PAULO C. T. RIBEIRO - Psicólogo de adolescentes, adultos, casais e gestantes. Formado na Univ. de Guarulhos, especializado na área clínica, com certificação em Racismo e Psicanálise (Achille Mbembe), extensão e certificação em Filosofia e Meditação e em Psicologia dos Excessos (PUCRS), pós graduações em Sexualidade Humana, Autismo (Famart) e Psicologia Clínica (PUCRS) e com diversos cursos de aperfeiçoamento e atualização.
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Daqui em diante, você encontrará muitos outros artigos sobre psicologia. A finalidade da Psicoterapia é entender o que está ocorrendo com o cliente, para ajudá-lo a viver melhor, sem sofrimentos emocionais, afetivos ou mentais. Aqui você encontrará respostas sobre a PSICOTERAPIA - para que serve e por que todos deveriam fazê-la. Enfim, você encontrará nesses artigos,informações sobre A PSICOLOGIA DO COTIDIANO DE NOSSAS VIDAS.
"Os melhores momentos da vida
juntos são quando você está sozinho", disseram por aí, mas essa é uma afirmação que não é
necessariamente uma opinião amplamente compartilhada! Depois de passar a
fase de convergência dos cônjuges e da união amorosa, às vezes surge um sentimento de solidão. Nesta fase, é comum o abandono das
estratégias de sedução e o relacionamento é dado como certo e garantido. Isso
acontece com mais frequência algumas décadas depois, quando
os filhos saem para “ganhar o mundo” e o pai ou a mãe se sente sozinho, o que
caracteriza a Síndrome do Ninho Vazio.
Uma paciente (58 anos) de
psicoterapia assim falou: "De minha parte, foi quando o meu marido foi
nomeado diretor do departamento de TI de sua empresa que comecei a me sentir
sozinha". Ela continua: “Meus dias eram mais longos e, mesmo em
casa, parecia que eu estava em outro lugar”. Observe que narrativa,
está implícita que a vida do casal passou e ter menos trocas e pouca cumplicidade. Creio que seja interessante comentar sobre o
que desencadeia este sentimento de isolamento. Ele está ligado ao sentimento do casal de as partes não mais estão unidos em seu
mundo interior, nas suas emoções, e também por não se unirem um ao outro pois os interesses e as sensibilidades estão diferentes:
sendo duas direções, cada um segue seu próprio caminho sem que se
cruzem.
Esse novo sentimento dá
indícios sobre a situação do casal e faz um alerta de que há algum distanciamento entre os esposos. Portanto, sob a
ótica psicoterapêutica, é importante que conversem sobre
isso para que melhorem a comunicação. É certo que frente a ausência
de diálogo (o que propicia estar com a impressão de estar só), uma reconexão representa
o primeiro passo para uma mudança positiva. Podemos, então, descobrir que o
outro compartilha dos mesmos sentimentos. Veja o que narra a
paciente acima mencionada: "Quando contei ao meu marido sobre meu
sentimento de solidão e de vazio, ele respondeu que também sentia a mesma coisa porque tinha a impressão de que
eu não queria ouvi-lo falar sobre sua nova experiência profissional e que ele
havia parado de falar comigo sobre isso quando era apaixonado por isso. Reconheço
que ele não estava errado. Eu já achava seu trabalho muito intrusivo e não
queria que ele ocupasse nossas conversas noturnas ou de fim de semana”.
Aqui devemos realçar a importância da partilha. O casal tem que falar das suas
emoções, dos seus sentimentos, sair de atividades puramente paralelas para,
assim, encontrar interesses comuns, ver amigos juntos, etc. Dependendo
das preferências de ambos, podem ler os mesmos livros, ver
exposições juntos, passear ou viajar também juntos. Quer dizer, o casal sempre
tem que buscar alternativas juntos e encontrar um terreno comum e o desejo de compartilhar.
Mas por outra perspectiva,
o relacionamento com o cônjuge tem seus limites. Algumas pessoas exigem
muito dele e os motivos, muitas vezes, vêm de muito longe. Se lhe faltou
carinho na infância, por exemplo, você pode ser amparado pelo seu companheiro,
mas ele não vai conseguir resolver tudo ou preencher tudo. Há,
outrossim, uma solidão inerente à nossa condição humana - todos
se deparam com esse sentimento existencial. É essencial ser consciente de que um
não pode viver a experiência do outro, isto é, não podemos fazer tudo pelo outro,
nem ele por nós: precisamos encontrar espaços para estarmos juntos, mas
não podem ser todos os espaços, afinal, não é possível encontrar a fusão amorosa
original, aquela que vivenciamos com nossos pais. Então? Prontos para um novo
começo?
Uma sugestão é considerar
o que o casal construiu estando juntos, relembrar a segurança e o carinho que foi
dada um ao outro, as alegrias compartilhadas e as dificuldades que passaram, os
valores comuns, etc. Considerem igualmente o afeto, a cumplicidade, a confiança,
a intimidade, as conversas, o fato de terem sido um para o outro o “porto
seguro”..., enfim, há tantos elementos aos quais, muitas vezes, não prestam
atenção simplesmente porque ele os constitui. Redescobrir os sentimentos e a
paixão inicial não significa que a relação deva ser congelada. Se o
projeto de criar os filhos já não existe e ajudar a cuidar dos netos nem sempre
é suficiente, é importante ter novos objetivos e desejos comuns a curto e médio
prazo, como organizar viagens, associar-se a novos lugares e grupos e assim por
diante. Para alguns, essa projeção para o futuro passa por uma casa,
adquirindo-a ou reformando-a, afinal de contas, trata-se do ninho onde passarão
os “velhos tempos” juntos.
