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Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

O DESPERTAR DO MITO: DA FÁBULA AO FUNDAMENTO DA EXISTENCIA

Durante muito tempo, especialmente até o século XIX, o pensamento ocidental tratou o mito como o oposto do real: algo fantasioso, ilusório, quase infantil. O século XX, porém, promoveu uma virada decisiva. A partir de estudos como os de Mircea Eliade, o mito deixou de ser visto como invenção ingênua e passou a ser reconhecido como a própria base de sentido das sociedades tradicionais.

Para os povos arcaicos, o mito não era metáfora. Era verdade absoluta. Narrava acontecimentos sagrados ocorridos no “tempo dos começos” e, por isso, servia como modelo exemplar para todos os atos humanos. Comer, amar, construir, guerrear, governar: tudo só ganhava pleno sentido quando repetia um gesto inaugural de um Deus ou Herói. Ao imitar esse gesto primordial, o ser humano se desligava do desgaste do tempo comum e entrava no Grande Tempo, o tempo sagrado sempre renovado.

O mito, portanto, não era uma história sobre o mundo; era uma maneira de habitar o mundo.

Sagrado e profano: a ruptura moderna

Do ponto de vista social, certos símbolos coletivos continuam operando como focos de pertencimento e identidade. Contudo, no plano íntimo ocorreu uma fratura decisiva: o homem contemporâneo passou a pensar-se como indivíduo separado, autocentrado, enquanto o homem arcaico se compreendia sobretudo como participante de um drama cósmico maior do que ele.

Essa mudança teve consequências profundas. Aquilo que antes era vivido como participação num ritmo sagrado passou a ser experimentado como sucessão linear e cansativa de horas, dias e anos. O tempo tornou-se algo que se “mata”, não algo que se celebra.

Nas culturas tradicionais, o trabalho era rito. Plantar, caçar, tecer ou edificar significava colaborar com a ordem do cosmos. Por repetir o gesto divino inaugural, o trabalho inseria o homem num tempo pleno, não havia tédio nem a sensação de prisão.

Quando o trabalho perde esse caráter simbólico, transforma-se em obrigação nua. O homem moderno sente-se aprisionado pela profissão porque ela já não o conduz para fora do tempo desgastante. Incapaz de reencontrar no fazer cotidiano uma abertura para o sagrado, ele busca saídas laterais.

É aí que surgem as distrações.

Distração como tentativa de fuga do tempo

Livros, novelas, jogos e filmes oferecem um deslocamento para outros ritmos temporais. Ao mergulhar numa narrativa, a pessoa suspende por instantes o relógio biográfico e vive num tempo diferente do seu. Essa experiência revela algo importante: o desejo persistente de escapar da corrosão do tempo linear.

Nas sociedades antigas, quase não havia “distrações” porque não eram necessárias. O próprio viver já era atravessado por uma dimensão ritual que renovava o mundo a cada gesto responsável. Hoje, a fuga é compensatória. Ela alivia, mas não transforma.

O mito antigo elevava o cotidiano ao nível do cosmos. A distração moderna apenas anestesia o peso do cotidiano.

Ainda assim, essa fuga não é vazia. Ela mostra que o impulso mítico continua vivo.

O mito nunca desapareceu

Mesmo quando expulso do centro da vida social, o mito persiste na experiência interior. Ele reaparece nos sonhos, nas fantasias, nas nostalgias sem nome. Esse retorno não é acidental: o comportamento mítico é inseparável da condição humana porque expressa nossa angústia diante do tempo que passa e da morte que se aproxima.

Redescobrir o mito não significa abandonar a razão, mas reconhecer que há em nós uma dimensão que busca sentido por meio de narrativas exemplares, imagens fundadoras e jornadas simbólicas.

Esse reencontro pode inaugurar um novo humanismo, capaz de atravessar culturas.

O tesouro escondido em casa

A antiga história do rabino Eisik, de Cracóvia, ilustra de forma luminosa essa busca. Sonhando três vezes com um tesouro escondido sob uma ponte em Praga, ele empreende longa viagem. Vigiado por guardas, não consegue cavar. Ao contar seu sonho ao capitão, ouve dele uma gargalhada: o próprio capitão também sonhara com um tesouro em Cracóvia, atrás do fogão de um rabino chamado Eisik, mas considerara isso absurdo demais para levar a sério.

O rabino volta para casa, cava atrás do fogão e encontra o tesouro.

A lição é dupla. O que nos salva está perto, enterrado no centro vivo do nosso ser. Mas muitas vezes só descobrimos isso depois de uma longa viagem exterior. E, curiosamente, quem nos revela o sentido da jornada é o estrangeiro: o outro, o diferente, aquele que não pertence à nossa crença nem à nossa cultura.

O encontro com o distante devolve-nos ao mais íntimo.

Essa é a dinâmica profunda de toda verdade reencontrada.

Mito e psicologia profunda

O “atrás do fogão” é imagem do centro que aquece e sustenta a vida: o coração do coração. Psicologicamente, trata-se da interioridade esquecida. O mito opera como mapa simbólico dessa escavação. Ele orienta a travessia para dentro ao mesmo tempo em que exige deslocamentos para fora.

A viagem e o retorno, o estrangeiro e a casa, o longe e o íntimo formam um único movimento de autoconhecimento.

Daí a atualidade do mito: ele oferece uma linguagem para aquilo que a racionalidade pura não alcança, sem por isso negar a lucidez.

