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Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.

DEPRESSÃO: ASPECTOS INTERESSANTES DE UMA CONDIÇÃO MAL COMPREENDIDA


Gostaria de apresentar, nesse artigo, alguns aspectos interessantes sobre a depressão, uma condição muito comum porém ainda muito mal compreendida. Sabe-se que a depressão é considerada “a doença do século” porém observa-se, ainda, um preconceito muito grande para com as pessoas deprimidas. Aqueles que estão nessa situação, ou seja, os depressivos, se sentem impotentes, sem esperança, sem valor e acreditam que suas vidas estão fora de controle.
A depressão é algo relativamente fácil para ser diagnosticada, mas é muito difícil de tratar. É uma condição muito mais complexa do que muitos imaginam - é bem mais do que "ficar triste" o tempo todo ou pensar que a vida não tem sentido. Vamos ver, abaixo, alguns aspectos importantes sobre a depressão e que dão uma luz sobre uma circunstância complexa e, ao mesmo tempo, muito comum.
A pessoa deprimida não costuma ter nenhuma meta específica. As pessoas que estão deprimidas tendem a generalizar e abstrair excessivamente - "É tudo a mesma coisa para mim, eu não me importo ...". É por isso essas pessoas tendem a traças metas mais gerais e comuns do que as pessoas que não estão deprimidas. Por exemplo, pessoas deprimidas podem dizer a si mesmas: “Eu quero ser feliz”, mas isso não dá nenhuma indicação sobre como isso será alcançado. As pessoas não deprimidas, por outro lado, são mais propensas a ter objetivos específicos como: "Vou manter contato com minha família telefonando para eles uma vez por semana". Como eles são precisos, é mais provável que atinjam suas metas específicas do que metas gerais e comuns.
A pessoa deprimida costuma ficar “ruminando” sobre vários assuntos depressivos. Um sintoma importante da depressão é a “ruminação”, isto é, quando os pensamentos depressivos povoam, rondam e circulam pela mente. Infelizmente, não se pode simplesmente dizer a uma pessoa deprimida para deixar de pensar em coisas depressivas ou deixar de ter pensamentos depressivos - é inútil! Isso porque o tratamento dos sintomas da depressão é, em parte, estimular o autocontrole da atenção da pessoa. Um método que pode ajudar nesse sentido é a “Atenção Plena”. Mindfulness leva a pessoa a viver no momento presente, ao invés de se dirigir sua atenção a arrependimentos passados ​​ou preocupações futuras. Uma recente revisão vários estudos sobre mindfulness comprova seus benefícios no tratamento da depressão.
A pessoa deprimida costuma ter uma memória ruim. Um dos sintomas menos conhecidos da depressão é o seu efeito adverso na memória. Ao longo dos anos, estudos mostraram que pessoas que sofrem de depressão têm problemas com a memória declarativa, que é a memória de fatos específicos, como nomes ou lugares. Isso se deve, em parte, ao fato das pessoas com depressão estarem muito suscetíveis a perder a capacidade de diferenciação entre experiências semelhantes, o que também é uma outra faceta da tendência para generalizar demais. A depressão também confunde outros tipos de memória, incluindo a capacidade de recordar significados e de transitar no espaço físico.
A pessoa deprimida tem dificuldade para se lembrar dos “bons tempos”. Precisamente por causa das dificuldades de memória e do humor deprimido, pode ser difícil para as pessoas deprimidas se lembrarem dos bons momentos. Uma técnica que pode ajudar é tentar criar um "espaço de memória" emocional, algo como se fosse uma loja mental de lembranças felizes específicas para usar enquanto não se recupera da depressão.
A pessoa deprimida apresenta um Realismo Depressivo. Há evidências de que a maneira pela qual os deprimidos vêem o mundo é mais precisa do que os não-deprimidos - essa teoria é chamada de Realismo Depressivo. As pessoas não deprimidas tendem a ser um pouco otimistas demais: elas acham que tiveram um desempenho melhor nas tarefas do que realmente têm e prevêem um desempenho melhor do que realmente podem alcançar no futuro. As pessoas deprimidas, ao contrário, avaliam seu próprio desempenho com mais precisão e realismo, então, de certa forma, os deprimidos são mais realistas.
As pessoas deprimidas tem uma precisa percepção do tempo. Um estudo recente descobriu que pessoas deprimidas têm uma percepção de tempo mais precisa do que as não-deprimidas, e, explicando os resultados, pode-se dizer que os deprimidos são precisos ao estimar o tempo, enquanto as estimativas das pessoas não deprimidas são muito altas. Isso pode ocorrer porque pessoas com depressão leve concentram sua atenção no tempo e menos nas influências externas. A percepção precisa do tempo pode não ser um grande consolo para os deprimidos, mas sugere como a atenção é alocada na depressão e por que as pessoas deprimidas costumam dizer que o tempo parece se arrastar.
As pessoas deprimidas podem ser tratadas com exercícios. Está muito claro para a maioria de nós, que o exercício faz com que o paciente se sinta melhor por um curto período, mas será que isso pode também tratar a depressão a longo prazo? Uma nova revisão sobre material obtido após 26 anos de pesquisa descobriu que pode, sim! Esses estudos sugerem que o exercício físico não só faz com que as pessoas se sintam melhor no momento, mas também ajuda a impedir futuros episódios de depressão. Não é de se admirar que muitos profissionais da Saúde Mental tem prescrito exercícios no tratamento da depressão.
Pessoas deprimidas sentem a dor física com mais intensidade. As observações são de que, realmente, as pessoas que estão deprimidas também podem experimentar níveis mais intensos de dor física. São vários os estudos que mostram que os indivíduos induzidos a um estado depressivo tornam-se menos capazes de lidar com a dor. Quando as pessoas saudáveis ​​se entristecem com pensamentos negativos e música depressiva, seus cérebros processam a dor mais emocionalmente, o que os leva a achar a dor ainda mais desagradável.
O estilo de pensamento influencia no estado depressivo do paciente. As pessoas geralmente pensam que a depressão é causada, pelo menos em parte, por grandes e ruins eventos de vida. Isso é verdade, mas a depressão também refere-se ao modo como as pessoas reagem a esses eventos e, de fato, a estressores comuns e cotidianos. Está comprovado que pessoas que tiveram grandes reações emocionais a eventos relativamente pequenos tiveram maior probabilidade de ter sintomas depressivos quando foram acompanhados dez anos mais tarde. A importância do estilo de pensamento, além da genética e das circunstâncias, é respaldada por outro estudo recente, que descobriu que o modo como as pessoas pensam sobre seus problemas influenciam os níveis de depressão que vivenciam. Explicando: embora não possamos mudar o histórico familiar de uma pessoa ou suas experiências da vida, é possível ajudá-la a mudar a maneira como ela pensa e ensiná-la estratégias de enfrentamento positivas que podem atenuar e reduzir os níveis de estresse.
Espero que essa informações sejam úteis para você, esclarecendo mais alguns pontos a respeito da depressão. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! CLIQUE AQUI para ler mais comentários sobre a depressão e seu tratamento!
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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista.
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo ao Shopping Metrô Santa Cruz. Atendimento de segunda-feira aos sábados. Marcação de consultas pelo tel. 11.94111-3637, pelo whatsapp 11.98199-5612 ou pelo email paulocesar@psicologopaulocesar.com.br

