando ele responder com irritação, lembre-se de que essa irritação muitas vezes é só a superfície de uma confusão interna muito maior. Quando ele se isolar, não o abandone. Continue batendo à porta, mesmo que com um simples “estou aqui se precisar”.

Outra armadilha comum é o uso da comparação com a infância: “quando você era pequeno, era tão carinhoso”, “antes você me escutava, agora só rebate”. Esses comentários, embora saudosos, são vividos pelo adolescente como invalidações. Ele sente que, para continuar sendo amado, precisaria regredir ao que já não é mais. E isso gera culpa, vergonha, ressentimento.

Ao invés de comparar, acolha. Diga: “sei que você está mudando, e que isso pode ser confuso até para você. Mas quero estar aqui, mesmo sem entender tudo”. Essa atitude, embora simples, é profundamente terapêutica. Ela legitima o movimento de crescimento e reafirma a continuidade do amor.

Outro ponto essencial é entender que adolescentes nem sempre verbalizam suas dores com clareza. Muitos preferem o silêncio, a ironia, a distância. Isso não significa que não desejam ser amados. Significa apenas que ainda não sabem como expressar suas vulnerabilidades. Se você estiver presente, sem invadir; disponível, sem sufocar; firme, sem agressividade - seu filho, em algum momento, vai procurar esse colo.

A adolescência, embora marcada por tensões, é também uma chance preciosa de reconstruir o vínculo sob bases mais maduras. Um amor que deixa de ser protetor para se tornar respeitoso. Uma convivência que troca a autoridade unilateral pelo diálogo honesto. Uma confiança que não se baseia mais no medo, mas na presença constante.

Sim, haverá momentos difíceis. Haverá gritos, portas batidas, lágrimas. Mas haverá também reconciliações, silêncios compartilhados, abraços inesperados. Se você conseguir atravessar esse tempo com o coração aberto, descobrirá que o amor pode se transformar - e, ao se transformar, pode se aprofundar.

Seu filho adolescente ainda é seu filho. Mas está aprendendo a ser ele mesmo. E você, como adulto, está sendo convidado a amadurecer também - não para controlar, mas para acompanhar. Não para impedir o voo, mas para garantir que, quando ele voar, saiba que sempre poderá voltar para um ninho onde foi respeitado em sua travessia.

Porque, no fundo, todo adolescente precisa disso: ser visto, mesmo quando muda; ser amado, mesmo quando erra; ser respeitado, mesmo quando ainda está em construção. E todo pai e toda mãe têm essa chance: a de continuar sendo casa - mesmo que a porta, às vezes, esteja entreaberta.

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Pontos-chave

  • A adolescência é uma fase de transição, não de ruptura total.
  • Respeitar o processo de amadurecimento evita conflitos desnecessários.
  • O diálogo ajuda a ajustar expectativas de ambos os lados.

Convite à Reflexão

  • Sei reconhecer quando meu filho está pronto para decidir por si mesmo?
  • Como lido com o medo de vê-lo errar?
  • Tenho clareza de que errar faz parte do crescimento?

Sugestões de Ação

  • Construa juntos um “mapa” de responsabilidades e liberdades.
  • Ajuste gradualmente o grau de supervisão conforme a maturidade demonstrada.
  • Mostre confiança, mas esteja disponível para aconselhar quando solicitado.
  • Celebre avanços, mesmo que pequenos, rumo à independência.

Indicações

  • Juno (2007) – Maturidade precoce e escolhas difíceis. Disponível: Amazon Prime Video, Google Play, Apple TV.
  • O Começo da Vida (2016) – Desenvolvimento humano e transição da infância. Disponível: Netflix, Amazon Prime Video.
  • Livro: A Adolescência e o Sentido da Vida (Viktor Frankl, 2019) – Enfrentando mudanças e encontrando propósito.

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Sobre o livro "FILHOS PEDEM ATENÇÃO, PAIS BUSCAM RESPOSTAS - O QUE OS FILHOS SENTEM. O QUE OS PAIS PODEM OUVIR"

Este livro nasceu da escuta atenta da vida dos adolescentes e das inquietações dos pais. A cada conjunto de capítulos, o leitor encontra duas vozes em diálogo:

  • 💌 A carta de um filho adolescente, revelando sentimentos, medos, desejos e conflitos.

  • 🗝️ A reflexão do psicólogo, que acolhe, interpreta e aponta caminhos possíveis para fortalecer vínculos familiares.

Não se trata de receitas prontas, mas de uma ponte de compreensão entre gerações. Pais e mães descobrirão como ouvir de verdade, com empatia e presença; filhos sentirão que suas vozes e dores podem ser traduzidas em palavras que tocam o coração adulto.

É uma leitura para famílias, educadores e todos que convivem com adolescentes, trazendo clareza sobre os desafios do crescimento e esperança sobre a possibilidade de diálogo amoroso.

O livro está disponível na Amazon Kindle: https://www.amazon.com.br/dp/B0FMFTGFY8 

E-Book Kindle: R$ 84,99 ou diretamente com o autor, via whatsapp 11 9 81995612

Em breve, lançamento do livro impresso.

Um abraço,

Paulo C. T. Ribeiro

• Psicoterapeuta de adolescentes, adultos, casais e gestantes – Presencial e Online.

• Psicólogo Orientador Parental

• Psicólogo clínico de linha humanista existencial e de orientação das Psicologias Analítica (Carl Jung), Relacional e Budista.

• Escritor.

• Contatos: www.psipaulocesar.psc.br