O cinema como ritual imperfeito

O mundo contemporâneo criou novos palcos para essa experiência de suspensão do tempo. A sala escura do cinema funciona como um limiar: por algumas horas, o tempo cotidiano é substituído pelo tempo da narrativa. Séculos passam em minutos, segundos se expandem em eternidades. Vivida muitas vezes em grupo, essa imersão coletiva lembra o recolhimento ritual dos antigos iniciados.

Os grandes heróis das telas cumprem papel semelhante ao dos heróis míticos: encarnam justiça, sacrifício, poder, redenção. Histórias de origem funcionam como cosmogonias modernas, explicando “como tudo começou”. A ficção científica e a fantasia, ao explorar multiversos e viagens no tempo, tocam diretamente na velha aspiração humana de não ficar presa a uma única linha temporal.

Há, porém, uma diferença decisiva.

No mito vivido como rito, a narrativa retornava ao cotidiano e o transformava. O indivíduo sentia-se responsável por manter a ordem do mundo. No cinema e nas séries, a experiência costuma terminar com os créditos finais. O espectador volta para a mesma rotina dessacralizada. O alívio é real, mas provisório.

O mito antigo integrava. O mito consumido distrai.

Para além da fuga: um novo humanismo

Compreender o mito é uma das grandes conquistas do pensamento moderno porque nos devolve algo que nunca perdemos totalmente: a capacidade de encontrar, no interior da própria vida, fontes de sentido que atravessam épocas e culturas.

Não se trata de restaurar o passado, mas de reativar em nós as fontes espirituais que deram origem às grandes criações humanas. O mito mostra que, apesar das diferenças históricas, todos partilhamos a mesma angústia diante do tempo e o mesmo desejo de um centro que aqueça a existência.

Quando reconhecemos o que ainda é mítico em nossa vida — nos sonhos, nas buscas, nas jornadas que fazemos para depois voltar para casa — abrimos espaço para um humanismo verdadeiramente amplo: não baseado apenas em conquistas técnicas, mas na experiência comum de procurar, perder-se, viajar e finalmente escavar, em silêncio, o tesouro escondido em nosso próprio chão.

Um abraço,

Paulo Cesar T. Ribeiro

  • Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e gestantes e Psicólogo Orientador Parental
  • Escritor.
  • Contatos: www.psipaulocesar.psc.br

VITRINE DOS MEUS LIVROS - SOBRE PSICOLOGIA E SOBRE A ARTE REAL

 Caros seguidores e leitores,

Escrever, para mim, nasceu do mesmo gesto que escutar: o de acolher o humano em sua profundidade. Cada livro foi gestado entre histórias, silêncios e perguntas que emergiram no encontro com pessoas - pacientes, irmãos, leitores, amigos. Transformar tudo isso em palavras é minha maneira de continuar o diálogo, de dar forma ao invisível e sentido ao que o tempo não explica. Nesta página, reúno as obras que traduzem essa travessia entre a Psicologia, a Filosofia, a Maçonaria e a alma simbólica do existir. São livros que convidam à reflexão, à sensibilidade e ao autoconhecimento - pontes entre a mente e o coração.

Paulo Cesar. T. Ribeiro 

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Escolha um livro abaixo e clique no link da plataforma (Uiclap / Clube / Amazon Kindle).
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LIVROS SOBRE PSICOLOGIA


ADULTOS EM TERAPIA - Reflexões Sobre Existência e Psicoterapia

  • Para adultos que decidiram olhar para dentro de si.
  • Reflexões clínicas sobre dor, sentido, escolhas e amadurecimento emocional.
Sinopse: A Coragem de Olhar para Dentro. O que realmente acontece quando um adulto decide olhar para dentro de si? Nesta obra sensível e profundamente humana, o psicólogo Paulo C. T. Ribeiro convida o leitor a uma jornada de reflexão sobre a existência e a psicoterapia. O livro traduz anos de experiência clínica em um conjunto de ensaios que desvendam as complexas trilhas da alma humana — um caminho pavimentado por feridas antigas, silêncios guardados e a incessante busca por sentido.

Reflexões que Tocam a Vida Real
Com uma linguagem acessível e tocante, o autor transforma o que acontece no consultório em uma ponte para a vida cotidiana. Cada capítulo funciona como um espelho, discutindo temas universais que nos definem:
  • O Amor e a Solidão: Nossas conexões e nossos vazios.
  • Perdas e Recomeços: A dor de deixar ir e a esperança de iniciar um novo ciclo.
  • Escolhas e Medo de Mudar: A tensão entre a zona de conforto e o salto para o desconhecido.
"Adultos em Terapia" é mais do que uma leitura sobre psicologia; é um convite à escuta. É um lembrete de que a verdadeira transformação começa quando a coragem encontra a palavra, permitindo-nos confrontar o que está guardado.
Este é um livro essencial para quem deseja compreender não apenas a mente, mas o humano que habita em cada um de nós e os caminhos profundos que se abrem na jornada da autodescoberta.

CaracterísticasNúmero de páginas: 245 - Edição: 2ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: Português

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse  "ADULTOS EM TERAPIA":

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REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM: Stories of Healing, Resilience, and Emotional Growth

  • For adults who have chosen to look inward.
  • Clinical reflections on pain, meaning, choice, and emotional maturity.
(Versão em língua inglesa do livro "ADULTOS EM TERAPIA")

The title of this book is REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM: Stories of Healing, Resilience, and Emotional Growth, and I would really like you to understand why I chose it: In the quiet space of the therapy room, pain transforms into dialogue and silence into healing. "REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM" is a moving invitation into the intimate world of psychotherapy, where silence speaks, empathy heals, and the courage to change becomes the most powerful act of all. 