SEU FILHO ADOLESCENTE ESTÁ ESTRESSADO?

Os adolescentes estão sob mais estresse hoje do que nunca. Parece um exagero, mas ser um adolescente não é fácil! Adolescência sempre foi um período complicado de desenvolvimento, definido por mudanças fundamentais (físicas, cognitivas e sociais) experimentadas pelos jovens à medida que crescem da infância à idade adulta. Essas transições desencadeiam mudanças na maneira como o adolescente se vê e na maneira como os outros o veem e o tratam. Eles não são mais crianças, mas ainda não são adultos, e essa fase não tem impacto só no jovem que experimenta as transições, mas também nos pais, na família, nas relações e na sociedade como um todo.

A adolescência é um estágio estranho em que os jovens lutam para construir sua própria identidade, ter autonomia e aprender sobre intimidade e sexualidade nos relacionamentos. Todas estas coisas causam um certo nível de angústia, mas não são coisas realmente novas. O que é novo é o ambiente em que vivemos: essa sociedade de ritmo acelerado e perpetuamente conectada dá o tom para as mensagens e expectativas que os adolescentes recebem todos os dias. Devido às diversas pressões em torno da escola, do trabalho, das famílias, dos relacionamentos, das mídias sociais e da aparentemente interminável série de transformações próprias desta etapa da vida, os adolescentes de hoje estão mais estressados ​​do que nunca.

Existem certos contextos que inevitavelmente tornam o adolescente um ser ainda mais difícil. Viver na pobreza ou estar em um lar abusivo, por exemplo. Outras questões mais recentes, como as pressões da sociedade moderna para que cresçam rapidamente, tenham suas vidas completamente descobertas quando começarem o ensino médio, e as inovações tecnológicas e sociais da atualidade que transformaram a vida familiar tornam a experiência de ser adolescente algo exponencialmente mais difícil.