Mas esse “olhar para trás”
e falar sobre a própria história do casal talvez seja uma excelente maneira de
continuar caminhando lado a lado por muito tempo. Essa rememoração pode levar a
saborear o que está acontecendo e motivar a melhorar o resto. Tanto você,
leitor(a) como eu sabemos que à volta de uma boa mesa ou num fim-de-semana a
dois, olhar pelo retrovisor e recordar o que se construiu e conquistou juntos (exemplo:
família, viagens, amizades) é algo maravilhoso e benéfico para “curtir” o
presente.
Você pode conhecer o meu trabalho pelos conteúdos divulgados nesses locais:
Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana, budista e pós-graduações em Sexualidade Humana, Psicologia Clínica (graduando) e Autismo.
Voluntário no Serviço de Reprodução Humana da Escola Paulista de Medicina.
Psicólogo colaborador da Clínica Paulista de Medicina Reprodutiva.
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo à estação de metrô Vila Mariana em São Paulo, SP.
Atendimentos (presenciais e por internet) de segunda-feira a sexta-feira.
Existem pessoas que possuem um alto grau de
sensibilidade e que reagem de forma mais intensa às situações do que os demais, demonstrando muito mais empatia; são
pessoas delicadas e hipersensíveis, que demonstram ter um grau de compromisso
extremamente alto com todas as coisas que realizam. São as Pessoas
Altamente Sensíveis – “PAS” e sobre elas, escrevi um artigo que pode ser acessado clicando AQUI. No artigo que trago hoje, quero alertar que, se você for uma “PAS” (Pessoal
Altamente Sensível), pode facilmente ser vítima de um dos abusos que,
infelizmente, tem se tornado muito frequente.
Penso
que é um dom ser altamente sensível, mas isso também vem com desvantagens, como
a de ser particularmente suscetível a um
tipo de abuso psicológico que tem sido muito comum nos dias atuais, que é o gaslighting
- uma manipulação que faz com que a vítima duvide de si mesma, de seu
julgamento e de sua sensibilidade, e tudo isso com um agravante: por
padrão, as pessoas que estão sujeitas a esse abuso tem grandes dificuldades de
se defender e revidar.
Sem dúvidas, existem muitas razões pelas quais uma Pessoa
Altamente Sensível (“PAS”) se
mostra mais suscetível ao gaslighting, sendo uma das razões mais comuns o
fato de tenderem a não confiar em suas próprias intuições, o que favorece
que uma situação injusta ou abusiva continue por muito tempo. E dado que as Pessoas Altamente Sensíveis se inclinam a ver e sentir as coisas de
maneira diferente das outras, elas sentem uma pressão dos demais ao longo de suas vidas, pressão essa para que pensem, as “PAS”, que
estão reagindo de forma exagerada ou se comportando
de maneira questionável. As pessoas “PAS”, de certa forma, são condicionadas a desconfiar de si mesmas e do que pensam e sentem; por exemplo, mesmo
quando sentem ou percebem que algo está errado ou que estão num relacionamento desequilibrado, podem não se verem
como capazes de falar por si mesmas. Elas simplesmente dizem a si mesmas que estão imaginando coisas e tentam justificar
os comportamentos do agressor.
Uma
outra coisa com a qual as Pessoas
Altamente Sensíveis devem estar atentas é que por serem propensas
a pensar demais em situações interpessoais e a levar as coisas para o lado pessoal, acabam se
tornando mais propensas a
cair na manipulação de um gaslighter. Menciono, por
exemplo, que indivíduos narcisistas e dominadores facilmente são atraídos pelas
sensibilidades das “PAS’s”, o que contribui para a suscetibilidade de
sofrer umgaslighting.
Para as Pessoas
Altamente Sensíveis, o gaslighting
pode ser especialmente prejudicial porque as faz duvidar de sua própria sanidade e realidade,
corroendo sua autoestima e
afetando sua capacidade de prosperar. Saiba que são várias as maneiras que os gaslightersusam para manipular uma “PAS”; e aqui destaco algumas – as mais
comuns:
O manipulador costuma negar os fatos flagrantemente verdadeiros;
além disso, os
manipuladores afirmam que a vítima está inventando ou distorcendo o que
ocorreu, convencendo-a de que a experiência
é
irreal.
O gaslighter geralmente ignora ou minimiza os pensamentos, sentimentos ou experiências do
outro;
ou simplesmente o faz sentir-se como um bobo e finge que não entende o que a vítima está
dizendo, inclusive criticando a sua linguagem ou expressão facial.
É comum, também, o agressor fornecer informações falsas ou reter informações;
e espalhar
boatos sobre a pessoa que sofreu o abuso.
O manipulador, muitas vezes, muda de assunto para desviar a atenção da
verdade
e/ou atribui seus comportamentos agressivos à
vítima.
Há outras formas menos comuns
de gasligthing, mas creio que essas são as mais comuns.
No atendimento
psicoterapêutico de Pessoas Altamente Sensíveis, um dos pontos que mais
enfatizo (para a recuperação do gaslighting), é o
“aprender a acreditar em si mesmo”.