Written by Brazilian clinical psychologist and author Paulo C. T. Ribeiro, this first volume of the PSYCHOLOGY Series explores the depth of human experience through real and inspiring stories.

Transformation Through Connection

The author unfolds the journey of individuals who dared to confront their internal conflicts. Every reflection reveals a universal truth: emotional growth is not the absence of pain, but the rediscovery of meaning and connection.

What the Book Offers:
  • Real Stories: Moments of vulnerability, clarity, and renewal that unveil the essence of the human soul.
  • The Therapist's Role: A compassionate view of the therapist as a witness and companion on the patient's journey toward self-acceptance and resilience.
  • Universal Truth: Readers will be moved and discover, on every page, fragments of their own story of struggle and triumph.
With poetic prose and profound insight, this book is for all those seeking understanding: therapists, students, and anyone navigating the complexities of the human experience.

Features: Digital (e-book), 266 pages - 1st Edition, Color, English language.

Access Links: Click on the name of the website where the books are published and access REFLECTIONS IN THE THERAPY ROOM:

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Note: By Amazon Kindle, print book exclusively available in the US.
Obs.: No Amazon Kindle, o livro impresso está disponível apenas nos EUA.
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A MULHER QUE NÃO PODE SER FRACA - O Valor de Ser Quem Se É

  • Para mulheres que aprenderam a sobreviver sendo fortes, mas desejam existir sendo inteiras.
  • Reflexões sobre autoestima, limites, autenticidade e o direito de não se endurecer para viver.
Sinopse: Quando Ser Forte Cansa.

O que acontece quando a força deixa de ser escolha e se transforma em obrigação? Neste livro sensível, profundo e cuidadosamente escrito, o psicólogo Paulo C. T. Ribeiro convida a leitora a olhar para dentro e reconhecer o cansaço silencioso de quem precisou sustentar demais, por tempo demais.

A Mulher que Não Pode Ser Fraca nasce da escuta clínica e humana de mulheres que aprenderam cedo a não cair, a não falhar, a não incomodar — e que, nesse processo, foram se afastando de si mesmas. A obra percorre, com delicadeza e rigor, os caminhos da autoestima fragilizada, mostrando como a autocrítica, a culpa, a exigência constante e a dificuldade de descansar se organizam como modos de sobrevivência emocional.

Reflexões que Tocam a Vida Real

Com uma linguagem acessível, acolhedora e profundamente respeitosa, o autor transforma o que acontece no consultório em uma ponte para a vida cotidiana. Cada capítulo funciona como um espaço de escuta, abordando temas centrais da experiência feminina contemporânea:

  • Força e Cansaço: Quando sustentar tudo vira prisão e a força deixa de proteger.
  • Autocrítica e Valor Pessoal: A voz interna que cobra demais e o valor que precisa ser provado.
  • Limites, Escolhas e Corpo: Aprender a dizer “não”, escolher sem garantia e escutar os sinais do próprio corpo.

A Mulher que Não Pode Ser Fraca não é um manual de autoajuda nem uma promessa de soluções rápidas. É um convite à permanência consigo mesma. Um lembrete de que autoestima não é performance, mas a capacidade de não se abandonar — mesmo nos dias difíceis.

Este é um livro essencial para mulheres que desejam reconstruir o próprio chão interno com mais verdade, dignidade e humanidade, e para todos que desejam compreender, com profundidade clínica e sensibilidade, os caminhos possíveis da autodescoberta e do cuidado de si. 

CaracterísticasNúmero de páginas: 130 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco e colorido na versão e-book, com "orelha", idioma: Português

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FUGAS E ENCONTROS - A Psicoterapia em Terrenos Delicados

  • Para quem se afasta de si mesmo como forma de sobreviver ao excesso de dor.
  • Uma leitura clínica sobre evasões emocionais, vínculos frágeis e a possibilidade de reencontro consigo.

Nem sempre o silêncio é recusa. Às vezes, é só o medo de se revelar demais." 
Este livro convida o leitor a mergulhar na delicadeza e complexidade dos encontros terapêuticos mais desafiadores, aqueles marcados por resistência, ambivalência, desconfiança ou retraimento.

Em vez de buscar soluções prontas, "Fugas e Encontros" propõe uma travessia sensível pelos territórios onde o vínculo é frágil, as palavras hesitam e o afeto é simultaneamente buscado e temido.

O Potencial na Fragilidade

O psicólogo Paulo Cesar Teixeira Ribeiro compartilha o que aprendeu com pacientes que, à primeira vista, poderiam ser considerados difíceis. Ele revela que, é justamente nesses encontros em que a alma se retrai, que reside o maior potencial de transformação.

O que o livro oferece:
  • Escuta Afiada: Uma reflexão profunda sobre como a resistência do paciente pode ser uma forma de comunicação e defesa, e não um obstáculo.
  • Vínculo e Vulnerabilidade: Explora a complexidade das relações humanas e o processo de construção da confiança em ambientes de grande vulnerabilidade.
  • Transformação Genuína: Mostra como a sensibilidade e a profundidade do terapeuta são essenciais para atravessar o medo e alcançar a cura.
Com uma escrita que acolhe, questiona e revela, este é um livro essencial tanto para terapeutas que desejam afinar sua escuta e presença, quanto para qualquer leitor disposto a compreender as sutilezas e a beleza da jornada de autodescoberta nos terrenos mais delicados da psique.