Sem o apoio adequado, os adolescentes estressados ​​podem ter um risco maior de problemas psicológicos, problemas acadêmicos e problemas de saúde. Por isso, é importante estar atento aos sinais de alerta que o adolescente emite quando está sentindo estressado. Assim, os pais poderão intervir mais adequadamente. Veja abaixo, alguns sinais de que o adolescente está estressado:
  • Ele tem dores de cabeça e estomacais. O estresse geralmente causa sintomas também na saúde física. Dores de cabeça frequentes, dores de estômago e outras preocupações somáticas podem ser um sinal de estresse.
  • Ele tem problemas com o sono. Dificuldades para adormecer ou permanecer dormindo podem ser um sinal de estresse. E isso pode ser um ciclo vicioso, logo, é menos provável que um adolescente “mega-cansado” consiga tolerar o estresse. Alguns adolescentes estressados ​​dormem demais. Querer sempre voltar para a cama depois da escola pode significar que está tentando escapar do estresse, assim como dormir o dia todo nos fins de semana.
  • Ele tem problemas educacionais. Não é incomum que problemas ligados ao estresse sejam resultantes de problemas relacionados à escola. Em alguns momentos, as dificuldades acadêmicas são resultados do estresse do adolescente. Se as notas do seu adolescente diminuíram, ou se a frequência dele estiver ruim, considere que essa mudança pode estar relacionada ao estresse.
  • Ele está com dificuldade para se concentrar. Quando os adolescentes têm muitas coisas em mente, é difícil que consigam se concentrar nas atividades mais importantes. Eles se distraem facilmente na sala de aula e podem ter dificuldade em realizar suas tarefas escolares.
  • Ele tem falado coisas negativas sobre si mesmo. Com frequência, os adolescentes estressados ​​usam muita conversa negativa a respeito de si mesmos. Por exemplo, um adolescente pode dizer coisas do tipo: "ninguém gosta de mim" ou "nada parece dar certo". Embora seja normal que os adolescentes façam esses comentários às vezes, se você estiver ouvindo isso repetidamente, é provável que seja um sinal de estresse.
  • Ele tem se preocupado com tudo. Adolescentes estressados, muitas vezes se preocupam com tudo e com qualquer coisa. Eles podem se preocupar com todas as possíveis coisas ruins que poderiam acontecer ou podem se preocupar sobre como os outros irão percebê-los. Se o jovem tem expressado mais preocupação do que o habitual, pode ser devido ao estresse.
Quando procurar ajuda profissional?

Como visto, há muitos sinais sobre a forma como os adolescentes se sentem. Se você suspeitar que seu filho adolescente está sofrendo com o estresse, converse com ele sobre isso. Você poderá também ensinar ao seu filho algumas técnicas simples de gerenciamento de estresse. Se você achar que o estresse do jovem está interferindo na escola, na família, nas responsabilidades domésticas ou nas relações com os amigos, talvez seja hora de procurar ajuda profissional. Os sintomas que duram mais de duas semanas devem ser sempre considerados pois dizem que seu filho pode estar com algum problema de ordem psicológica, como depressão ou ansiedade. Procure um psicoterapeuta psicólogo sobre suas preocupações.

O que os pais podem fazer?

Os pais devem manter um padrão excelente de comunicação com os filhos. Isso é fundamental para que, ao tornar-se adulto, tenha sucesso no mundo de hoje. Mas os pais devem, também, seguir os próprios conselhos e conversar com os adolescentes sobre expectativas, objetivos; deve perguntar a eles sobre o que eles pensam, o que querem e como se sentem. Evidentemente, isso significa que também devem estar preparados para ouvir. Os adolescentes precisam saber que, embora os pais desejem o que é melhor para eles em suas vidas futuras, o que é melhor não precisa necessariamente se equiparar aos desejos dos pais, os quais devem ouvir os filhos sobre como eles imaginam seu futuro.

Os adolescentes também precisam de amor incondicional, aceitação e apoio, logo, os pais devem ser explícitos quanto a isso. Devem, igualmente, ajudar seus filhos a definir expectativas realistas e a manter as coisas em perspectiva. Não decidir sobre o curso que fará na faculdade não faz de você um pai horrível, pensar que é bom para os adolescentes falharem em alguma coisa também não o faz terrível... afinal, o fracasso apresenta uma oportunidade de crescimento! Se você permitir que seu filhos experimente um momento ruim, isso pode ser um grande aprendizado para eles!

Espero que você possa ajudar o seu filho caso ele esteja na situação acima apresentada, e que o artigo lhe seja útil ou a alguém que você conheça. 

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Um abraço,

  • Psicólogo Paulo Cesar
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VOCÊ ACEITA CRÍTICAS?


Você é uma dessas pessoas que que não aceitam a verdade quando é falada por outra pessoa? Então vamos refletir a respeito disso!

Todo mundo conhece alguém que tem muita dificuldade em aceitar e ouvir a opinião alheia. Mesmo conselhos bem intencionados não são fáceis de ouvir, especialmente se não forem solicitados. Tudo o que se ouve são críticas consideradas negativas. Pode ser um colega de trabalho dando alguns conselhos amigáveis ​​sobre como fazer uma tarefa melhor na próxima vez, ou mesmo um amigo que quer dizer algo que será útil para a pessoa, embora seja doloroso ouvir, ou mesmo um membro da família tentando resolver um desentendimento qualquer. Tudo é visto como crítica, oposição ou acusação.