Como
“PAS”, sua intuição é normalmente precisa porque é uma
pessoa que capta uma ampla variedade de
sinais ao seu redor o tempo todo. Mas como citei, visto que suas intuições
nem sempre se alinham com o que aparece na superfície, a “PAS” tem a tendência de duvidar delas e rejeitar seus
palpites. Infelizmente, isso frequentemente resulta em más escolhas ou até
mesmo em perigo.
Constantemente a “PAS” sente que está agindo de forma irracional por causa
do
modo como as outras pessoas respondem ao que diz ou
sente. Recuperar-se do gaslighting, portanto, exige o
desenvolvimento da autoconfiança e fé no que o corpo e sentimentos estão tentando dizer. Veja
algumas dicas sobre como acreditar em seus próprios
instintos:
Prestar atenção em
como se sente em seu “interior físico”.
Desenvolver a
capacidade de prestar atenção às mensagens que vêm do corpo bem como das
emoções, e não apenas do intelecto.
Nunca ignorar algo
só porque parece improvável ou ilógico.
Mesmo que algumas das
sensações sejam desagradáveis, elas ainda estão tentando se comunicar com a
pessoa.
Emoções são a
linguagem da alma, logo a “PAS” deve reconhece-los e aprender a respeitá-los.
Reservar um tempo
todos os dias para relaxar. Sugiro, por exemplo, que se organize os
espaços físicos e digitais pois isso possibilitará que a pessoa ouça a si
mesmo, em vez do que é externo.
A
Pessoa Altamente Sensível pode aumentar sua autoconfiança aprendendo a
administrar suas emoções. Quando se sentir "desligada", estará
ciente de que algo está errado e mais tenderá a acreditar e olhar para os
sinais externos, em vez de ignorá-lo como sendo "uma de suas mudanças de
humor". Assim, se tornará menos suscetível à manipulação no futuro.Colocar as próprias emoções em palavras, mantendo uma espécie de diário ou discutir propositalmente
as emoções com alguém são práticas interessantes. Dar um nome aos sentimentos ajudaa se sentir mais no controle. Ademais,
é recomendável que se aprenda a aceitar os próprios sentimentos mais plenamente ao
invés de rejeitá-los.A resiliência emocional aumentaráquanto mais a pessoa puder lidar com os sentimentos, em vez de lutar contra eles.
Assertividade é a capacidade de expressar os pensamentos e sentimentos de maneira respeitosa consigo e com as outras pessoas. Existem inúmeras
estratégias para aumentar a assertividade e uma delas é dizer “não” de maneira serena e
segura. Outra estratégia é expressar suas demandas e desejos com clareza,
mesmo que apenas para si mesmo.
Gaslighting é um abuso emocional que pode prejudicar
seriamente a saúde mental. Essa experiência pode levá-lo a sentir que é culpado
por tudo o que ocorre, mas não coloque a culpa em si mesmo... A
autocompaixão é uma habilidade que pode ser adquirida e que exige trabalho para
ser dominada. Veja, abaixo, as ações que podem ajudar no desenvolvimento
da autocompaixão:
Mantenha um diário
para registrar suas ideias e emoções. Isso pode ajudá-lo a reconhecer
quaisquer padrões no abuso e qualquer autocondenação ou pensamentos negativos
que possa estar tendo. Em seguida, faça um esforço para enfrentá-los de
maneira indulgente.
Visualize-se falando
como seu melhor amigo. Você seria solidário com eles ou os condenaria por
serem maltratados?
Desenvolva
relacionamentos com pessoas que estimulem seu caminho em direção à
autocompaixão e evite aqueles que o prejudicam.
As “PAS",
pessoas sensíveis e intensas, são frequentemente mal compreendidas. Elas
são percebidas como sendo muito emocionais ou que estão sendo difíceis por
escolha. As pessoas que exibem essas características freqüentemente sentem
que devem se desculpar por quem
são. Elas poderiam acreditar que, para se adequar às expectativas da
sociedade, deveriam mudar, todavia, não só isso é falso como também não é
possível dobrar suas qualidades inatas.
Pessoas
intensas e sensíveis têm muito a dar ao mundo. A neurodiversidade vem na forma de grande sensibilidade. Você
está conectado de maneira diferente, o que pode ocasionalmente tornar a vida
difícil, mas não é uma doença e não deve ser denegrido ou ignorado. Ser
diferente e acreditar que suas peculiaridades o tornam excepcional são coisas
perfeitamente aceitáveis. Há muitos benefícios em ser altamente sensível -
você pode ser mais imaginativo e compreensivo do que outras pessoas e pode ser
mais capaz de compreender o sofrimento dos outros, então, use seu talento o
máximo que puder. Por exemplo, você pode usar sua sensibilidade para criar
algo que agregue valor para você e para os outros.
Concluindo, o gaslighting é
uma tática psicológica prejudicial. Isso pode fazer você se sentir
irracional, indigno e que está constantemente cometendo erros, porém, existem
maneiras de se curar desse trauma; primeiro, o que aconteceu com você não foi sua
culpa, isto é, você foi vítima do abuso de outra pessoa; em segundo
lugar, aceite o que já aconteceu: isso não significa permitir que o
abuso continue ou aprovar o abuso. O que aconteceu já aconteceu e não é
saudável negá-lo; você pode querer dar a si mesmo tempo e espaço para
lamentar tudo o mais que o relacionamento de gaslighting tirou de você. O
terceiro e mais importante passo é descobrir como apreciar todos os aspectos
positivos de ter um alto nível de sensibilidade; mesmo que você tenha
uma perspectiva diferente do mundo, a sua experiência é válida.