Características: Número de páginas: 197 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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POR FAVOR, OUÇAM! - Como Recuperar a Confiança e o Diálogo com seus Filhos Adolescentes

  • Para pais e responsáveis que desejam compreender, antes de corrigir.
  • Reflexões psicológicas sobre escuta, vínculo, conflitos geracionais e reconstrução do diálogo familiar.
Você já se sentiu afastado do seu filho adolescente, falando, mas não sendo ouvido?
Este livro é um guia afetivo e prático para pais que desejam, de verdade, compreender o mundo interno de seus filhos e descobrir como responder a eles com clareza, acolhimento e firmeza.

Baseado em anos de experiência clínica, o psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro oferece um caminho para superar a rebeldia, o silêncio e a desconfiança, transformando conflitos em oportunidades de aproximação.

O Segredo da Escuta

A obra utiliza um formato inovador: cada capítulo apresenta uma carta imaginária escrita pelo filho, seguida pela reflexão do psicólogo, criando uma ponte essencial de entendimento que falta em muitos lares.

O que você aprenderá:
  • A Mensagem Oculta: O que os adolescentes realmente querem comunicar, mesmo quando estão calados ou agressivos.
  • Ouvir sem Julgar: Como pais podem praticar a escuta ativa para transformar brigas em conversas construtivas.
  • Estratégias Práticas: Formas simples de lidar com críticas, cobranças e expectativas que geram atrito mútuo.
  • Vínculos Fortes: Reflexões profundas sobre amor, limites, confiança e o poder transformador do diálogo familiar.
"Por Favor, Ouçam!" é mais do que conselhos; é um convite para fortalecer os vínculos e construir relações baseadas em empatia e respeito. Se você deseja ser ouvido pelo seu filho e aprender a ouvi-lo de verdade, este livro é o primeiro passo para transformar o diálogo em casa.

Características: Número de páginas: 268 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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LIVROS SOBRE MAÇONARIA



CAMINHOS PARA A LUZ - Filosofia Viva na Arte Real
  • Para quem busca sentido, consciência e coerência entre pensamento, símbolo e vida.
  • Reflexões filosóficas que integram tradição, ética e experiência humana no caminho do autoconhecimento.
Sinopse"Caminhos Filosóficos para a Luz" não oferece apenas informação; ele é mais do que uma leitura; é um convite à transformação interior que une, de forma bem-sucedida, as esferas do pensamento, do símbolo e da vivência, resgatando o aspecto prático da sabedoria.

A maior contribuição do livro é mostrar que a filosofia é uma Arte Real e um modo de ser aplicado no dia a dia, e não um mero acúmulo de ideias. Ele ilumina a necessidade de autenticidade, humildade e coragem filosófica para lidar com a complexidade do mundo.

A Essência e o Caminho

Com uma linguagem envolvente, a obra guia o leitor à compreensão de que o trabalho mais importante é o silencioso e constante que cada um realiza sobre si. O livro atua como uma poderosa ferramenta de aprofundamento, devolvendo "frescor à prática e leveza ao dever".

Para quem é este livro?
  • Para o Leitor Não Maçom: Serve como uma excelente e acessível introdução ao universo ético e simbólico da Ordem, desmistificando-a e revelando seu profundo potencial como caminho de aperfeiçoamento humano.
  • Para o Maçom: É uma leitura que reforça os princípios da Arte Real, incentivando a aplicação da filosofia na prática cotidiana.
"Caminhos para a Luz" é altamente recomendado a todos que buscam um sentido profundo e uma ética coerente em sua jornada. É um incentivo a valorizar a interrogação e a consciência como as verdadeiras rotas para a Luz.

Características: Número de páginas: 307 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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SALMO 133 NA MAÇONARIA - União, Ego e Fraternidade

  • Para maçons e leitores interessados nos desafios reais da convivência e da fraternidade.
  • Uma leitura simbólica e psicológica sobre união, ego, maturidade emocional e vida compartilhada.

Sinopse: “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.”

Repetido em rituais, ouvido em silêncio e muitas vezes idealizado, o Salmo 133 atravessa séculos como um chamado à fraternidade. Mas o que ele realmente exige de nós - psicologicamente, simbolicamente e eticamente?

Este livro convida o leitor a atravessar o Salmo 133 não como uma citação ritual, mas como um mapa da maturidade humana e iniciática. Uma travessia que revela que a união não é espontânea, nem sentimental, mas construída a partir do trabalho sobre o ego, da integração da sombra e do cuidado com o vínculo.

A União Como Tarefa Interior

O psicólogo e maçom Paulo Cesar T. Ribeiro propõe uma leitura profunda e acessível do Salmo 133, integrando Psicologia, simbolismo bíblico e prática maçônica. Ao longo da obra, o autor mostra que a fraternidade verdadeira nasce quando a maturidade desce à conduta e a suavidade sustenta o convívio.

O que o livro oferece:

  • Leitura Simbólica Viva: Uma interpretação do “óleo”, do “orvalho”, da “barba” e das “vestes” como imagens do amadurecimento emocional e espiritual.
  • Psicologia da Fraternidade: Uma análise clara sobre ego, narcisismo, reconhecimento, conflito e responsabilidade nos vínculos humanos e iniciáticos.
  • Ética e Liderança: Reflexões profundas sobre autoridade, presença, escuta e liderança silenciosa no mundo contemporâneo.

Com uma escrita que acolhe, provoca e aprofunda, este livro é essencial para maçons que desejam viver a fraternidade para além do discurso - e para leitores que buscam compreender como o encontro humano pode tornar-se caminho de maturidade, consciência e vida compartilhada. 

Características: Número de páginas: 297 - Edição: 1ª, impresso em tamanho 18 x 23 cm, livro em Offset 90g, preto e branco (impresso) e colorido na versão e-book, idioma: português.