Bem, a verdade é que até podemos gostar de pensar que aceitamos facilmente as críticas, mas, na verdade, a maioria de nós não é tão bom nesse quesito. Muitas vezes, quando ouvimos o que nos parece ser uma crítica, nossas defesas aumentam imediatamente. Nós miramos e rebatemos as críticas para bem longe, além do limite, e simultaneamente (e inconscientemente), revemos os nossos próprios mecanismos de defesa do tipo culpar outras pessoas, fazer piadas, ficar com raiva, ficar indignado e todas as outras maneiras de se evitar ouvir o que está sendo dito. Como é um processo inconsciente, é claro que não sabemos o que estamos fazendo, todavia, estamos literalmente nos defendendo da verdade que está sendo manifestada sobre nós mesmos.

Pode ser mais fácil ver isso acontecendo em outras pessoas, quando somos “expectadores”, pois estão além de nós mesmos. Há pessoas que são espinhosas e difíceis de se aproximar, há alguns que rapidamente ficam perturbados com a sugestão de desafio, e tem outros tão escorregadios que falar com eles é como correr atrás de um sabonete ao redor da banheira.

Imagino que você esteja até reconhecendo um pouco de si próprio nessas descrições. Às vezes as defesas são úteis pois há momentos e lugares em que devemos evitar um desafio ou uma contenda. O problema surge quando não sabemos que estamos usando essas estratégias defensivas – são essas as pessoas que não aguentam a verdade.

Será que não é possível mudar de atitude? Quando você for confrontado com novas informações que desafiam a sua posição, é claro que vale sempre a pena ouvir e tentar descobrir se há alguma verdade por trás disso! O fato é que (verdade seja dita), as pessoas não se conhecem tão bem quanto pensam. Da próxima vez, em vez de reagir negativa, agressiva e imediatamente às críticas, pergunte a si mesmo: há algo nisso que pode ser útil para mim?

Se puder fazer isso, você estará sempre aberto à mudanças. E quando alguém está aberto para mudar, cresce constantemente como pessoa, tornando-se mais sábio e mais capaz de navegar pelo mundo e em seus relacionamentos.

Concluindo, gostaria de dizer que o primeiro passo é parar na próxima vez que você tiver uma experiência como essa, manter a calma, segurar o ímpeto de reagir e perguntar a si mesmo se existe alguma verdade nisso, mesmo que seja apenas um pouquinho. Aprenda a ouvir, classifique as informações úteis e deixe essas informações úteis “entrarem em sua mente”. Por mais dolorosa que a verdade possa ser a curto prazo, os benefícios de conhecer melhor a si mesmo se fantásticos e duradouros.

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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar

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O QUE OS CASAIS FELIZES FAZEM DE DIFERENTE?