Você
pode prosperar ao criar um ambiente de apoio para si mesmo. Reserve um
tempo para o autocuidado e conheça seus sentimentos. Será também muito bom
desenvolver sua criatividade,
identificar sua vocação especial na vida e usar a sua profunda sensibilidade e
empatia para mudar o mundo.
Se
você puder realizar tudo o que foi mencionado acima, desenvolverá uma defesa
sólida contra qualquer tipo de “não-validação” e o gaslighting de
qualquer pessoa. A longo prazo, você pode se proteger e permanecer firme
em seu caminho de cura e para a prosperidade.
Psicoterapeuta
de adolescentes, adultos e casais. Psicólogo de linha humanista com
acentuada orientação junguiana e budista. Palestrante sobre temas ligados
ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório
próximo à estação de metrô Vila Mariana. Atendimento de segunda-feira aos
sábados.
Atendimentos
presenciais e por internet.
Marcação
de consultas pelo tel. e whatsapp 11.94111-3637.
A pessoa verifica o Facebook
enquanto está na fila do supermercado. Quando o carro pára num semáforo, ela checa
o Twitter. Chega no restaurante e imediatamente acessa o Instagram. Enquanto
trabalha em seu computador, alertas de mídias sociais aparecem no canto da tela.
Você conhece alguém assim?
Claro que sim! A rede social
é uma presença constante nas vidas de bilhões de pessoas em todo o mundo. Só
o Facebook, por exemplo, possui mais de 1,8 bilhão de usuários. É praticamente inevitável a ocorrencia de fatos diversos e aquisição de novos hábitos. Veja esses exemplos: o indivíduo ao
acordar, ainda sem sair da cama, checa suas redes
sociais: Instagram, WhatsApp, Facebook, Youtube, Twitter, Tik Tok; ao longo do
dia, essa verificação será repetida inúmeras vezes automaticamente; uma nova
necessidade se instala que é a de se expor em fotos, stories e outras ferramentas
digitais; também começa a se sentir irritado, preocupado, ansioso ou inquieto
se acontece de perder o acesso aos seus aplicativos, o que configura uma síndrome
de abstinência; vive se comparando com o que vê “acontecer” com outras pessoas
também expostas na internet, no que se refere ao que veste, aonde vai, prá onde
viaja, que lugares frequenta, etc., com grande risco de se sentir inferiorizado... Quer dizer, a pessoa praticamente busca a felicidade em sua timeline e não
na vida real. Vale um alerta: agir dessa maneira implica que a pessoa tem uma presença
excessiva nas redes sociais, o que pode trazer depressão, ansiedade e vários outros problemas psicológicos. O problema é que à medida que
essa tendência se expande, uma pergunta vem ganhando força: Como a mídia social
afeta os usuários em sua saúde mental?
Psicólogos e psiquiatras já
perceberam que há uma importante conexão entre rede social, depressão e outros transtornos. Sim,
vários estudos apontam muito mais para os sintomas de depressão em usuários das
redes sociais e bem menos para os efeitos positivos na saúde mental - como um exemplo do que acontece!
Sabe-se que os pacientes que
usam redes sociais e que estão ou estiveram deprimidos eram mais propensos quando
passavam o tempo se comparando com os outros nas redes sociais. Essa prática
de comparar-se os leva à “ruminação”, isto é, a pensar continuamente sobre
interações sociais negativas. A depressão (e outros transtornos mentais), na
maioria dos casos, se instala quando:
A pessoa sente inveja porque deu muita
atenção – e despertou desejos com as coisas que viu - às postagens de outras
pessoas nas redes sociais.
Há diminuição importante das relações sociais presenciais.
Ex’s namorados(as) ou maridos(esposas) são aceitos
como amigos em diversas redes sociais e o assinante do aplicativo não é.
Surgem sentimentos autodepreciativos.
Há uma irresistível necessidade de autoexposição.
É negativamente mencionado nas mídias sociais,
especialmente quando as atualizações são frequentes.
Em consequencia de alguma informação, há ansiedade
e perda de interesse com a vida.
É obcecado por sua identidade virtual.
O mundo “online” determina as ações na vida
real.
É importante dizer que não é
nenhuma surpresa que as pessoas tenham maior probabilidade de desenvolver
depressão ao se compararem com outras pessoas nas redes sociais do que quando
fazem comparações na vida real. Isso ocorre porque é mais fácil apresentar
uma versão mais glamourizada e irreal de sua vida numa foto bem “produzida” ou em
frases de um pequeno texto. Pense numa pessoa que publica uma foto de uma
refeição difícil de preparar e uma mesa lindamente posta. Que vê essa
postagem não vê que fora do quadro está uma pilha de pratos e panelas sujas e alguns
ingredientes desperdiçados.
Mas sejamos justos: os
estudos destacam evidências, apesar de não serem muitas, de que as plataformas
de mídia social podem ajudar algumas pessoas a melhorar a saúde mental,
aprimorando suas redes de apoio social e também por fazerem parte de grupos de
ajuda e aconselhamento como AAA, NA, Al-Anom. DASA, MADA, e vários outros.
É importante usar as redes
sociais de maneira positiva. Num mundo saturado pela tecnologia de comunicação,
comparar sua “vida offline” com o que acha que pode ver sobre a “vida
online” e perfeita de outras pessoas é problemático, Preocupar-se
excessivamente com sua aparência online tornou-se cada vez mais normal, então,
é bom avaliar se o excesso não está prejudicando de alguma maneira.