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SINTROPIA E ENTROPIA NA MAÇONARIA - Ordo Ab Chao

  • Para quem deseja compreender os movimentos de construção e desagregação presentes na vida e na Ordem.
  • Reflexões simbólicas sobre caos, organização, consciência e responsabilidade no trabalho interior.
Este não é um manual de rituais ou um tratado técnico, mas sim uma travessia simbólica profunda. "Sintropia e Entropia na Maçonaria" é uma jornada reflexiva que estabelece um diálogo essencial com os princípios do Rito Escocês Antigo e Aceito, entrelaçando-os à psicologia, filosofia e espiritualidade viva.

A obra eleva os conceitos científicos de sintropia e entropia a metáforas do processo humano: ciclos de desordem e reconstrução, de queda e reinvenção, de caos e luz (Ordo Ab Chao).

O Caminho e a Arquitetura Interior

O livro mostra que a Maçonaria surge não como um fim em si, mas como um caminho — uma arquitetura simbólica capaz de transformar o mundo exterior a partir da reforma silenciosa que cada iniciado opera dentro de si.

O que o livro propõe:
  • Diálogo de Saberes: Funde a simbologia maçônica com o autoconhecimento, revelando as forças do universo (ordem e desordem) agindo na alma.
  • Transformação Viva: Convida o leitor a compreender que todo rito, toda palavra velada e toda busca espiritual só fazem sentido quando se tornam vida prática.
  • Iniciação Contínua: Reitera que o verdadeiro templo é construído no interior do buscador, e que a verdadeira iniciação é um processo que jamais se encerra.
"Sintropia e Entropia na Maçonaria" é um chamado para transcender a letra e buscar o espírito, essencial para maçons e para todos os que veem no simbolismo um poderoso motor para a evolução pessoal.

Características: Número de páginas: 180 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 90g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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SIMBOLOS DA ALMA - Maçonaria Mitologia e Psicologia na Construção do Humano

  • Para leitores interessados na linguagem simbólica como via de compreensão do ser humano.
  • Uma integração entre mitologia, psicologia e Maçonaria na formação da consciência e da identidade.
Em cada símbolo habita uma pergunta antiga. Este livro revela a alma simbólica do ser humano e sua eterna busca por sentido, traçando uma ponte fascinante entre a Maçonaria, a Mitologia e a Psicologia.

Com uma linguagem clara, poética e profunda, o autor Paulo Cesar T. Ribeiro une o olhar do psicólogo e do iniciado para mostrar que o verdadeiro templo a ser construído é o interior. Ele conduz o leitor por uma travessia que integra o silêncio e a palavra, o mito e a consciência, o rito e o autoconhecimento.

A Jornada Simbólica

O livro propõe uma jornada que vai além do estudo, sendo um convite à transformação interior. Ele demonstra como as tradições e os arquétipos servem como ferramentas essenciais para a lapidação do ser.

O que o livro oferece:
  • Visão Integrada: Entenda como os símbolos maçônicos se conectam diretamente aos mitos universais e aos processos da psicologia profunda.
  • Construção Interior: Reflexões sobre como o trabalho ritualístico e a busca por sentido se convertem na construção de um sentido mais pleno de existir.
  • Reencontro com o Sagrado: Um caminho para resgatar a dimensão sagrada na vida cotidiana através da consciência e da reflexão.
"Símbolos da Alma" é uma leitura inspiradora para maçons, terapeutas e todos os buscadores espirituais que reconhecem na vida um caminho simbólico de luz e de humanidade.

Características: Número de páginas: 189 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 16 x 23 cm, livro em Offset 75g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

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MAÇONARIA, TRADIÇÃO E ETARISMO - Reverenciando o Passado, Construindo o Futuro

  • Para quem deseja refletir sobre o lugar da tradição em tempos de mudança e conflito geracional.
  • Uma análise ética e simbólica sobre envelhecimento, pertencimento e renovação consciente da Ordem.
Esta é uma obra pioneira que mergulha com profundidade e sensibilidade em um dos temas mais urgentes e silenciosos da Maçonaria contemporânea: o etarismo. Combinando sua vasta experiência como psicólogo clínico com décadas de vivência maçônica, Paulo Cesar T. Ribeiro nos convida a confrontar os impactos da exclusão dos Irmãos mais velhos nas Lojas. O livro não é uma mera denúncia; é um convite à ação ética e fraterna.

O Encontro de Gerações

O autor propõe uma reflexão profunda sobre os efeitos simbólicos e humanos da desvalorização da experiência, e traça caminhos concretos para restaurar a integração intergeracional e a coesão da Fraternidade.

O que o livro oferece:
  • Reconhecimento: Resgata a dignidade e a importância daqueles que carregam a memória viva e construíram os alicerces da Ordem.
  • Ação: Propõe práticas concretas de inclusão, escuta ativa e valorização da experiência acumulada.
  • Conexão: Entrelaça o simbolismo maçônico, a psicologia, a história e a vivência para mostrar que sem o diálogo entre gerações, a Arte Real perde sua alma.
Com uma linguagem clara, estilo afetivo e embasamento sólido, esta obra é um tributo à sabedoria que o tempo oferece e uma convocação a todos os maçons, líderes e estudiosos da tradição: sem reverência aos mais antigos, não há verdadeiro progresso.

Destinado a todos que buscam uma Maçonaria mais justa, viva e verdadeiramente inclusiva.

Características: Número de páginas: 111 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 75g, preto e branco (impresso) e colorido na versão e-book, com "orelha", idioma: português.