As pessoas querem amar... quero dizer, desejam amor em suas vidas e precisam deste amor, recebendo e dando esse maravilhoso sentimento. E enquanto seguem suas jornadas, estão sempre acreditando no “amor para sempre”, pois são firmemente convencidas de que seus casamentos serão eternos.
No entanto, na sociedade moderna, o divórcio não é mais um evento incomum para casais que deixaram de ser felizes, tornando-se, infelizmente, um modo de vida. De fato, não apenas os divórcios são mais aceitos e frequentes do que nunca, como também não é incomum que as pessoas se separem mais de uma vez. Todavia, mesmo tendo cada vez mais a liberdade de escolher (e não escolher) um parceiro sem temer as repercussões do estigma social, o divórcio ainda é uma das experiências mais traumáticas que uma pessoa pode enfrentar.
Você gostaria de aumentar as chances de seu casamento durar bastante ou para sempre? Então considere as sugestões abaixo. Com certeza, não sou o melhor marido do mundo, mas juntando minhas experiências pessoais, o estudo da psicologia, a prática psicoterapêutica e as experiências dos meus clientes, creio que são ideias muito interessantes.
Vamos assumir que mesmo sendo tão boa quanto a vida pode ser, ela nunca será perfeita. Todos os casais experimentam desafios pessoais que afetam seus relacionamentos. Realmente, há enormes chances disso acontecer; por exemplo, chegará um momento em que as coisas que lhe fazem feliz (trabalho, dinheiro, filhos, etc.) poderão causar sérios conflitos em seu casamento também. Então, preste atenção: se o conflito se manifesta como um colapso total do relacionamento ou como uma leve tensão, os casais felizes resolvem isso facilmente! Os cônjuges conversam entre si e dizem como se sentem e o do que gostariam, e escutam o que a outra pessoa tem a dizer. Casais felizes ​​resolvem seus conflitos com empatia, abertura de espírito e bondade. Quero dizer, então, que são casais que possuem boas habilidades para o gerenciamento de conflitos.
É muito comum que, à medida que passam dias, meses e anos de casamento, os cônjuges comecem a se tratar como pessoas já “conquistadas e garantidas”, assim como suas melhores qualidades. De repente, por causa dessa (digamos) falta de cuidado, um deles poderá achar (surpreso) que o outro parece tratar o “pet” com mais respeito e cuidado do que o trata. Essa é uma conclusão dolorosa. Então, preste atenção: casais felizes entendem que seus parceiros querem se sentir como o rei ou a rainha do castelo. Eles sabem como tratar a realeza - com a honra e o respeito que o cônjuge não só merece, cumprindo a promessa feita no momento da união conjugal. Os casais felizes sabem como ser respeitosos mesmo quando estão com raiva ou se sentem injustiçados. Quero dizer, então, são casais em que os cônjuges tratam uns aos outros com respeito.
Esse é um aspecto indiscutível para a felicidade dos casais: junto com sonhos e desafios compartilhados, os casais possuem desejos e preocupações , individualmente. Casais felizes garantem a segurança do coração de seus parceiros, tratando essas esperanças e ansiedades com muito carinho e cuidado. Então, preste atenção: embora possa haver algum momento em que um dos dois tenha que expressar discordância (para o bem maior do relacionamento) com algo que o cônjuge deseja (ou com um padrão de comportamento doentio), sempre que puder, os casais felizes amparam seus cônjuges. Quero dizer, então, que nos casais felizes, os cônjuges apoiam-se mutuamente para alcançar seus sonhos e superar os medos.
Como é comum, muitos casamentos desmoronam por causa do dinheiro. Embora as pessoas não tenham que compartilhar pensamentos idênticos sobre finanças, os casais felizes conversam sobre quanto dinheiro possuem, como irão priorizar os gastos e como economizarão para o futuro. Então, preste atenção: os cônjuges felizes sabem que se não chegarem a um ponto em comum sobre os recursos financeiros do casal, haverá preocupação, estresse e, infelizmente, pode ser o começo do fim. Quero dizer, então, que os casais felizes cuidam juntos dos seus recursos financeiros, dos gastos, do patrimônio e bens materiais.
Casais felizes sabem que indivíduos saudáveis ​​criam parcerias saudáveis. Parte de ser uma pessoa saudável envolve a exploração e a expressão de suas próprias paixões sem a interferência (ou envolvimento forçado) do outro. Nada apagará mais rapidamente as chamas do amor do que a inveja e a possessividade. Então, preste atenção: casais felizes reconhecem o valor de se permitir que cada cônjuge passe um tempo sendo "egoísta", o que acaba por aumentar a disposição (e capacidade) de cada um ser ainda mais altruísta. Quero dizer, então, em casais felizes, ambos permitem que cada um tenha uma vida independente do relacionamento amoroso.
Quando tudo está errado no relacionamento (ou na vida), os casais felizes aproveitam o maior trunfo que compartilham - a amizade. Então, preste atenção: a amizade de um casal é um algo em constante evolução, e muda à medida que as pessoas envelhecem, à medida que os interesses mudam, à medida que as crianças nascem e quando o ninho fica vazio. Os casais felizes ​​cultivam constantemente a amizade com o cônjuge para garantir que as raízes cresçam fortes e profundas, qualidades que servem ao casamento quando ele é forçado a resistir a uma tempestade. Quero dizer, então, que nos casais felizes a amizade é colocada como a mais alta prioridade do relacionamento.
Felizmente os casais entendem que tudo é temporário, e que os tempos difíceis passarão mais cedo ou mais tarde. Através da incerteza e do medo, há lições de perseverança e determinação a serem aprendidas. Então, preste atenção: casais felizes olham com atenção essas experiências difíceis para aprenderem com elas, mudam de perspectiva e se adaptam em conjunto para passar por isso ... juntos. Quero dizer, então, os casais felizes sempre lembram que todas as coisas da vida são impermanentes.
A vida é cheia de altos e baixos, dizem isso sempre por aí... Então, preste atenção: apesar das dificuldades que vão acontecer, os casais felizes procuram as alegrias da vida. Eles acreditam que sempre há algo pelo que devem agradecer, e procuram um valioso presente em cada experiência difícil. Acima de tudo, os casais felizes se lembram de como é importante manter um bom senso de humor, rir e se divertir juntos. Quero dizer, então, que os casais felizes são otimistas, riem e se divertem.
Espero que você realmente tenha muitas felicidades em seu casamento, e que o artigo lhe seja útil ou a alguém que você conheça. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! CLIQUE AQUI e leia mais dicas para ser feliz no casamento.
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QUEM CANTA, OS MALES ESPANTA!