Visto isso, ajudar as pessoas
a reconhecer essa tendência e redirecionar o tempo gasto navegando em redes
sociais para melhorar o próprio bem-estar é uma habilidade crítica para psicólogos
e outros profissionais da Saúde Mental bem como para pais e educadores. Se o adulto tem
dificuldade de lidar com isso - um ambiente em que vê apenas pessoas felizes e
bem-sucedidas - os mais jovens, por sua vez, tendem a pensar que a vida dessas
pessoas é a vida perfeita, e podem acabar por transformar tudo o que vêem na
internet em parâmetros para a própria vida - mas esse embate entre a expectativa
e a frustração leva ao prejuízo da saúde mental. Cuidemos principalmente das
crianças e adolescente!
O ponto principal é que os
riscos e benefícios do uso da mídia social dependem de como a pessoa interage
online. Usar o Instagram e/ou o Facebook para manter contato com
ex-colegas ou colegas de escola espalhados pelo mundo pode agregar valor à sua
vida, mas comparar-se constantemente com os outros ou ir a extremos para
melhorar sua imagem na internet provavelmente afetará sua saúde mental.
\
Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos, casais e gestantes – Presencial e Online.
Psicólogo clínico de linha humanista existencial e de orientação das Psicologias Analítica (Carl Jung), Relacional e Budista.
Extensão e Certificação em Filosofia & Meditação (PUCRS), Certificação em Racismo e Psicanálise (Achille Mbembe), Pós-graduações em Sexualidade Humana, Autismo (Famart) e Psicologia Clínica (PUCRS).
Associado à ABRAP, SBRA e ABRA (Psicoterapia e Reprodução Assistida).
Colaborador do HSPMAIS – Saúde Suplementar e de Apoio à Pesquisa Clínica (Serviço de Reprodução Humana da Escola Paulista de Medicina).
Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais. Psicólogo de linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista. Palestrante sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
Consultório próximo à estação de metrô Vila Mariana. Atendimento de segunda-feira aos sábados.
Atendimentos presenciais e por internet.
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UMA PESSOA “GAY” DEVE FAZER PSICOTERAPIA APENAS COM UM PSICÓLOGO “GAY”?
Como
eu disse, no vídeo, de vez em quando, alguém me pergunta: “Paulo, como eu sou “gay”, você
acha que eu deveria fazer terapia com
um psicólogo “gay” ou isso não é importante? O que faz mais sentido para mim?
Sou
psicólogo, meu nome é Paulo Cesar, e acho essas perguntas interessantíssimas! É realmente uma dúvida legítima, merecedora de resposta com detalhes e que possa ajudar nas reflexões de homoafetivos e demais
pessoas LGBTQIA+ sobre suas psicoterapias, e também para orientar os amigos e
parentes dessas pessoas a respeito disso. Então, vamos em frente com os devidos
esclarecimentos.
Por
conta das conversar durantes os atendimentos psicológicos de pacientes “gay”s, identifiquei
o que podemos chamar de benefícios de uma pessoa do universo LGBTQIA+ fazer terapia
com um psicólogo do mesmo universo. Bem, uma coisa é bastante óbvia: não
são necessárias longas explicações para que o
terapeuta entenda
várias situações do paciente. Outra coisa é que o
paciente pode supor, com muita razão, que seu terapeuta ficará confortável e certamente terá ouvido falar de tudo do “mundo “gay””, incluindo sua vida sexual.Além disso, um psicólogo homoafetivo saberá conversar sem
dificuldades com
seu paciente sobre as normas da comunidade “gay”, o que pode
ajudar o seu paciente a tomar decisões sobre o que é saudável ou
como o paciente pode querer modular o próprio comportamento.
Mas
pertencer à mesma
comunidade também pode apresentar desafios que
presumivelmente não foram pensados. Por exemplo, se
ambos fizerem fazem parte da mesma comunidade, provavelmente pode haver uma
competitividade com base na percepção de como cada um domina a vida na referida comunidade. Ao longo dos anos em que venho trabalhando com pessoas LGBTQIA+, descobri alguns pacientes ressentidos comigo por
conta de suas próprias hipóteses sobre itens importantes no mundo em que também vivem, o “mundo “gay””; eram
hipóteses que se referiam ao meu sucesso, minha aparência, minhas
roupas ou, mais
significativamente, suas suposições sobre quem eu sou e qual a minha orientação sexual, sempre com base em suas
próprias projeções. Cabe salientar que isso,
em psicoterapia, é muito comum, qualquer que seja a orientação sexual das
pessoas em psicoterapia. Sendo pacientes “gay”s, muitas vezes podem pensar que eu me encaixo no estereótipo do homem “gay”
branco que tem tudo e que não honra a santidade do
relacionamento. Esses sentimentos são importantes para explorar no
relacionamento terapêutico, mas certamente podem ser desafiadores.
Não
obstante, tenho que dizer que, ao contrário das suposições de muitas pessoas, os
homens “gay”s não são imunes à homofobia, a maior parte internalizada por uma
vida inteira vivendo num mundo homofóbico. Presumo, ademais, que o primeiro homofóbico que um paciente encontra é
aquele que vê ao parar frente a um espelho. O ponto que gostaria de chegar é
que esse medo e raiva podem
surgir na psicoterapia para com um
psicólogo “gay”, especialmente se ele
estiver se sentindo confortável consigo mesmo de uma forma que o paciente ainda não se sente. Certa vez, um paciente me disse que tinha uma
imagem mental de mim circulando pelo
Shopping J. K. Iguatemi em S. Paulo com um monte de sacolas de compras! Ele não estava
totalmente errado visto que, tal
como muita gente, tenho as minhas superficialidades do Ser, mas sou também bastante profundo em outras com maneiras bem mais significativas, porém a observação foi útil para a terapia porque me mostrou como ele estava se sentindo preso
dentro de si mesmo.