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A PEDRA E A PSIQUE - Psicoterapia e Maçonaria como Caminhos de Descoberta
  • Para quem transita entre o trabalho interior simbólico e a escuta psicológica.
  • Reflexões sobre transformação, consciência e lapidação do humano a partir da clínica e da Arte Real.
SinopseEste não é apenas um livro; é um convite a uma travessia interior profunda, onde a Psicoterapia e a Maçonaria convergem em seu propósito milenar: a lapidação do ser humano.

O que você descobriráEm "A Pedra e a Psique", o autor Paulo C. T. Ribeiro tece uma ponte elegante entre a escuta sensível do consultório terapêutico e a sabedoria ancestral dos ritos iniciáticos. Com uma linguagem clara, mas carregada de simbolismo, a obra demonstra que o templo maçônico e a sessão de terapia são, na verdade, espelhos de um mesmo trabalho: a difícil, mas essencial, tarefa de reconstruir-se por dentro.

A União de Dois Caminhos: Entenda como os símbolos, os silêncios e os processos de ambas as áreas visam o autoconhecimento e a transformação pessoal.
  • Reflexões Essenciais: O autor guia o leitor por temas universais como a humildade, a confrontação com a Sombra (o inconsciente), a percepção do Tempo e o processo contínuo de Reconstrução Interior.
  • Pontes Simbólicas: A obra lança luz sobre como a jornada do "mundo profano" para o "sagrado" - do visível para o invisível — é uma metáfora para a expansão da consciência.
Mais do que um estudo sobre psicologia ou maçonaria isoladamente, "A Pedra e a Psique" é um chamado à presença e à consciência. É o lembrete poderoso de que a verdadeira obra a ser erguida é o templo da alma - e que a pedra bruta que precisa ser lapidada, a cada dia, somos nós mesmos.

Um guia essencial para quem busca ir além dos ritos e das teorias, em busca da própria essência.

Características: Número de páginas: 183 - Edição: 3ª, impresso em tamanho 14,8 x 21 cm, livro em Offset 75g, preto e branco, com "orelha", idioma: português.

Links de acessoClique sobre o nome do site onde estão publicados os livros e acesse "A PEDRA E A PSIQUE":

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PESSOAS FRIAS E MANIPULADORAS: COMO RECONHECER E SE PROTEGER NO DIA A DIA - SEM PERDER A PAZ

Quando ouvimos a palavra psicopata, muita gente imagina automaticamente uma figura criminosa, violenta, quase cinematográfica. É compreensível: por décadas, filmes, séries e manchetes ajudaram a construir essa imagem de alguém cruel, sádico e fora de qualquer limite. Mas a realidade clínica costuma ser menos barulhenta e, por isso mesmo, mais difícil de reconhecer.

Em muitos casos, a psicopatia e os comportamentos antissociais não aparecem como crimes graves. Eles surgem como frieza emocional, manipulação, ausência de responsabilidade afetiva, jogos de culpa e uma habilidade impressionante de preservar boa aparência social. E é justamente aí que mora um dos maiores desafios: há pessoas que convivem anos com alguém assim — como parceiro, familiar, chefe, colega ou amigo — e só percebem o estrago depois de um longo processo de desgaste interno.

Por isso, o objetivo deste artigo é simples e prático: ajudar você a reconhecer dinâmicas típicas, entender o que pode estar acontecendo e aprender a se proteger sem perder a humanidade. Não se trata de transformar o leitor em “perito” em diagnóstico, nem em alguém que olha o mundo com paranoia. Trata-se de oferecer lucidez para quem sente que algo está errado, mas não consegue nomear o que está vivendo.

Antes de tudo, vale esclarecer uma confusão comum. No cotidiano, os termos psicopatia, sociopatia e comportamento antissocial são usados como sinônimos. Na clínica e na pesquisa, existem diferenças e nuances. Para o público leigo, um bom jeito de compreender é pensar em gradações. O termo “comportamento antissocial, ou, mais oficialmente, Transtorno de Personalidade Antissocial - é a classificação mais comum nos manuais diagnósticos, descrevendo um padrão persistente de violação de regras, irresponsabilidade e pouca ou nenhuma culpa pelos danos causados. A psicopatia, por sua vez, é muito estudada, especialmente em contextos forenses, mas não costuma aparecer como diagnóstico separado em alguns manuais; ainda assim, o conceito permanece importante porque descreve um conjunto de características marcadas por frieza afetiva, charme superficial, manipulação e ausência de empatia emocional autêntica, muitas vezes com uma aparência social organizada e calculada. Já a sociopatia costuma ser entendida como uma configuração mais reativa e impulsiva, com explosões emocionais, instabilidade e dificuldade de se adaptar às normas, podendo, em alguns casos, manter vínculos restritos com pessoas específicas, ainda que de forma limitada. Na prática, o que importa não é “fechar um rótulo”, mas perceber quando a convivência vira um padrão repetitivo de abuso emocional, manipulação e ausência de reciprocidade.

Uma parte central do sofrimento moderno vem do que se descreve como “máscara de sanidade”: pessoas que conseguem circular socialmente com aparência normal, até encantadora, mas que por dentro funcionam com baixa empatia, egocentrismo e uma visão instrumental dos outros. Essas pessoas podem ser o parceiro que se mostra irresistível no início e depois vira um campo minado, o colega “agradável” que faz você sempre sair como culpado, o chefe carismático que parece competente mas destrói a equipe por dentro, ou o parente “bonzinho” que controla tudo com chantagem emocional. E isso explica por que tantas vítimas dizem algo como: “mas ele nunca me bateu…”. Sim, não bateu. Mas esvaziou. Confundiu. Desorganizou. Feriu. Há violências que não deixam hematomas e, ainda assim, fazem a alma sangrar.