Você gosta de cantar mas não faz isso porque acha que não é afinado ou não tem intuição musical? Ou você não canta porque, assim como cerca de 85% das pessoas, lhe disseram há muito tempo que não se deve cantar e abrir a boca em público? Então fique sabendo que você está deixando de ter excelentes benefícios para a sua saúde por ficar quieto e não cantar. O ditado popular “quem canta, os males espanta” tem seus fundamentos, e as pessoas que soltam a voz são mais felizes, saudáveis ​​e vivem mais, independentemente de cantarem bem ou não!
Cantar é uma arte e é muito benéfico para todos. As pesquisas estão mostrando que as pessoas que cantam são mais felizes, vivem mais e são geralmente muito mais saudáveis. Isto posto, cante com o seu  coração, e ninguém vai se importar se você é afinado ou não, a menos que você seja membro de um coral!
Claro que há muitas maneiras para você se expressar cantando: pode ser com seus amigos, todos cantando juntos, no chuveiro, no carro ou em qualquer outro lugar em que você se sinta à vontade! Como disse Mark Twain, “cante como se ninguém estivesse ouvindo, ame como se você nunca tivesse sofrido, dance como se ninguém estivesse lhe vendo e viva como se o paraíso fosse na terra!”.
Bem, se ainda não se convenceu das vantagens que você terá ao cantar, abaixo seguem algumas razões que podem lhe fazer mudar de ideia.
As pessoas que cantam têm melhor saúde cardíaca e pulmonar. Todos nós já sabemos 
dos benefícios da respiração profunda obtida em práticas de ioga, meditação ou ginástica, mas cantar em voz alta pode lhe ajudar a acionar toda uma gama de músculos e melhorar a sua circulação, e você vai sentir que os seus músculos abdominais e intercostais serão tonificados. Se você cantar com amigos ou num coral, vai ser ótimo para o coração, como foi descoberto por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. Eles viram que a respiração regular e controlada ajuda a relaxar e que há uma redução do risco de doença cardíaca – perceberam, por exemplo, que há um batimento cardíaco sincronizado, especialmente quando entoa-se cânticos lentos.
Outros estudos, incluindo um na Universidade de Cardiff (no País de Gales), revelaram que pacientes com doenças pulmonares crônicas e que eram membros de algum coral, tinham maior capacidade respiratória. Parece mesmo que cantar é como uma celebração de oxigênio.
As pessoas que cantam são mais felizes. Ao cantar, as pessoas liberam endorfinas, o que faz com que elas se sintam melhor e tenham o humor positivo. O nervosismo é diminuído e o cantor passa a se sentir melhor. Isso é intensificado quando as pessoas cantam juntas num grupo de amigos ou num coral. Um outro hormônio, conhecido como oxitocina (o “hormônio do carinho”) também é ativado quando as pessoas cantam e isso aumenta o senso de conexão e confiança.
As pessoas que cantam possuem melhor equilíbrio. Há um estudo muito interessante sendo realizado pela Universidade da Califórnia em San Francisco no momento. Os pesquisadores criaram 12 novos corais em centros de tratamento de idosos, e previamente os idosos foram testados quanto às suas forças e equilíbrios nas pernas, fatores-chave na prevenção de quedas em idosos. A descoberta foi que os membros dos corais caem muito menos, tem as pernas mais fortes e melhor equilíbrio. Apenas mais um motivo para fazer, por muito tempo, a sua prática de canto. Tudo leva a crer que cantar é a chave para uma vida longa e que possibilita ter uma boa aparência, um temperamento estável, mais inteligência, novos amigos, excelente autoconfiança, maior atratividade sexual e melhor senso de humor.
A vida de quem canta é realmente mais longa, então prepare as suas cordas vocais. Uma pesquisa foi realizada conjuntamente pelas Universidade de Harvard e Yale, abordando a expectativa de vida um grupo de idosos e a conclusão foi que o canto os ajudou a viver mais por terem uma melhor saúde mental, por serem menos deprimidos e um bem-estar elevado em todos os aspectos. Obviamente, um estilo de vida saudável também ajuda, sem o uso de drogas, bebidas, muitas festas ou qualquer outra coisa que pudesse afetar a capacidade vocal.
Pessoas que cantam frequentemente adotam uma postura melhor e parecem ser mais jovens. Quando os cantores acertam sua técnica de respiração, eles são forçados a ficar em pé com os ombros para trás. A boa postura melhora a respiração, o que resulta em uma voz com melhor sonoridade. Isso também significa que você terá uma saúde melhor à medida que envelhece. A constatação é simples: você já viu um coral se apresentar sentado? Ao cantar, as pessoas conseguem exercitar uma grande variedade de músculos, do estômago ao rosto – lembre-se: são os músculos faciais que, tonificados, farão com que você pareça mais jovem e mais vibrante. Ao sorrir, também se tonifica os músculos faciais mas, infelizmente, sorrir não significa necessariamente que você vai cantar bem!
“Estou cantando na chuva, apenas cantando na chuva; Que sentimento glorioso, estou feliz novamente!”- Arthur Freed (“I’m singing in the rain, just singing in the rain; What a glorious feeling, I’m happy again!” –  Arthur Freed).
Espero que o artigo lhe seja útil ou a alguém que você conheça. Há vários outros artigos no Blog do Psicólogo (www.blogdopsicologo.com.br) que podem ser interessantes para o seu momento de vida! CLIQUE AQUI e veja se você como ser mais otimista!
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CRISE DE PÂNICO - VEJA COMO OCORRE !


Muita gente sofre de ansiedade...
Sai de férias e na hora de embarcar num avião, num ônibus, no metrô, etc., a ansiedade aparece prejudicando a vida da pessoa. Gente que nunca teve esse tipo de problema e que, de repente, trava, não conseguindo enfrentar as mais diversas situações.
São milhões de pessoas passando por situações parecidas diariamente, em que um mal-estar súbito deixa a pessoa com uma sensação de estar “fora do ar” ou “fora de si mesmo”. Trata-se da síndrome do pânico, que é uma sensação de medo inesperada e inexplicável, geralmente desencadeada por uma situação de ansiedade aguda. E se a pessoa estiver passando por um período emocional conturbado, isso é mais fácil de acontecer.
Normalmente o tratamento é realizado com medicamentos (receitados por psiquiatras) e terapia com psicólogos simultaneamente. Esse acompanhamento psicológico é fundamental para o fortalecimento emocional pois a psicoterapia possibilitará entender o que causou aquelas reações no corpo.
No momento da crise, o que pode ajudar é respirar fundo lenta e repetidas vezes e focar a realidade que está vivendo, o “aqui e agora”.

Imagem obtida na internet
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TEM GENTE QUE VIVE SE “ACHANDO” – OS NARCISISTAS

Desenvolvido por Paulo Cesar Teixeira Ribeiro, psicólogo clínico com pós-graduações em Sexualidade Humana, Psicologia Clínica e Autismo.

É muito bom sentir que é admirado. Ninguém pode negar que isso nos faz sentir bem e mais importantes. Sim, às vezes nos orgulhamos e nos gabamos também, mas se as pessoas começarem a falar que você é arrogante, manipulador e exigente, você pode estar sofrendo de uma condição mais séria. Talvez você esteja “se achando”, como se diz na gíria, mas na verdade, esses são traços dos narcisistas e, infelizmente, indicam uma falta de capacidade de empatia com os outros e um senso inflado de autoimportância.

As características de fácil identificação do Transtorno de Personalidade Narcisista são a grandiosidade, a falta de empatia com outras pessoas e a insaciável necessidade de admiração. Pessoas com essa condição são frequentemente descritas como arrogantes, egocêntricas, manipuladoras e exigentes. A elas também estão associadas as fantasias grandiosas (por exemplo, seu próprio sucesso, beleza, brilho) e normalmente acreditam que merecem tratamento especial. São características que, geralmente, começam no início da idade adulta e são marcantes em vários contextos, como no trabalho e nos relacionamentos.
Os narcisistas – pessoas que “se acham” - acreditam que são superiores ou especiais, e muitas vezes tentam se associar com outras pessoas que acreditam serem únicas ou dotadas de algo especial. Essa associação aumenta sua autoestima que é, na verdade, bastante frágil sob a máscara que usam para se relacionar. Narcisistas procuram toda a admiração e atenção possíveis, na tentativa de descobrir o que os outros pensam deles. Possuem dificuldade em tolerar críticas ou derrotas, e podem sentir-se humilhados quando experimentam uma reprimenda na forma de crítica ou rejeição. O narcisismo não deve ser confundido com alta autoconfiança e autoestima. Aqueles com alta autoestima são humildes. Se você for um narcisista, provavelmente é também egoísta, arrogante e ignora os sentimentos e necessidades dos outros.

Se você estiver sendo um narcisista, isso provavelmente está afetando sua vida cotidiana... de um modo negativo. Você pode se sentir insatisfeito com a vida e desapontado quando os outros não estão lhe admirando ou dando-lhe tratamento e atenção especiais. Seus amigos e colegas de trabalho, relacionamentos pessoais e sociais certamente estão sofrendo, porém você não consegue ver a sua participação nessas ocorrências. Pessoas que “se acham” (narcisistas) são incapazes de perceber os efeitos prejudiciais que seu comportamento causa a si mesmos e aos outros. Se você é assim, pode ser que as pessoas não gostem de estar com você, acarretando em insatisfações em sua vida.