O
outro lado da história, ou seja, considerar fazer
terapia com um psicoterapeuta não-homoafetivo, pode, para alguns, parecer um pouco assustador. As pessoas LGBTQIA+ costumam fazer
suposições sobre o nível de conforto de um psicólogo
heterossexual com as
coisas sobre as quais ele, o paciente, deseja falar. Mas quero, de imediato, acabar com esse medo: se o psicólogo for maduro e experiente, isso não será um problema. Ademais, encontrar alguém fora de sua comunidade que se
sinta confortável com todos os aspectos da vida de um cliente homossexual pode
ser uma experiência profunda e curadora.
Sei, pela minha própria experiência (perdoem-me a falta de modéstia): com os
pacientes LGBTQIA+ que atendi ao longo de minha vida profissional, que a experiência, com certeza, sempre foi nada menos do que transformadora.
Do meu ponto de vista, é interessante explorar as
suposições que os pacientes LGBTQIA+ têm sobre os terapeutas heterossexuais e
as suposições que eles fazem sobre como os terapeutas os veem. Uma coisa
que todos os psicólogos sabem é que, se algo
está acontecendo no “set
terapêutico”, a
mesma dinâmica também está acontecendo em outras partes da vida do paciente. E como não vivemos isolados, um psicólogo heterossexual pode trazer uma perspectiva para o processo que um terapeuta homoafetivo não pode - eles podem
falar sobre sua experiência como pais, por exemplo. Às vezes, essa
experiência pode ser mais útil do que a perspectiva de um terapeuta “gay”.
Em última análise, a resposta para a pergunta é
fazer sua lição de casa e ouvir seu instinto. Faça uma primeira sessão com o psicólogo
heterossexual, observe-o, ouça a sua voz e reações do
terapeuta, analise a sua postura e,
acima de tudo, perceba como se sente. Sentir-se seguro e respeitado por seu psicoterapeuta - seja essa pessoa homoafetiva ou não - é
a chave para o sucesso da terapia. Você ficará muito vulnerável durante a psicoterapia com essa pessoa,
portanto, garantir esse nível de confiança é essencial.
Finalmente, pessoas
LGBTQIA+ podem
optar por trabalhar com diferentes psicoterapeutas
com base em
sua trajetória de vida. Eles podem iniciar a terapia pela primeira vez com
um terapeuta de sua comunidade porque, em alguns níveis, como vimos, a
compreensão desta comunidade pode tornar mais fácil a conversa. Em outras ocasiões,
talvez mais tarde na vida, um paciente “gay” pode escolher um psicólogo heterossexual diferente com base em outros
critérios importantes para aquele momento específico.Não há problema em perguntar a eles se já trabalharam com pessoas LGBTQIA+, mas certifique-se de realmente ouvi-los quando
responderem. Mesmo que um terapeuta heterossexual tenha tido poucos ou
nenhum cliente LGBTQIA+, eles ainda podem oferecer exatamente o que você
precisa e uma resposta do tipo: “Não tive tantas experiências assim, e talvez
você me ajude a entender mais” é realmente muito ideal; vocês dois estarão
envolvidos no processo.
Enfim,
hétero ou homossexual? Em última análise, isso pode importar menos
do que outros fatores, mas,
seguramente, o
vínculo e a sensação de conforto sempre serão o mais importante.
Psicoterapeuta
de adolescentes, adultos e casais. Psicólogo de linha humanista com
acentuada orientação junguiana e budista. Palestrante sobre temas
ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
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aos sábados.
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(Leia, abaixo deste vídeo no Blog do Psicólogo, o artigo SUPERAÇÃO DE MOMENTOS DIFÍCEIS DA VIDA que contém mais detalhes sobre o assunto.
SUPERAÇÃO DE MOMENTOS DIFÍCEIS DA VIDA
A vida
oferece muitos momentos extraordinários e significativos: o profundo prazer de
se conectar com o amor da vida, ver o pôr do sol, a emoção de cultivar uma nova
amizade, a aquisição de um imóvel próprio, uma viagem que sempre quis fazer,
etc. No entanto, a vida também tem o péssimo hábito de lançar desafios e
decepções em nossos caminhos, e é cheia de tempos difíceis e de momentos que
nos fazem questionar bastante sobre o que esperamos do mundo: a perda de um
ente querido, dificuldades financeiras graves, um diagnóstico de saúde negativo
ou a perda do emprego. Como superamos esses tempos? Como seguir em frente
e dar significado à vida nesses momentos em que nos sentimos sobrecarregados,
estressados ou arrasados pela dor?
Como é
você quando as coisas dão errado? Você persevera? Ou, você está mais
propenso a ceder? Se você for capaz de superar a adversidade e se
recuperar após uma grande decepção, então você é realmente uma pessoa
resistente, realista e otimista, ou seja, você é uma pessoa resiliente, um
diligente sobrevivente.
Penso,
contudo, que sobreviver às atribulações não é apenas uma arte! É também uma
ciência, e tanto a arte quanto a ciência apontam para um único fato - regular
as emoções pode ser a chave para a resiliência e superação.
Lembrem-se
que no nascimento todos saem do útero com alguma adaptabilidade, então,
acredito que superação é algo natural à humanidade. Á vista disso, julgo ser
sempre possível recuperar-se da adversidade e viver uma vida saudável e
gratificante. Todos conhecemos algumas pessoas que aplicam a superação dia
após dia. Essas pessoas não se veem como vítimas, mas como solucionadoras
de problemas. Elas não reclamam do que lhes aconteceu. Apenas olham para
frente e resolvem o problema em questão.
Como
citei, sobreviver às atribulações é uma arte, a derradeira arte de
viver. No cerne da superação resiliente está a crença em si mesmo, mas
também a crença em algo maior do que si mesmo. Estamos falando de uma qualidade
psicológica que permite que algumas pessoas sejam afetadas pelas adversidades
da vida e se recomponham pelo menos tão fortes quanto antes. Em vez de
permitir que dificuldades, eventos traumáticos ou falhas
os superem e esgotem sua determinação, as pessoas resilientes encontram uma
maneira de mudar de rumo, curar-se emocionalmente e continuar avançando em
direção a seus objetivos. Trata-se,
inclusive, do meio pelo qual as crianças de famílias problemáticas e
disfuncionais não ficam imobilizadas pelas dificuldades, mas se recuperam delas,
aprendem a se proteger e emergir como adultos fortes e capazes de levar uma
vida gratificante.
Pessoas
que sobrevivem às agruras não permitem que a adversidade as defina. Eles
encontram flexibilidade movendo-se em direção a um objetivo além de si mesmos,
transcendendo a dor e a tristeza ao perceberem os momentos ruins como um
estado de coisas temporário. A reformulação está no cerne da resiliência, tendo
o otimismo como uma importante base. Como exemplo, esclareço que o otimismo
ajuda a atenuar o impacto do estresse na mente e
no corpo após experiências perturbadoras. Isso dá às pessoas acesso a seus
próprios recursos cognitivos, permitindo uma análise fria do que pode ter dado
errado e a consideração de caminhos comportamentais que podem ser mais
produtivos.
Se você
não se sente uma pessoa resistente, realista e otimista, isto é, não se vê como
uma pessoa resiliente, um diligente sobrevivente, nem tudo está perdido. Você
pode recorrer à psicoterapia como forma de adquirir as habilidades e
comportamentos típicos de uma pessoa resistente e forte. Certamente será necessário
reinterpretar alguns eventos do seu passado para então encontrar os pontos
fortes que você provavelmente teve o tempo todo, além de analisar e interpretar
as ocorrências do momento atual. Na medida em que é aprendida, a resiliência
parece desenvolver-se a partir do desafio de manter a própria autoestima. Uma
amostra disso são as famílias problemáticas ou disfuncionais que fazem seus
filhos se sentirem impotentes e mal consigo mesmos; a pessoa adquirindo
capacidades resilientes durante a psicoterapia saberá como manter a sua
autoestima apesar da poderosa influência negativa dos pais. Realmente são
aspectos que podem ser cultivados, sendo, portanto, possível fortalecer seu eu
interior e sua crença em si mesmo, para se definir como capaz e
competente. Sem dúvida, com psicoterapia é possível fortalecer sua psique,
é possível desenvolver um senso pessoal de domínio.
Vários
pontos são abordados numa psicoterapia para colocar o paciente numa condição de
ficar mais forte e um dos pontos é mostrar que existem elementos de nossa
cultura que glorificam a fragilidade. Como psicólogo focado na realidade, tenho
que fazer o paciente perceber que possui uma capacidade considerável de força,
embora possa não estar totalmente ciente disso.
Como devem estar percebendo, o
objetivo desta peça é explicar mais sobre o caminho da superação de situações
difíceis. Também já devem ter compreendido que não é um caminho
despreocupado - É profundo e há dor, mas também há riso, sabedoria e
beleza. Em tempos incertos, a dor pode se tornar evidente tanto no âmbito
físico quanto no emocional. A vivência clínica me propicia fazer essa contribuição
para os que carecem, nessa área, se desenvolver.
Pessoas
resilientes não caminham quando tem apenas chuviscos. Elas andam sob chuva de
canivetes e têm cicatrizes para mostrar as suas experiências. Eles lutam -
mas continuam funcionando de qualquer maneira. Resiliência não é a
capacidade de escapar ileso pois não se trata de magia. Mas essas pessoas
também são boas em regular suas emoções e manter a calma sob pressão sendo
exatamente isso que permite que usem o que sabem quando mais precisam. Os
sobreviventes cultivam o insight, o hábito de se fazer perguntas inteligentes e
dar respostas honestas. Eles também tomam a iniciativa, se encarregam dos
problemas, se aprofundando e se testando com as soluções. De fato, aprenderam
algumas características que vale a pena conhecer:
Pessoas
Resilientes / Sobreviventes
Positivo
vs. Negativo: Sentem
mais emoções positivas do que negativas. Vêem a vida com otimismo e têm
esperança no futuro. Apreciam o humor e podem rir de si mesmos. Escolhem
a gratidão ao invés de cinismo.
Orientado
para tarefas: Em
vez de esperar passivamente para ver o que acontece, identificam problemas que
podem ser mudados e depois os mudam. E quando algo não pode ser mudado, aprendem
a aceitá-lo.
Pensamento
flexível: A
rigidez cognitiva é inimiga da resiliência. A capacidade de pensar
rapidamente e gerar soluções alternativas, pensamentos e ideias é a chave para
manter a força psicológica. Opções limitadas levam a soluções limitadas.
Saúde: Um aspecto
importante da resiliência é manter uma saúde física adequada e evitar
riscos. Isso inclui exercícios e nutrição adequados, limitar ou eliminar o
uso de álcool, tabaco e cafeína e evitar comportamentos descuidados e imprudentes.
Pessoas
Não-Resilientes / Sobreviventes
Derrotismo
egocêntrico: adotam
uma atitude derrotista, vendo-se como vítimas e espectadores com pouco controle
sobre o que lhes acontece. Valorizam pensamentos como: “Estou quebrado”,
“Estou fraco” ou “A vida é muito difícil”.
Desligamento
emocional: É
fácil se retirar emocionalmente. O mais difícil é confrontar
deliberadamente os pensamentos e sentimentos que nos incomodam. Negação,
isolamento e evitação são marcas da falta de resiliência.
Evitar pontos de
vista concorrentes: Tendemos a gravitar em torno de pessoas que concordam conosco - e
quando encontramos essas pessoas, nos apegamos. Embora possa ser útil
alinhar-se com pessoas que compartilham nossas opiniões e apoiam nossas
posições, corremos o risco de ter qualquer um de nossos pensamentos e
comportamentos inadequados reforçados. Encontrar pessoas que não tenham
medo de desafiá-lo de vez em quando pode ajudar na sua resiliência.
Mas eles
não fazem todo o trabalho sozinhos. Quem precisa mudar o comportamento
carece de fortes sistemas de apoio – terapêutico, familiar, amizades, cônjuge,
etc. – dessas pessoas, recebendo ajuda. Eles não tinham medo de falar sobre os
momentos difíceis que estavam passando com alguém que se preocupava com seu
bem-estar. Os relacionamentos promovem a resiliência - Pessoas saudáveis fazem
o trabalho ativo de dar e receber necessário para obter gratificação emocional dos
outros.
Além
disso, pessoas com capacidade de superação abstém-se de culpas pelo que deu
errado; pelo contrário, internalizam o sucesso, assumindo a responsabilidade
pelo que dá certo em suas vidas. As pessoas que praticam a autorregulação geralmente
são bem-sucedidas no gerenciamento de seus relacionamentos em casa e no
trabalho. Aqueles que não possuem essas habilidades têm uma vida mais
difícil em geral.
Superar
a dor e o desapontamento sem deixá-los se tornar opressores não é
necessariamente fácil para ninguém. Mas os psicólogos sabem o que as
pessoas mais adaptáveis fazem para continuarem emocional e mentalmente bem após
a morte de um ente querido, perda de emprego, problemas financeiros, doença
crônica ou outro revés. Por exemplo, você atribui contratempos pessoais e
profissionais apenas à sua própria inadequação ou é capaz de identificar
fatores contribuintes que são específicos e temporários? Você exige uma
sequência perfeita ou é capaz de aceitar que a vida é uma mistura de derrotas e
vitórias? Em cada caso, a última qualidade foi associada a maiores níveis
de resiliência.
Durante
tempos estressantes, as pessoas contam com uma variedade de maneiras de
lidar. Algumas pessoas confiam em suas crenças religiosas ou espirituais. Outras
buscam conforto em seus relacionamentos mais queridos. Ainda outros não
respondem tão positivamente e alguns se voltam para dentro, ficam
sobrecarregados de tristeza e não mais se aproximam dos outros. Como
podemos entender esses tempos difíceis e tentar responder de forma mais
positiva?
Devemos
entender que a vida, como um todo, é bastante significativa. Meu argumento
é que o significado serve a uma função adaptativa, e nós, humanos, somos muito
bons em encontrar significado de várias maneiras. Algumas pessoas o
encontram por meio de relacionamentos, religião ou compromisso de fazer boas
ações, sendo que a maioria das pessoas se recupera e encontra significado
novamente. Além disso, sempre que possível, devemos olhar para o evento
estressante da vida como uma oportunidade e não como uma
ameaça. Considerando que a perda de um ente querido dificilmente parece
uma oportunidade de crescimento, outras fontes de estresse (por exemplo, perder
um emprego ou ficar sem recursos financeiros) podem ser uma oportunidade de
ganhar uma nova perspectiva, recalibrar o senso de propósito e vocação para encontrar
maneiras de desenvolver suas forças. Com certeza, na maioria das vezes
(mas nem sempre), as pessoas encontram algum sentido após eventos estressantes
em suas vidas. Enfim, é importante encontrar apoio em tempos
difíceis. Relacionamentos íntimos são uma fonte de significado na vida. Ao
passar por desafios, o apoio social é fundamental. Compartilhar seus
sentimentos, obter apoio de amigos e familiares e ter pessoas por perto para
garantir que você cuide de si mesmo são importantes nesse processo. É
melhor quando não temos que passar por isso sozinhos.
Gente, a
vida é cheia de beleza e alegria, assim como de dor e sofrimento. Todos
nós passaremos por momentos difíceis na vida, e superá-los faz parte da
experiência humana. Com alguma esperança, podemos tomar medidas para
tentar tornar a jornada mais significativa. Pense nisso!
Espero
que tenha gostado desse artigo. Há vários outros e você pode acessá-los nesses
locais:
Psicoterapeuta de adolescentes, adultos e casais. Psicólogo de
linha humanista com acentuada orientação junguiana e budista. Palestrante
sobre temas ligados ao comportamento humano no ambiente social e empresarial.
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