E como esses padrões aparecem no dia a dia? Aqui é importante dizer: não existe um “teste caseiro” para diagnosticar alguém. Mas existem sinais relacionais que merecem atenção, sobretudo quando se repetem de maneira consistente. Um deles é o charme acompanhado de pressa emocional: a pessoa acelera a intimidade, promete demais, fala de “destino”, “conexão rara”, cria uma sensação de grande intensidade e prende você rapidamente. Outro sinal comum é a manipulação sutil: ela não pede, ela conduz. E quando você percebe, já está cedendo por culpa, medo ou confusão. Muitas vezes também há a simulação de afeto: a pessoa entende suas emoções, sabe o que dizer, mas não se comove de verdade com elas. Ela pode saber o que você sente, mas não sente com você. Em vez de encontro, há cálculo.

Em muitos casos, o que mais destrói é uma técnica psicológica quase invisível: o gaslighting. Não se trata apenas de mentir. Trata-se de minar sua confiança na própria percepção. Surgem frases como “você é sensível demais”, “você imagina coisas”, “você está exagerando”, “você está ficando instável”. Aos poucos, a vítima começa a duvidar da própria memória, da própria intuição e até do próprio valor. E uma consequência quase inevitável é a inversão do papel de vítima. Quando confrontada, a pessoa não repara. Ela se vitimiza. Ela vira o ferido, o injustiçado, o incompreendido. E quem denuncia passa a ser visto como agressor. Esse mecanismo é especialmente eficaz porque sequestra a empatia do outro e transforma a dor em arma.

Somado a isso, aparece a falta de responsabilidade afetiva. Não há pedido de desculpas verdadeiro, ou até existe um “desculpa”, mas o padrão se repete. Sem mudança real, a palavra vira estratégia. Muitas vezes também há uma relação flexível com regras e acordos: promessas quebradas, pequenas mentiras, combinações reescritas conforme o interesse do momento. A pessoa que convive entra num esforço interminável de se ajustar - e quase sempre perde.

O impacto desse tipo de convivência costuma ser profundo e gradual. Não é um choque que acontece em um dia. É um desgaste contínuo. Quem convive começa a apresentar ansiedade, hipervigilância, sensação de estar sempre pisando em ovos, baixa autoestima, confusão mental e culpa crônica. Em muitos casos, surge também isolamento, porque a vítima sente que ninguém vai acreditar nela. E existe um detalhe cruel: o agressor costuma preservar uma imagem pública muito boa, enquanto a vítima aparece “nervosa”, “instável”, “dramática”. Isso aumenta a solidão emocional e a sensação de impotência.

Diante disso, como se prevenir? Aqui está uma das partes mais importantes para qualquer leitor leigo. Prevenção não é “descobrir quem é psicopata”. Prevenção é não se perder de si mesmo dentro de uma dinâmica adoecedora. Um primeiro ponto é confiar nos sinais repetidos e não apenas no episódio isolado. Todo mundo erra. Mas o que adoece é o padrão: repetir, negar, inverter e desgastar. Um segundo ponto é observar como você se sente depois do contato. Relações saudáveis podem ser difíceis, mas não te deixam menor. Se toda conversa termina com dúvida, culpa e confusão, isso é um sinal. Também é importante evitar entregar sua vida íntima com profundidade a quem não demonstra cuidado consistente: pessoas manipuladoras podem usar vulnerabilidades como mapa.

Um exercício simples e poderoso é colocar limites claros e observar a reação. Um limite saudável não precisa gritar. Ele pode ser calmo: “não aceito esse tom comigo”, “eu preciso de respeito nessa conversa”, “sobre isso, minha decisão está tomada”. E o que realmente importa é a resposta do outro. Alguém emocionalmente saudável pode se frustrar, mas tenta reparar. Uma personalidade manipuladora tende a atacar, punir, ridicularizar ou inverter o jogo. E, quando o ambiente é assim, ter rede de apoio se torna vital. Ninguém se protege sozinho. Uma rede não precisa ser uma multidão: bastam duas ou três pessoas confiáveis que devolvam realidade.

Em alguns casos, conversar não melhora. Piora. Porque o outro não quer construir: quer vencer. E então pode ser necessário um distanciamento emocional como forma de autocuidado. Distanciamento não é frieza. É proteção. É parar de se oferecer como alvo. É reduzir exposição, reorganizar a vida, recuperar o centro interno. Às vezes, a solução não é diálogo - é redução de contato, limites firmes e, quando necessário, afastamento gradual.

E a pergunta que sempre aparece é: “mas tem tratamento? dá para mudar?”. Nos casos graves, o prognóstico costuma ser limitado. Muitas dessas pessoas não procuram ajuda por sofrimento interno, e sim por conveniência, pressão externa ou interesses secundários. Nos quadros mais leves e subclínicos, pode haver alguma melhora comportamental - especialmente quando existe certo grau de consciência, algum medo de perder vínculos ou um desejo real de funcionar melhor. Ainda assim, é fundamental que o leitor leigo compreenda uma realidade dura, mas libertadora: o foco do cuidado quase sempre precisa estar mais em quem convive do que em quem agride. Porque é o convivente que adoece tentando entender, provar, consertar e salvar.