Monopoliza as conversas? Sentimentos de tem todos os direitos? Deprecia as outras pessoas? Estes são alguns dos sinais clássicos do narcisismo. Sabe aquela pessoa que só ela conhece o caminho “certo” (todos os outros caminhos estão errados)? Aquele que só de olhar, já se percebe o quanto ele é convencido e pouco empático? Esses são os narcisistas e podem apresentar os seguintes sinais e sintomas. Cinco ou mais dos sintomas abaixo identificam uma pessoa com distúrbio da personalidade narcisista:
  • Exagerar na própria importância e em suas conquistas e talentos
  • Preocupar-se com fantasias de sucesso, poder, beleza, inteligência ou romance ideal
  • Crer que é especial e wue só pode ser compreendido por outras pessoas de alto status ou instituições especiais
  • Requerer de atenção constante e admiração dos outros
  • Ter expectativas não razoáveis ​​de tratamento favorável
  • Aproveitar-se os outros para alcançar seus próprios objetivos
  • Desconsiderar os sentimentos dos outros, carece de empatia
  • Invejar os outros ou acreditar que outras pessoas têm inveja dele ou dela
  • Mostrar comportamentos arrogantes e atitudes
  • Pensar sobre si mesmo na maior parte do tempo e falando muito sobre si mesmo, autopromoção
  • Estabelecer metas irrealistas para si
  • Esperar que os outros façam favores especiais para você
  • Crer que ninguém deve questionar seus motivos e deve ter inabalável conformidade com seus pedidos
  • Buscar continuamente o poder
  • Demonstrar superioridade
Muitas vezes, somos inicialmente atraídos por pessoas narcisista pois eles se apresentam autoconfiantes, energéticos, etc. No entanto, conhecendo a pessoa em profundidade, instintivamente começamos a desprezar os mesmos traços que inicialmente nos atraíram, isso, é claro, depois de percebermos as respostas emocionais que esses narcisistas expressam nos relacionamentos.

O narcisismo afeta aproximadamente 1% da população, com maior prevalência em homens do que em mulheres - 50 a 75% dos narcisistas são do sexo masculino. Além disso, é comum que muitos adolescentes exibam as características acima, mas isso não significa que eles desenvolverão posteriormente um distúrbio de personalidade narcisista.

As causas do narcisismo ainda não são bem compreendidas, mas há sinais de que todos os fatores genéticos e biológicos, bem como o meio ambiente e as experiências iniciais da vida desempenham um papel no desenvolvimento dessa condição. Muitos dos traços deste distúrbio ocorrem durante os estágios normais de desenvolvimento. Os cientistas acreditam que o início completo do distúrbio de personalidade narcisista pode ocorrer quando o desenvolvimento interpessoal durante essas fases é conflitante. Exemplos de ambientes interpessoais negativos ou destrutivos que favorecem a formação do narcisismo incluem:
  • Nascer com um temperamento muito sensível
  • Aprender comportamento manipulativo de pais ou colegas
  • Ser excessivamente elogiado por bons comportamentos e excessivamente criticado por maus comportamentos
  • Sofrer de abuso grave na infância
  • Ter cuidados parentais inconsistentes - cuidados não confiáveis ​​ou imprevisíveis
  • Ser excessivamente intimidado pelos pais, colegas ou familiares
  • Ser excessivamente admirado sem realimentação realista para equilibrar o indivíduo com a realidade
  • Receber elogios excessivos dos pais ou de outras pessoas por sua aparência ou habilidades
O tratamento do transtorno de personalidade narcisista pode ser um desafio já que trata-se de pacientes que se sentem acima dos outros, portanto com um condição que inclui grandiosidade e atitude defensiva, dificultando o reconhecimento dos problemas, suas vulnerabilidades e responsabilidades. A psicoterapia é a abordagem chave, logo de grande valia na ajuda a essas pessoas que “se acham” a se relacionar com outras pessoas de uma forma mais saudável e compassiva – estimula os relacionamentos pessoais mais funcionais e a melhor compreensão das emoções e por que o paciente se sente assim. Como o tratamento é focado em traços de personalidade que são bastante constantes ao longo do tempo, pode levar muitos anos de psicoterapia antes de se dar conta de uma ruptura. Os comportamentos de mudança estão focados em aceitar a responsabilidade por suas ações e aprender maneiras de interagir pessoalmente de maneira mais apropriada. Esses incluem:
  •  Aceitar e manter relacionamentos com colegas de trabalho e familiares
  • Tolerar críticas e falhas
  • Compreender e regular seus sentimentos
  • Minimizar 
Não existem medicamentos conhecidos para tratar o distúrbio de personalidade narcisista, mas não é incomum que esses pacientes sofram de depressão e ansiedade – há medicamentos úteis para essas condições. Indivíduos narcisistas também estão propensos a abusar de drogas e álcool - então o tratamento para problemas de dependência também é benéfico.

Se você consegue se ver como um narcisista, mantenha a mente aberta em relação ao tratamento, informe-se sobre sua condição e esteja focado em seu objetivo. Você pode ser negativamente reativo ao tratamento, mas saiba que isso pode ajudar.

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Um abraço,

Psicólogo Paulo Cesar

  • Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais.
  • Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana, budista e diversas pós-graduações como Sexualidade Humana, Psicologia Clínica e Autismo.
  • Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
  • Consultório próximo à estação de metrô Vila Mariana em São Paulo, SP.
  • Atendimentos (presenciais e por internet) de segunda-feira a sexta-feira.
  • Marcação de consultas pelo tel./whatsapp 11.94111-3637