E aqui chegamos a um ponto de humanidade essencial. Existe uma diferença vital entre compreender e se sacrificar. Compreender ajuda você a sair do labirinto mental. Mas se sacrificar para manter um vínculo destrutivo é outra coisa: é desistir de si. Se você convive com alguém emocionalmente frio, manipulador ou antissocial em algum grau, não precisa cair no ódio nem na paranoia. Precisa, acima de tudo, de lucidez para enxergar o padrão, limites para proteger seu espaço interno e apoio para não carregar isso sozinho. Porque convivência humana não deveria ser um jogo de sobrevivência emocional. Relações existem para sustentar a vida - não para consumir a alma.

E se você estiver saindo de uma dinâmica assim, guarde uma frase como lembrança e cura: o que você perdeu não foi “fraqueza”. Foi energia tentando amar alguém que não sabe amar de volta.

Um abraço,

Paulo Cesar T. Ribeiro

  • Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e gestantes e Psicólogo Orientador Parental
  • Escritor.
  • Contatos: www.psipaulocesar.psc.br

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ACORDO PSICOTERAPÊUTICO E NORMAS DE FUNCIONAMENTO ENTRE PACIENTE E PSICÓLOGO PAULO CESAR T. RIBEIRO


ACORDO TERAPÊUTICO E NORMAS DE FUNCIONAMENTO

Um Cuidado Compartilhado Sobre o Nosso Trabalho



Este texto foi escrito com a intenção de tornar mais claro, seguro e acolhedor o espaço da psicoterapia. Ele não substitui o diálogo - ao contrário, existe para sustentá-lo.

A psicoterapia é um encontro humano, atravessado por afetos, limites, responsabilidades e escolhas. Quando essas bases estão bem compreendidas, o trabalho se torna mais profundo, respeitoso e possível.

Ao iniciar ou manter um processo psicoterapêutico comigo, peço que você leia com atenção os pontos abaixo:

  • Sobre a Psicoterapia

A psicoterapia é um espaço de escuta, reflexão, elaboração emocional e tratamento das condições psicológicas do paciente. Não se trata de respostas prontas, conselhos rápidos ou soluções imediatas, mas de um processo construído ao longo do tempo, no ritmo possível para cada pessoa. Portanto, exige tempo, regularidade e envolvimento, não se configurando como aconselhamento pontual, orientação imediata ou solução rápida de problemas.

Reforçando, o compromisso com a regularidade e com o próprio processo é parte essencial do cuidado.

Os resultados dependem de múltiplos fatores, incluindo a disponibilidade emocional do paciente e a continuidade do trabalho com frequência regular.

  • Sigilo Profissional

Tudo o que é compartilhado em sessão é protegido por sigilo profissional, conforme o Código de Ética do Psicólogo.

O sigilo só poderá ser rompido em situações previstas em lei, como risco grave à vida do paciente ou de terceiros, ou mediante autorização expressa do próprio paciente.

O "set" psicoterapêutico é um espaço de segurança psíquica.

  • As Sessões

As sessões têm duração média de 50 minutos.

Estas informações tem como objetivo esclarecer as condições básicas do trabalho psicoterápico, garantindo transparência, respeito mútuo e um enquadre adequado para o cuidado psicológico.

O horário é reservado exclusivamente para o paciente.

Atrasos não implicam extensão do tempo da sessão.

A frequência (semanal ou outra) será definida em comum acordo, conforme a necessidade clínica.

  • Faltas e Cancelamentos

Cancelamentos devem ser comunicados com antecedência mínima de 24 horas.

Sessões não canceladas dentro desse prazo, assim como faltas sem aviso, serão cobradas, pois o horário foi reservado exclusivamente para você.

Em casos excepcionais, o psicólogo avaliará a situação de forma ética e sensível.

  • Honorários

O valor da sessão é previamente acordado.

O pagamento deve ser realizado conforme combinado (normalmente mensal).

Reajustes poderão ocorrer periodicamente, sempre com aviso prévio.

A psicoterapia é um serviço profissional, e a regularidade e a clareza financeira fazem parte do enquadre que sustenta o cuidado psicoterápico.

  • Modalidade Online

Nas sessões online, é importante que o paciente esteja num local reservado, silencioso e  com conexão adequada.

Problemas técnicos que inviabilizem a sessão serão avaliados caso a caso.

A confidencialidade depende também do cuidado do paciente com o ambiente em que se encontra.

  • Contato Fora das Sessões

O contato fora do horário terapêutico deve ser restrito a questões administrativas (horários, pagamentos, agendamentos, remarcações) e urgências.

A psicoterapia acontece prioritariamente no espaço da sessão, onde devem ser tratadas as demandas emocionais mais extensas. Entretanto, em situações de urgência e havendo disponibilidade do psicólogo, será possível a realização de uma sessão antes do horário regularmente revervado para o paciente.

  • Interrupção do Processo

A psicoterapia pode ser interrompida:

O processo psicoterápico pode ser interrompido pelo paciente, a qualquer momento., e pelo psicólogo, quando avaliar que o processo não há condições éticas ou clínicas para continuidade.

Sempre que possível, recomenda-se que essa decisão seja conversada em sessão, como forma de fechamento e elaboração.

  • Sobre Este Texto e a Confirmação de Leitura

Este acordo existe para cuidar do espaço terapêutico, do vínculo e da qualidade do trabalho que construímos juntos. Ele não é, de modo algum, um instrumento punitivo, mas um suporte para que a psicoterapia aconteça com clareza, respeito e segurança.

Caso você tenha recebido o link deste texto por mensagem, peço, por gentileza, que responda confirmando que recebeu e realizou a leitura. Essa confirmação não é burocrática - ela é apenas um gesto simples de cuidado compartilhado e clareza mútua.

A confirmação pode ser feita por mensagem de whatsapp, email ou no espaço para comentários (após o texto), no Blog do Paicólogo.

Obrigado,

Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro